Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

quinta-feira

Quer uma flor?

quarta-feira

Feliz Natal!

Conferida
Fogo no corredor,
morte,ardente e cruel
,não sei se vou viver,
pra ver o que é seu.
A vida traz lembranças,
ás vezes cansa,
cabeça,
adoeceu?
liberdade plebeu.
Identidade conferida,
mudança de ares.
troco sons e mares.
Ignoro a idade,
vida em vão,
sem paternidade,
dor no coração.

domingo

Olha só.....

Retoque

Poema em branco,

garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos

,vozes você, calado,e os gestos?

quinta-feira

Lançamento................oba!!!!!!!

terça-feira

Vamos latir?

O CACHORRO É MENOS EGOÍSTA DO QUE O HOMEM

POR RODRIGO CAPELLA

Au, au! Brutus sempre abana o rabinho quando eu chego em casa. Ele quer brincar e rapidamente busca a bolinha vermelha, mordendo-a em seus pequenos dentes. Meu amigo é incansável e rimos durante minutos, horas. Depois, conversamos sobre assuntos diversos, política, economia e lançamentos caninos, é claro.

Essas qualidades transformaram Brutus em um grande amigo meu. Estamos sempre juntos, passeando no parque, viajando, correndo atrás dos carros e compartilhando experiências. Hoje, confesso que sou um homem mais maduro e tranqüilo. Minha vida mudou radicalmente. Brutus é um cão mais sociável, tem várias namoradinhas e amigos para passear.

Por todas essas mudanças, é que eu eu não hesitei em adotar um novo companheiro. Wisky chegou com apenas um mês e logo se tornou amigo de Brutus. A dupla, apesar de viver em casas separadas, sempre brinca junta e, a cada passeio, reforça a tese de que os animais são menos egoístas e mais companheiros do que os seres humanos. Au, au!

sexta-feira

Grandes e eternos momentos

Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*

Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,

Fantasias e Mágicos Sonhos.
És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,
Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.
Desejos como esse,
jamais terei.

Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quinta-feira

Meu cachorro Zé fuma charuto....

Por Rodrigo Capella*
Brutus, o meu yorkshire, abandonou-me definitivamente. Pediu férias de um mês e foi viajar para Cuba. Não sei se ele volta. Antes de partir, o quadrúpede fez uma exigência. Pediu que eu abrigasse o seu velho pai, o cachorro Zé, que atualmente desfruta de seus 16 anos bem latidos. Auauauau....Não agüento mais! É Zé pra tudo que é lado. Zé na política, Zé na portaria, Zé na banca de jornal, Zé que late. Caramba, o nome do meu pai também é Zé. O velho apareceu com uma pedra no rim e morreu de tanto urinar sangue. Acho que foi pra pagar todos os pecados. Agora, um novo Zé está na minha casa. Pelo menos, esse não ronca.
Os primeiros dias de convivência foram até que foram harmoniosos. Cachorro Zé se queixou de algumas dores, mas logo se aquietou. Cismou que queria uma roupa nova e lá fomos nós até o shooping mais próximo de casa. Detalhe: gastei quase um tanque de gasolina e o orelhudo nem se ofereceu para dividir os custos.Ao longo dos dias, descobri que meu novo companheiro tinha uns hábitos pra lá de estranhos. Ele nem parecia um cachorro! Zé fumava charuto da melhor qualidade, cubanos, é claro. Bebia vinho francês e ainda passava horas na frente do espelho, testando os lançamentos do ramo de cosmético francês. Deitava na varanda e ficava tomando sol, observando as nuvens, torcendo pela chuva.
O cão gostava de andar no parque, conhecer novas cachorrinhas e correr um pouco para chamar a atenção das orelhudas. Comeu cachorro-quente, bebeu refrigerante e se lambuzou com o sorvete de morango, coberto por cerejas. Demos mais algumas voltas em torno do lado, acompanhando o trajeto feito pelos patos. Zé se mostrou cansado e com sono. Não perdeu tempo, atirou-se no meu colo e dormiu feito uma criança, sem latir e sem fazer a oração. Tive que levá-lo pra casa, como se carregasse um saco de feijão.O cachorro Zé amanheceu com algumas dores, pelo corpo inteiro. Achei que fossem resultado do grande desgaste físico de ontem. Mas, me enganei feio. Fomos ao hospital e o médico recomendou um remédio, caro pra caramba, acho que dava pra comprar toda a nova coleção do Playmobil. Zé estava com pedra no rim e não parava de urinar sangue.Durante os dias seguintes, as dores eram cada vez mais fortes e Zé mal conseguia se mexer.
Voltamos ao hospital e o médico sugeriu que Zé parasse de fumar charutos cubanos. O cachorro não gostou da orientação e fomos pra casa. Lá, o orelhudo acendeu dois charutos e colocou ambos na boca. Ligou a televisão e se divertiu com as aventuras do Scooby Doo. Monstros, fantasmas, sustos e alegrias no final do desenho. Zé abriu um sorriso e aplaudiu.Não se conteve, abrindo uma garrafa de vinho, acho que pra comemorar a boa performance do detetive Scooby. Encheu uma taça, sem que o líquido transbordasse. Soltava fumaça e tomava um gole. Fez isso durante a noite inteira, durante vários dias, durante anos, sem remorso, sem culpa, sem pensar no futuro e sem lembrar do passado.
Fez isso até que fechasse os olhos definitivamente.Brutus nunca mais voltou. Decidiu ficar em Cuba, namorando alguma cachorrinha de lá. De vez em quando, recebo umas cartinhas, com fotos e tudo mais. Nunca me dei ao trabalho de respondê-las. Brutus deve estar fumando charuto cubano, bebendo vinho francês, andando pelos parques, seguindo os patos, observando as nuvens, torcendo pela chuva.
(*) Escritor, poeta e jornalista. Informações: www.rodrigocapella.com.br

sexta-feira

O cavalo de Agatha Christie

Por Rodrigo Capella*

A morte de um sacerdote poderia ser um crime comum, mas nas mãos de Agatha Christie esse episódio se transforma no alicerce necessário para fazer de “O cavalo amarelo” um ótimo suspense. Atualmente, leio esse livro sempre acompanhado de um bloco de anotações para não perder os detalhes e as muitas referências feitas a Shakespeare.

Três mulheres estranhas, que se julgam a reencarnação das bruxas de Macbeth, um papel escondido no sapato do morto e pessoas que desaparecem por telepatia. Esses são alguns dos elementos oferecidos pela Rainha do Crime ao longo desse saboroso romance.

Para tristeza dos fãs de Hercule Poirot, Agatha Christie recorre ao inspetor Lejeune para solucionar tal mistério. E acerta na escolha. Lejeune é o personagem ideal para procurar pistas em um cenário composto por métodos particulares, magia negra e tortura psicológica. Tudo isso é bem distribuído pela autora, sem deixar com que a obra tenha um caráter sobrenatural.(*)

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer

terça-feira

Temporal, tempo........z.............zzz......

Chuva, Chuva, Fuja!

Por Rodrigo Capella*

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada,
entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.
Ternura, agonia, fuja,
enquanto é carnaval.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido" que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Sem Nexo

Retoque

Por Rodrigo Capella

Poema em branco

,garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos,

vozes você, calado,e

os gestos?

domingo

A minha caricatura

terça-feira

Boas risadas.......

sábado

Loucuras de um escriba

Loucuras de um escritor

Por Rodrigo Capella*

Entre um cachimbo e outro, Jonas escrevia pequenas frases em seu diário úmido e manchado por patas de cachorro. Desiludido com o mundo da literatura e com as mãos fixas na caneta, o autor, que chegou a estar na lista dos mais vendidos, procurava se ocupar com pequenas histórias, umas mais absurdas do que as outras. Faltava-lhe imaginação, faltava-lhe elementos para se construir uma boa narração.

Largava o diário, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar o caderno, largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimido e, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca de curiosidades, talvez atrás se sonhos antigos ou simplesmente para respirar um pouco.

Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo e deixando marcas, sinalizava onze e meia da noite. Jonas caminhava freneticamente. Passava por parques, ruas pequenas, campos de futebol. O autor ia em direção á ponte, só podia estar indo naquela direção. O vento forte e o chuvisco atrapalhavam a caminhada, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava.

Cansado e tremulo, Jonas chegou ao destino, debruçou-se na ponte iluminada e antiga, ganhou força extra e saiu correndo até a outra extremidade da construção. Fez isso durante alguns minutos e horas, circulando por quase toda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerola com menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmente durante horas, chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar na casa do autor.

Jonas pensou e acabou cedendo. A pomba branca e extremamente agitada sentiu-se á vontade, como se tivesse a companhia de outras. Pegava o diário do autor, percorrida os corredores e rapidamente largava o caderno. Jonas, em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 e disparou um tiro contra a pobre pomba.

Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro impregnando a casa. Jonas observou tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou a arma e a segurou com uma firmeza singular. Mirou em direção a sua cabeça e sentou na cadeira. Lá, dormiu durante horas, dias e anos.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

segunda-feira

Eu leio, tu les, ele...

Ler pode ser bem divertido

Por Rodrigo Capella *

A inclusão digital é uma boa ferramenta, embora devesse ser rapidamente ampliada. Possibilitar aos jovens estudantes o acesso a cenários virtuais não é e provavelmente nunca será a solução ideal para suprirmos o deficit de educação, que, infelizmente, vem se consolidando pelo Brasil, de Norte a Sul, Leste a Oeste.

A esse acesso devemos agregar aulas sobre a Internet e suas aplicabilidade, dinâmicas educativas com o objetivo de despertar no jovem a busca por informações e conteúdos diversos, e também pesquisas amplas que oferecerão embasamentos antes dos jovens acessarem desenfreadamente a Internet.Justificando: o livre contato com esse mundo virtual pode, na maioria das vezes, transformar os adolescentes em dependentes de jogos com muita luta e sangue, e pouco raciocínio e criatividade, estagnando, desta forma, um processo educativo que se inicia na maternidade e se estende por toda a vida.

Os alunos precisam, então, desde cedo ser incentivados a ler via Internet. Tudo é uma questão de hábito. Se for bem cultivado, os resultados serão muito positivos e veremos, por exemplo, adolescentes colando os olhos na tela para ler obras de autores nacionais, como Machado de Assis e Lima Barreto, mas também de internacionais, tais como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.

Justificando: o contato contínuo com esses romances vai, certamente, enriquecer o vocabulário e a argumentação dos jovens, ampliar sensivelmente o conhecimento literário e histórico, oferecer momentos de puro prazer e, principalmente, mostrar que ler no computador pode ser tão divertido quanto jogar futebol na rua.Vale a pena tentar e buscar um Brasil melhor.

Com esses procedimentos em prática e com muita dedicação dos professores, monitores e alunos, a inclusão digital pode ganhar em importância e, dessa maneira, passar a ser um importante mecanismo de incentivo á leitura, de amadurecimentos psicológicos dos jovens e do conseqüente combate ao deficit de educação.

(*) Rodrigo Capella (contato@rodrigocapella.com.br) é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Agora vai, vai?


Beijo na boca
Por Rodrigo Capella*

Ardente, água, amálgama,
sem nexo.
Pretexto,
agora,

sem texto....

Cadê, o resto do poema?
sem tema.
??

quinta-feira

Cata, isca.....



Escapada
Por Rodrigo Capella*

Cerca idealizada,
na casa que escolherei,
amada sob o monte,
escondida ao longe.

Ventos gelados e úmidos,
toque de vidas alegres,
sem pedir perdão,
ardendo coração.
Decisão oportuna,
vejo fortuna,
largo tudo,
beijo, abraço.

Risco de memória vazia,
bem de casos alados,
arrepios, imensidões,
cor, amor, pavor!

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre
eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor
Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Cadê a sua perna?




Capeta
Por Rodrigo Capella*

Ser um poeta?
capeta, perneta,
despertao mundo de letras,
abafa.

Sem ritmo,
curvas, sem som,além,
exala,

Regresso, o tom,
quem disse que para
ser poeta é
preciso algum Dom?
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de
"Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para
o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

terça-feira

Macabro, maca, abra


Descalabro
Por Rodrigo Capella*

No descalabro contínuo,
eis os traços perversos,
a aliança constrói pudores,

eu,
em busca de meus amores.
Metafísica explica,
injustiças, latidões e atitudes
bloqueiam anseios e vontades,
lutam contra projetos e verdades.
Homens egoístas observam

o passar do tempo,
o futuro adversário,
a matança cruel,
no descalabro contínuo.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista,
autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser
adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

segunda-feira

Contagem regressiva para o Natal. 1.000, 999, 998....



Cupim de Natal
Por Rodrigo Capella*

A árvore piscava com tal fervura,
Bolas brancas e vermelhas davam o realce,
Enfeites de laços e cavalos carregavam ternura,
No olhar da criança.

Piscava num ritmo prolixo,
Fixamente olhava o enfeite mais alto,
Era um papai noel no topo da árvore,
Despertando nuança no olhar meigo.

A criança, enfeitiçada estava
A admirar o falso real,
A crer que papai noel iria,
Descer da árvore e dá-lhe
Um beijo no rosto.

Observava a árvore diariamente,
Como se buscasse um algo mais,
Percorria ao redor dos galhos,
Sentia o perfume vago.

Fixava os olhos atrás da árvore,
Abria e fechava a porta do armário,
Passava a mão num furo,
Feito por cupim.

Observava a árvore,
Canto por canto,
Estava quase aos prantos,
Queria ver se o furo,
Ia contaminar os enfeites,
Derrubar os galhos,
Estragar papai noel
E paralisar os cavalos.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca,
o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor
Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

CALE A BOCA, AGORA!!!



Calado

Por Rodrigo Capella*

Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!

Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de uma gralha.

Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista.

sábado

Now, nesse momento

Agora

Por Rodrigo Capella*

Fúnebre momento hilário,
Percorre toques de olhar,
Calafrio, imensidão,
O contrário digo não.

Veias da imaginação,
Suar entre gestos,
ublime a minha volta,
Corda, a toda hora.

Ventos que sopram calados,
Amaldiçoados, coitados,
Tempo, vago atado,
Correr, sangue intenso.

Eu mesmo perdido,
Tardio é meu vão,
Coração triste e oco,
Nem pensar em perdão.

Caramba, senso não há,
Palavras perdidas,
O que cita ação,
Intensa, revolta, agora.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Sangre, vermelho....


Conferida

Por Rodrigo Capella*

Fogo no corredor,
morte,
ardente e cruel,
não sei se vou viver,
pra ver o que é seu.

A vida traz lembranças,
ás vezes cansa,
cabeça, adoeceu?
liberdade plebeu.

Identidade conferida, mudança de ares.
troco sons e mares.
Ignoro a idade,
vida em vão,
sem paternidade,
dor no coração.


(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Reboque, ré, toques.....


Retoque

Por Rodrigo Capella*

Poema em branco,
garrancho,
ai, que me perdoar.

Sonhos, repletos,
vozes você,
calado,
e os gestos?

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de
"Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado
para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

Tá molhado???






Chuva, Chuva, Fuja!

Por Rodrigo Capella*

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada
,entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.

Ternura, agonia,
fuja,enquanto é carnaval.

(*) Poeta, escritor e jornalista. Autor de “Transroca,
o navio proibido”, que vai ser adaptado para
o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

terça-feira

Rimar, ri ri, rir, dar risadas

Atitude
Por Rodrigo Capella (*)
Rimar faz mal,
coitado do poeta,
que por qualquer razão,
quer ligar, rimar, juntar.
Prefiro versos soltos,
pequenos e grandes,
cheios de gentes,
cantantes, falantes, antes.
Porra! O que eu faço?
versos e rimas,
narro fatos.
Reflito o momento,
comento, assuntos assim,
não vejo essência,
em fazer versos pra mim.
(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca,
o navio proibido", que vai ser adaptado para os
cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

Uma flor...........






Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*

Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,
Fantasias e Mágicos Sonhos.

És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,
Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.

Desejos como esse,
jamais terei.
Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

Os filmes da minha vida

Por Rodrigo Capella*

O filme só é bom quando me surpreende e acrescenta elementos novos ao meu estilo de vida. Não gosto de assistir películas que são inertes aos acontecimentos socioculturais e priorizam a ficção absurda à la "Missão Impossível". Os gêneros dos filmes listados abaixo variam desde a uma boa comédia ao suspense bem construído. Você já assistiu a algum deles?

"Uma Mente Brilhante" (2001):
Com roteiro de Akiva Goldsman, o diretor Ron Howard traz aos cinemas a história de um matemático, muito bem interpretado por Russell Crowe. A arquitetura se faz dinâmica do início ao ápice da trama, ora apresentando elementos reais, ora sobrepondo-os aos ideais surrealistas de um homem que supera obstáculos, retorna à sociedade e vence o prêmio Nobel de Matemática. Filme vencedor de quatro Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor.Diretor: Ron Howard.
Roteiro: Akiva Goldsman.

"O Colecionador de Ossos" (1999):
O melhor suspense de todos os tempos, deixando para trás clássicos como "Seven - Os Sete Crimes Capitais" e "Efeito Borboleta". Todo cuidado é pouco para a dupla Denzel Washington e Angelina Jolie, que correm contra o tempo para estudar pistas e solucionar uma série de crimes bem executados. Respire fundo e prepare-se. "O Colecionador de Ossos" vai lhe oferecer momentos de fortes batimentos cardíacos.Diretor: Phillip Noyce
Roteiro: Jeremy Iacone.


"Garotas do ABC" (2004):
Película do premiado diretor Carlos Reichenbach, "Garotas do ABC" aborda temas polêmicos e não-digeridos pela sociedade ao narrar com força as aventuras de Aurélia e seu namorado Fábio Tavares. Racismo, drogas e dependência sexual são apresentados por novos ângulos, sem fugir da realidade tal como ela é e, por muito tempo, será.Diretor: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach e Fernando Bonassi.

"Dona Flor e seus dois maridos" (1976):
Divertimento constante, com belas cenas e piadas sem cortar bruscamente as seqüências. Sensual e inovador, ao ressuscitar um morto, o longa de Bruno Barreto mereceu uma grande bilheteria. Até hoje, "Dona Flor e seus dois maridos" é estudado nas academias e lembrado por quem realmente gosta de cinema brasileiro.Diretor: Bruno Barreto.
Roteiro: Bruno Barreto, Eduardo Coutinho e Leopoldo Serran.

"Gabriela" (1983):
Muito sexy, Sonia Braga brilha nesse outro filme de Bruno Barreto. O longa faz uma análise precisa sobre o coronelismo brasileiro, apresentando o luxo da sociedade do início do século XX, composta por intelectuais, mas também por trambiqueiros, prostitutas e outros personagens ofuscados.
Diretor: Bruno Barreto.Roteiro: Bruno Barreto, Flávio R. Tambellini e Leopoldo Serran.

"E.T." (1982):
Não gosto de filmes muito ficcionais e sem realidade, mas a forma como foi trabalhado caracterizou "E.T". como uma película de sentimentos e aventuras inteligentes, levando-me a reservar um espaço na estante para esse surpreendente e genial longametragem, o melhor de Steven Spielberg.
Diretor: Steven Spielberg.
Roteiro: Melissa Mathison.

"Tomates Verdes e Fritos"
Com uma história comovente e reflexiva, "Tomates Verdes e Fritos" é o típico filme de transformação. Mulher deprimida e seguindo a mesma rotina procura um algo mais e, em poucos dias, torna-se uma outra pessoa. Essa película poderia ser um filme comum, mais um em nossa estante, mas o diretor Jon Avnet propõe um novo tom e joga com a câmera proporcionando bons momentos, principalmente nos flash backs.
Diretor: Jon Avnet. Roteiro: Fannie Flagg e Carol Sobieski.

Créditos: Você deve ter estranhado o fato de eu não citar pelo menos um filme de Alfred Hitchcook. Regados a suspense e adrenalina, eles encabeçariam as listas dos principais críticos especializados em cinema. Concordo com esses profissionais, mas o mestre tem, pelo menos, dez obras-primas e não se pode priorizar uma em detrimento da outra.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor devários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.Informações: www.rodrigocapella.com.br ou contato@rodrigocapella.com.br

domingo

Quem é cachorro?


Por Rodrigo Capella*

O cachorro não late apenas para espantar baratas ou para intimidar um outro companheiro peludo. O som de um animal de quatro patas pode dizer muitas coisas, surpreendendo até mesmo os especialistas no assunto. Calma! Não fique nervoso e deixe a carteira em cima da mesa. O pulguento não está interessado em dinheiro, mas sim em comida, brincadeiras e, é claro, muitos abraços.As irmãs Debby e Diana, muito bem cuidadas por Thomas Büttcher, deitam-se no chão, esticam as patas dianteiras e disparam um forte latido sempre que o guitarrista da banda Bastardz faz alguma apresentação barulhenta em seu quarto. “Olho para elas e tenho a sensação de que não estão gostando do som. É uma pena, pois eu as adoro muito, trato como se fossem minhas filhas”.Calma, Thomas, não é bem assim.
Debby e Diana podem estar pedindo um pouco mais de carinho, esclarece a veterinária Carolina Dias Gimenez, da Pet Center Marginal. "O cão é capaz de chamar a atenção do dono sempre que necessário. Mas somente tendo uma boa convivência com o cachorro, é que o proprietário aprende a linguagem de seu animal de estimação e a comunicação flui naturalmente”.Mas, vamos adiante. Afinal, a comunicação canina não fica apenas nos ruídos, garantem os estudiosos. É bastante comum os quadrúpedes usarem uma parte do corpo, por menor que ela seja, para pedir algo. A bichon bolonhês Brida, por exemplo, encosta o focinho na perna do cineasta Carlos Reichenbach para dizer que está com vontade de passear. “Se eu não atendo aos cutucões de minha pequena e inteligente amiga, ela chora desesperadamente. Meus três filhos já passaram dos vinte e cinco anos e ela com certeza se tornou a criança da casa”, relata o diretor, que se mostra um grande defensor da raça canina.
A prova disso são os números: ele já dividiu o lar com mais de trinta cães, das diversas raças e tamanhos. Já a maltês Preta, de três anos, usa os dentes afiados e lasca uma mordida no ator Marcelo Médici na tentativa de impedir a ida dele ao trabalho. “Ela segura o meu calcanhar com força, mostrando a sua insatisfação. É uma verdadeira guerra que enfrento dia-a-dia. Mas, quando percebe que vai junto, Preta se transforma e abana o rabinho para dizer que está feliz”, dispara o ator, um dos destaques da novela Belíssima, da TV Globo. Marco Antonio Gioso, professor de veterinária da Universidade de São Paulo (USP), observa que há exceções. “Alguns animais abanam o rabo também quando estão estressados ou para revelar uma irritação. Não há uma regra para esse tipo de comportamento canino. É preciso estudar caso a caso”.Tentar identificar o que o pulguento quer dizer ao abanar o rabo é tão difícil para o dono de cachorro quanto acertar a mensagem que o peludo passa ao mexer as orelhas.
Tal complexidade motivou o desenvolvimento de estudos e mais: vem encucando veterinários, que buscam explicar a comunicação canina. “Cães não são gente, por isso se comunicam também com as orelhas, levantando-as para prestar atenção em alguma conversa e abaixando-as para mostrar submissão ao dono ou a outro cachorro”, exemplifica Marco, destacando que os quadruples também se comunicam através dos olhos. O guitarrista Thomas e o ator Marcelo sabem muito bem disso. “Debby e Diana lançam olhar de tristeza quando querem um abraço. Elas são corajosas, pacientes, observadoras, amorosas e mansas, apesar de pertencerem á raça pastor alemão.
Com grande freqüência, eu faço uns agrados para retribuir a dedicação de minhas companheiras”, diz o integrante dos Bastardz. Marcelo também cede aos encantos de Preta. “Quando eu chego das gravações da novela, os olhos de jabuticaba de minha amiga mostram que ela quer brincar. Preta vai até a caixa de brinquedos, escolhe uma bolinha e vem correndo em minha direção. Tiro o objeto da boca dela e arremesso longe. Preta trás a bolinha de volta e a brincadeira recomeça. Ela é um ótimo cão de companhia, mostrando-se, na maioria das vezes, muito dócil e carinhosa”, elogia o ator, que é membro da Suipa, uma entidade que protege os peludos.
Depois de saber que os cães se comunicam pelo latido, mordida, orelha e rabo, você deve estar se perguntado: os cães não dão risadas? Os veterinários consultados pela Romano foram unânimes: não, os peludos não exibem um sorriso, apesar de abrirem a boca e de colocarem a língua para fora. Bom, deixamos os sorrisos de lado e, agora que você aprendeu mais sobre a linguagem canina, não descuide: o seu companheiro pode reservar algumas surpresas não muito agradáveis, alerta o veterinário Marco Antonio Gioso. “Se não forem compreendidos, os cães podem rasgar todo o papel higiênico do banheiro, destruir o portão da casa, fazer as necessidades em local não habitual e quebrar algumas coisas”.

(*) Rodrigo Capella
Escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles “Como Mimar Seu Cão”, “Enigmas e Passaportes” e “Transroca, o Navio Proibido”, que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.E-mail: contato@rodrigocapella.com.brSite: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Mais comentários...


Os comentários sobre o vídeo “Poesia fora do papel”, postado no You Tube, continuam. Acompanhem:



“Olá, Rodrigo,Muito bom o "Morra, morra!" Bom também saber do livro que será lançado em breve. Parabéns pela performance. Um abraço, Angelina Garcia”


“Certo, certo, acabei de ver, gostei. vai assustar a mãe!!!!!!!!! hehehehehe (aquela palmada foi f....) foi bem quando fui ajustar o som!! Hahaha Valeu Rodrigo, não sabia que você era ator também!!Abs, Mauro Boimel”

Para assisitir ao vídeo no You Tube, clique aqui

terça-feira

O vídeo foi um sucesso!!!!


Mal foi ao ar e o vídeo "Poesia fora do papel", no qual eu interpreto a poesia "Mora, mora", gerou vários comentários. Entre eles o de meu amigo escritor Sérgio Grigoletto. Acompanhe abaixo:

"Rodrigo! Ficou fantástico! Mesmo minha conexão sendo discada, valeu a pena carregar. Vou indicar pro pessoal, fazer uma postagem em meu blog. Abraços, meu querido amigo e talentoso poeta! Sérgio Grigoletto".
O escritor Sérgio Grigoletto postou uma notícia em seu blog sobre o vídeo "Poesia fora do papel". Acompanhe:
Para assisitir ao vídeo no You Tube, clique aqui

segunda-feira

Assista a um vídeo do You Tube



Amigos, apresento-lhes um vídeo que fiz para o You Tube.
Para assistir clique no link abaixo.
Abraços e boas risadas a todos.

http://www.youtube.com/watch?v=nKcPrculL9c

domingo

momentos, momentos

Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*


Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,
Fantasias e Mágicos Sonhos.

És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,


Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.

Desejos como esse,
jamais terei.

Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sábado

Palhaçadas 2006 - Eu prefiro............


Eu prefiro ficar em casa, cuidando do meu cachorro, a enfrentar fila e votar nessas eleições. Em um país como o Brasil, o voto definitivamente não poderia ser obrigatório. Vivemos numa democracia ou numa escravidão eleitoral? Abraços a todos. Au! Au!

terça-feira

Loucura, loucura........

Loucuras de um escritor
Por Rodrigo Capella*
Entre um cachimbo e outro, Jonas escrevia pequenas frases em seu diárioúmido e manchado por patas de cachorro. Desiludido com o mundo da literaturae com as mãos fixas na caneta, o autor, que chegou a estar na lista dos maisvendidos, procurava se ocupar com pequenas histórias, umas mais absurdas doque as outras. Faltava-lhe imaginação, faltava-lhe elementos para seconstruir uma boa narração.
Largava o diário, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar ocaderno, largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimidoe, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca decuriosidades, talvez atrás se sonhos antigos ou simplesmente para respirarum pouco. Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo e deixando marcas,sinalizava onze e meia da noite. Jonas caminhava freneticamente. Passava porparques, ruas pequenas, campos de futebol. O autor ia em direção á ponte, sópodia estar indo naquela direção.
O vento forte e o chuvisco atrapalhavam acaminhada, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava.Cansado e tremulo, Jonas chegou ao destino, debruçou-se na ponte iluminada eantiga, ganhou força extra e saiu correndo até a outra extremidade daconstrução. Fez isso durante alguns minutos e horas, circulando por quasetoda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerolacom menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmentedurante horas, chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar nacasa do autor.
Jonas pensou e acabou cedendo. A pomba branca e extremamente agitadasentiu-se á vontade, como se tivesse a companhia de outras. Pegava o diáriodo autor, percorrida os corredores e rapidamente largava o caderno. Jonas,em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 e disparou umtiro contra a pobre pomba. Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro impregnando a casa. Jonasobservou tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou a arma e a seguroucom uma firmeza singular. Mirou em direção a sua cabeça e sentou na cadeira.Lá, dormiu durante horas, dias e anos.
(*) Rodrigo Capella, 25 anos, é escritor, poeta e jornalista. Autor devários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que vai seradaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Poema de um amigo


Publico abaixo o poema de um amigo, que, infelizmente, prefere dançar forró a escrever poesia. Digo infelizmente pois seus versos são sensacionais e merecem ser lidos. Com vocês, os versos de David Gomes:


Eu Também...

Se te fiz chorar,

me perdoa,
Cada lágrima sua,
está na minha face também,

Se te fiz tristeza,
não se magoe,
Cada olhar vago seu,
o meu se perde também,

Se te fiz chateada,
me desculpe,
Cada pesar seu,
é meu também,

Se te fiz ferida,
cuida-se,
Cada ferida sua,
me arde também,

Senão te carinhei,
me considere,
Cada carinho ausente,
carente fiquei também,

Senão beijei,
não sinta falta,
Cada sonho,
te tive também,

Se te fiz sorri,
se lembre,
Cada sorriso seu,
meus lábios tem também,

Se te fiz suspirar, se alegre,
Cada suspiro,
provei também,
Se te fiz saudades,
esquece,

Cada instante,
sua falta tive também.

sábado

A pedido de meus amigos, republico o poema Atitude:


Atitude

Rimar faz mal,
coitado do poeta,
que por qualquer razão,
quer ligar, rimar, juntar.

Prefiro versos soltos,
pequenos e grandes,
cheios de gentes,
cantantes, falantes, antes.

Porra! O que eu faço?
versos e rimas,
narro fatos.

Reflito o momento,comento,
assuntos assim,
não vejo essência,
em fazer versos pra mim.

*Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de diversos livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

Meu cachorro é tarado por petisco.................................


Por Rodrigo Capella*

Uísque seria um cãozinho normal, se não fosse o seu incrível desejo de experimentar novos petiscos. Queijo, presunto, salame, mortadela. Não importa o sabor. Uísque é tarado por salgados e fica bravo quando Juliana, sua dona, passa muitos dias sem oferecer esses alimentos deliciosos.

O vício é tanto que o cãozinho não economiza seus truques a la Harry Potter para chamar a atenção de Juliana e ganhar o grande prêmio, um petisco. Ele faz de tudo. Destrói as meias, lambe o sofá e, de quebra, morde a bunda do carteiro, deixando marcas. Juliana fica envergonhada, pede desculpas, mas o carteiro não responde; sabe que isso ainda vai acontecer muitas vezes.

No fim do dia, um pouco antes do jantar, a pequena menina sempre acaba perdoando o cachorro e leva o pulguento para passear numa praça bem arborizada. Lá, observa um rapaz, atlético e sem camisa, que acena com uma das mãos. É Marcelo, um antigo namorado de Juliana. Terminaram há dois meses e a atração entre eles é muito grande.

O motivo da separação é, aparentemente, banal, mas pode ser facilmente compreendido. Após ir ao cinema e assistir o Código Da Vinci, a pequena menina convidou o namoradinho para entrar em casa e, quando abriu a porta, encontrou tudo destruído. Uma onda gigante parecia ter entrado na casa. Juliana olhou para Uísque, que estava escondido atrás da porta, louco por um petisco. Marcelo, que não arruma nem o quarto dele, saiu correndo, sem rumo, sem direção. Depois desse episódio, eles nunca mais se viram.

Juliana e Uísque continuaram a andar pela praça. Mendigos pediam dinheiro, pessoas andavam de bicicleta e um rapaz vendia bolinho de queijo. O cheiro rapidamente entrou nas narinas de Uísque. O cãozinho soltou-se da coleira e correu em direção ao carrinho, como se estivesse no cio atrás de uma cadelinha. O que se viu a partir daí foi um verdadeiro show de horror. Uísque lambeu o vendedor, derrubou o carrinho e comeu quase toda mercadoria. Juliana não tinha dinheiro para pagar o prejuizo e teve que chamar os país. A pequena menina e o cãozinho acabaram trancados num canil e, se não fosse a mãe dela ter remorso, dormiriam a noite lá, ao relento, passando frio e fome.

Mas, essa não foi a situação mais absurda que Juliana viveu. Ela se lembra de outras. Uísque, num belo dia, decretou greve de fome. O motivo dessa travessura: ele não recebeu petiscos durante quase uma semana. Juliana indignou-se e não teve dúvida: ignorou o cãozinho, que acabou triste e doente. A menininha mostrou-se arrependida e abraçou Uísque, como se ele fosse um ursinho de pelúcia bem peludo. No dia seguinte, o cachorrinho ganhou uma grande caixa de petiscos e abanou o rabo durante três horas.

Juliana lembra-se de muitas histórias protagonizadas por Uísques, algumas até estão anotadas no diário da menininha, que dá muitas risadas quando se lembra dos fatos. No último Carnaval, a dupla dinâmica viajou para Florianópolis, onde a tia de Juliana tem uma casa enorme, com piscina, piano e bananeira.

Quando chegou ao jardim, Uísque, não titubeou, e rapidamente comeu as rosas vermelhas, que estavam lindas e cheirosas. A tia de Juliana berrou longamente e Uísque correu para se esconder debaixo da mesa. O motivo dessa travessura: ele não recebeu petiscos durante quase uma semana.

Depois de todas essas esquisitices, Juliana aprendeu a lição: o Uísque deve comer petisco todos os dias, senão ele fica louco e comete maluquices, inexplicáveis até mesmo para a ciência canina. A pequena menina sabe também que todos os cães, assim como os homens, têm defeitos e que esses devem ser respeitados para que a convivência fique cada vez mais harmoniosas e saborosas, assim como os petiscos. Hum...

(*) Rodrigo Capella é escrito, poeta e jornalista, autor de vários livros, entre eles "Como mimar seu cão" e "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinemas. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

segunda-feira

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Calado

Por Rodrigo Capella*

Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!


Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de uma gralha.


Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.


(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

Esqueça, esqueça!!!!!!

Esquecer

Por Rodrigo Capella*

O orgulho perpétuo em linha,
se faz preciso,
chega a ser inexistente,
alcança o patamar da esperança,
mas não evolui.

Ambiente tenso e fechado,
percorre condições inusitadas,
no eterno calafrio minh' alma.

Ambiente torna-se orgulho,
ambos competem por momentos,
ambos querem ser destaque,
Por que temos que aparecer,

se o ser humano tende a nosesquecer?

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo cinesta Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

Imune

Por Rodrigo Capella*

Percorres jeito,
assumes tempestade,
procuras majestade,
quer ser alguém,

mitos!

Imito, ao céu tenso,
no caminho percorre,
ventos,
exala perfume,
me faz imune.

*Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. www.rodrigocapella.com.br

Imune

Por Rodrigo Capella*

Percorres jeito,
assumes tempestade,
procuras majestade,
quer ser alguém,

mitos!

Imito, ao céu tenso,
no caminho percorre,
ventos,
exala perfume,
me faz imune.

*Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. www.rodrigocapella.com.br

sábado

Mais uma polêmica......

O Brasil precisa de leitores

Por Rodrigo Capella (*)

Muito se tem falado que o déficit de leituras no Brasil só pode ser solucionado com um maciço investimento em alfabetização, vindo de iniciativas privadas ou públicas. Puro engano. Ensinar as pessoas a escrever os respectivos nomes não contribui para o aumento dos livros lidos.


Precisamos, sim, de um programa baseado no conceito de letramento. Justificando: a pessoa toma gosto pela leitura somente quando entende o que está lendo e constrói mentalmente os cenários descritos, envolvendo-se com cada uma das páginas, letra a letra.

Esse contexto, embora óbvio e essencial, está presente em menos de 10% das escolas e universidades brasileiras, segundo dados que obtive junto a profissionais dessa área. A explicação: na maioria das instituições, crianças e adolescentes são submetidos a tarefas desgastantes, principalmente a de ler livros difíceis e, posteriormente, realizar uma prova sobre a história, conflitos e personagens apresentados.

Atividades como essa contribuem e muito para que, infelizmente, leitores traumatizados e angustiados se afastem definitivamente dos livros, por melhor que esses sejam. Fica claro, então, que a leitura, seja ela em âmbito escolar ou familiar, não deve ser obrigatória, e sim estimulada a todo instante.

Uma alternativa é deixarmos de lado as normas existente e desenvolvermos atividades associadas ao letramento, apresentado anteriormente. O método: professores e pais criam tarefas educacionais, como por exemplo, a encenação de um trecho do livro, e mostram, para as crianças e adolescentes, que a leitura é importante para despertar a criatividade, enriquecer o vocabulário, se escrever corretamente e até mesmo construir novas amizades.

Com essa postura, formamos leitores interessados em ultrapassar as fronteiras do conhecimento, em traçar metas ousadas e em devorar Machado de Assis, Sir. Athur Conan Doyle e as mais complicadas obras de Gabriel García Márquez. E o melhor: quem se apega aos livros, dificilmente consegue viver sem eles.


(*) Escritor e poeta.
Por que lemos pouco?

por Rodrigo Capella*

O brasileiro lê, em média, um livro por mês. Não se trata de uma
estatística precisa, mas sim de um número calculado após muita observação.
Justificando: o tempo para lazer é relativamente curto e as pessoas têm poucos
minutos para se dedicar á leitura e absorver os conhecimentos escritos, que
podem ir desde a uma palavra nova até curiosidades sobre a vida de personagem
históricos.
Pode-se também viajar ao Japão em poucos segundos e conhecer uma
cultura totalmente diferente; pode-se reviver a época de ouro dos Beatles;
pode-se sonhar com momentos maravilhosos num mundo cada vez mais agitado.

Nessa pressa de mundo globalizado, não é raro, portanto, encontramos
homens e mulheres olhando fixamente para o livro enquanto se penduram num ônibus
lotado ou devorarem páginas e páginas na sala de espera do dentista ou ainda
sentarem no banco da praça e dedicarem algum tempo do almoço para virar duas
páginas e interpretar algumas figuras.

O esforço é louvável, embora insuficiente. Na Europa, lê-se três livros
por mês, totalizando trinta e seis ao ano, um número bem expressivo perto da
marca brasileira que, quando muito, chega aos doze anuais. Eis a pergunta que,
infelizmente, precisa ser feita:

Por que o brasileiro lê pouco? A preguiça é o principal fator e,
normalmente, vem associada ao desinteresse pela leitura. Como desculpa, dizem
que o tempo para lazer é curto. A população e os críticos literários assimilaram
essa informação com tal força e sustentam como se ela fosse verdadeira,
enganando a todos e estagnando um processo vicioso. Dessa forma...

Está na hora de uma verdadeira revolução no mundo das letras, com
propostas, metas e ações bem definidas. O livro deve estar sempre ao lado do
abajur, na mesa da sala, do lado do computador, debaixo do braço. Ele, em poucas
palavras, deve ser incorporado ao cotidiano dos brasileiros.

Motivo: a leitura estimula a imaginação, auxilia o homem a buscar
soluções para os problemas do mundo e, de quebra, constrói um país de leitores,
característica que, infelizmente, anda muito em falta por aqui e dificilmente
será mudada. Por que?

A preguiça, conforme dito anteriormente, está enraizada no povo
brasileiro, que sonha em ser primeiro mundo, mas esquece que uma boa educação
começa na leitura do primeiro parágrafo de um livro, nas primeiras palavras de
um texto e na atitude de dedicar poucos minutos á leitura de livros
enriquecedores.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre
eles Como mimar seu cão e Transroca, o navio proibido, que será adaptado para os
cinemas.

terça-feira

Poema para beber!!!!!!!



Obrigada

Dizem que falo "obrigada",
Tô nem aí me dou risada,
A vida continua,
Toda nua.

Da barriga, o homem vem,
E depois debocha,
Queria ver,
Se todas as mães fossem brochas.
Fortes, palavras femininas,
Colorido, não falta,
Areia, luz e flauta.

Porra!
Amplo, conceito,
Falar das mas masculinas?
Foda-se o preconceito!
Tênis, carro, vídeo,
Que graça tem?

Prefiro cachaça,
Que minha vizinha serve como ninguém.

quinta-feira

Chuva, Chuva, Fuja!

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada,
entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.
Ternura, agonia, fuja,
enquanto é carnaval.

segunda-feira

Fernanda Montenegro



Fernanda Montenegro pode filmar "Transroca, o navio proibido"

O site O Fuxico revelou que a atriz Fernanda Montenegro pode fazer parte do elenco do filme "Transroca, o navio proibido", que será dirigido pelo cineasta Ricardo Zimmer, diretor de "Catarina" e "O Exército de Um Homem Só".

De acordo com o site, a trama do livro "Transroca, o navio proibido", de Rodrigo Capella, se passa a bordo de um navio que faz um cruzeiro por um lugar fictício, Perúsia Grande, e tem como destino a cidade de Parja. A bordo estão Kall, o detetive, e sua mulher Amanda, em lua-de-mel. Durante a viagem, um assassinato deixa os passageiros estarrecidos e coloca o detetive em ação.

quarta-feira

Poema Inédito





Na gaveta

Por Rodrigo Capella*

De perolas verdes, meu amor é você,
Do passar a língua nos lábios,
O caminhar bem perto,
De mãos quentes e úmidas


até

minha timidez florescer.

Desde a infância, declarações trazem
Sentimentos que tenho por ti,
Brincadeiras e linhas escritas,


Você é a luz
Nesse movimento de vai e vem.
De amigos a amantes, o movimento do
Som,


a conversa rotineira
dos passeios livres
nos campos a primavera
não saem da minha mente,


por qualquer distração.
Dos vídeos registrados, vejo presença de
Sorriso,
A alegria de seus abraços,
O jorrar de idéias,


Guardadas na primeira gaveta.
Do toque na foto da revista,
essas imagens são criadas


para tristeza do poeta,
que imagina tudo,
mas nunca concretiza.


(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

domingo

Antologia Poética


Amigos, no dia 15 de julho (sábado) foi o lançamento do livro "Caleidoscópio", que reune poemas escritos por autores de várias partes do Brasil. A obra traz o meu poema "Maramar", que eu reproduzo abaixo:
Maramar
Por Rodrigo Capella*
Mar,
a vida é mar,
amar a vida,
sem ter pressa de encontrar.
O seu destino,
meu amor,
se faz menino.
Reflete o dom,
de encontrar,
alguém,
no mar.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Como mimar seu cão" e "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

sexta-feira

Flap, eu vou!


Amigos, a Flap é um evento único, que busca unir os escritores e discutir experiências interessantes para o bom rumo da literatura. Não deixem de ir. Abaixo seguem informações detalhadas sobre o evento, que, nesse ano, ocorre em SP e Rio. Em SP, eu irei. No Rio, vai ficar pra próxima. Infelizmente, terei de fazer uns exames urgentes. Não, não vou morrer. Fiquem tranquilos (risos). Abaixo seguem as informações desse grandioso evento:

Seguindo o tema Embates, com a proposta de debater
visões distintas sobre literatura e manter vivo um terreno fértil de
questionamentos, a FLAP! 2006 recebe diversos debates com a presença de
escritores, professores, editores, cineastas e muito outros participantes.


Como sempre, o evento é gratuito e aberto ao
público em geral. A programação inclui debates sobre políticas culturais,
periferias e ainda arenas para uma reflexão sobre o presente e o futuro da
literatura (“onde estamos?” e “para onde vamos?”).


No Blog e no Site do Projeto Identidade consta a programação
confirmada.

BLOG:
http://flap2006.blogspot.com
Mais informações:
www.ProjetoIdentidade.org
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13462545

Pré-Inscrições: basta enviar e-mail ao
inscricao@projetoidentidade.org

Rio de Janeiro: dias 22 e 23 de julho
UniverCidade (Unidade
Ipanema)
Av. Epitácio Pessoa, 1664.

São Paulo: dias 29 e 30 de
julho
Espaço dos Satyros I
Pça. Roosevelt, 214, Centro.

segunda-feira

Comentário surpreendente


Amigos, recentemente eu fiquei bastante surpreso. O motivo: Guilherme Vaz, conceituado maestro e músico, fez uma análise muito positiva sobre o meu poema Arado. Confira o que disse Guilherme Vaz.

O COMENTÁRIO:

"Confesso com clareza que esta mudança de semântica proposta pelo poema de Rodrigo Capella, do ícone "bem amado" para o super ícone "bem arado" ou " o bem-arado" é um achado filosófico de altíssima relevância porque o conceito liga-se "arar" bela palavra primitiva portuguesa que significa cultivar a terra e a troca do conceito de bem-amado para o "bem cultivado" é extraordinária e tem amplas ligações com a filosofia a mitologia e uma "arqueofilosofia". O bem arado neste mundo "rústico" luso-galaico seria similar de "o bem cultivado" o que alpem de ser verdadeiro inclui um conceito mais amplo e menos passivo e mais ativo "ao casal da dupla mística" o espírito e o corpo ou a alma onde ela seria "vem cultivada" pelo espírito num conceito não presente nem em San Juan de La Cruz la noche mística que fala dos "pares místicos" do espírito que "cultiva" a alma e nem no seu similar e fonte original: o "cântico dos cânticos" atribuído a Salomão. Lindo!

GUILHEME VAZ:

Artista conceitual, visual e sonoro, Guilheme Vaz nasceu em Araguari, em 1948, e tem forte atuação no mundo da escrita e do cinema, sendo constantemente chamado para compor trilha sonoras de longa-metragem. Ganhou vários prêmios, entre eles o de melhor trilha sonora para "Filme de Amor", no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2003. Para mais informações, clique aqui.

O POEMA:
ARADO
por Rodrigo Capella

Em constante harmonia,
o sol se encontra com a lua,
o mar se derrete na areia,
você me desdenha.

O triunfo a toda vista,
perpétua a solidão,
ao retorno da dor,
risco, seu traço incolor.

Corres, a vida breve,
cultuas, o sonho encantado,
contes, detalhes avessos,
pedra, um bem Arado.

sábado

Uma conversa com o mestre

Rodrigo Capella entrevista Moacyr Scliar

Rodrigo Capella: O que um livro precisa ter para ser bom?


Moacyr Scliar: A resposta está no tripé: prazer - emoção - idéias. A leitura deve ser prazerosa, deve mobilizar emoções (inclusive a emoção estética do texto bem escrito) e assim transmitir idéias

Rodrigo Capella: A literatura brasileira está melhorando?

Moacyr Scliar: Muito. Novos valores estão surgindo, novos temas estão sendo abordados. Não há razão para pessimismo em relação a nossa literatura.

Rodrigo Capella: Como você avalia o fato de muitos escritores serem jornalistas?

Moacyr Scliar: É basicamente a atração pela palavra escrita, partilhada tanto por escritores como por jornalistas.

SOBRE MOACYR SCLIAR

Hobby: Ler.

Cor: Azul.

Livro: "Metamorfose", de Franz Kafka.

Cidade: Praga.Ator: Paulo Cesar Pereio.


Atriz: Fernanda Torres.

Frase: Não te expliques, não te queixes.

Currículo: Jornalista e escritor, Moacyr Scliar é membro da Academia Brasileira de Letras e já publicou vários livros.

Na telona

O exército de um homem só: em breve, nos cinemas
Por Rodrigo Capella*

A adaptação de uma obra literária para o cinema requer muitos e especiais cuidados. O cineasta Ricardo Zimmer sabe muito bem disso. Seu próximo filme, "O exército de um homem só", será baseado em livro homônimo do escritor e jornalista Moacyr Scliar, que narra a saga do russo Mayer Guinzberg. Ele chegou em Porto Alegre quando criança, na década de 20, e ao longo dos anos transformou-se numa figura marcante da sociedade gaúcha, ocupando cargos expressivos como o de líder de uma comunidade utópica, a Nova Birobidjan.

Depois de concluir a fase de captação de recursos e conseguir aproximadamente R$ 10 milhões para o projeto, Zimmer finaliza uma nova versão do roteiro motivado pela difícil tarefa de simplificar uma linguagem rica em elementos do corpo humano, decorrente, é claro, da formação médica do escritor: "Um filete de sangue corria pela testa. O Capitão tocou-a com a ponta dos dedos; estava quente. Vivia, estava machucada, mas vivia".
Embora seja complicado, deixar a história de Scliar redonda para o cinema é apenas um dos desafios de Zimmer. Até porque ele escolheu uma obra que não mostra com clareza vários elementos. Talvez aí esteja o seu charme. Livros atuais como "Rota 66", de Caco Barcellos, e o "Xangô de Baker Street", de Jô Soares, entregam tudo de bandeja, limitando a criatividade dos cineastas. A riqueza de detalhes dessas obras minimiza o processo criativo.

Zimmer precisou, então, ler e reler o livro para só depois escolher os atores e os cenários vividos por Mayer Guinzburg, um judeu comunista, que, pelas aventuras e loucuras descritas, pode ser comparado ao Dom Quixote. Em alguns momentos de solidão, por exemplo, ele encontra homenzinhos de quinze centímetros apresentados como o subconsciente de Mayer: "Os homenzinhos aplaudiram. Mayer tirou o casado, arregaçou as mangas. Ia começar a limpeza no local, quando bateram à porta. A princípio ele fingiu não ouvir; mas as batidas se repetiam de maneira tão frenética que ele acabou abrindo a porta", conta o autor no livro.
Homens de quinze centímetros? Acertadamente, Zimmer fugiu à proposta do livro e não vai utilizar homenzinhos no longa. Eles serão substituídos por anões vestindo roupas medievais, tocando instrumentos musicais e conduzindo marchas revolucionarias. Tudo isso para dar um tom mágico à obra.

Durante alguns ensaios, a idéia, inspirada no longa "Willow, na Terra da Magia", de Ron Howard, mostrou-se muito eficaz e algumas cenas do encontro do personagem com os anões ganharam em importância. Se seguisse a história à risca, o diretor transformaria "O exército de um homem só" em uma animação da Disney. Rompendo-a ele agregou um diferencial ao filme.

Outra preocupação que incomodou a cabeça de Ricardo Zimmer durante muito tempo foi a escolha dos atores principais da película. Pelo que tudo indica o elenco será de peso e contará, inclusive, com a participação especial da atriz e cantora norte-americana Barbra Streisand, que atuou brilhantemente em "Funny Girl", de 1968, e arrematou o prêmio máximo do cinema – o Oscar. Além de Barbra, o longa terá no elenco Luciano Szafir (Xuxa e os Duendes 2), José Vitor Castiel (da novela Laços de Família) e a musa Cristiana Oliveira (O gatão de meia idade).

"O Exército de Um Homem Só" ainda não foi rodado, mas tudo indica que será um grande filme. A história é boa e ousada; o diretor teve felling para propor mudanças. Quem ganha com isso é o público que certamente terá uma diversão recheada de ingredientes hollywoodianos: atores famosos, roteiro dinâmico, luz e som adequados. E o melhor de tudo - um final comovente: "Vacila, apóia-se no sofá. As luzes se acendem. É para frente que o Capitão cai. Mergulha no mar escuro". Vamos aguardar!
(*) escritor, poeta e jornalista.

Au, au, au......

Tire o seu cão de casa e leve
o peludo para um lugar diferente

Por Rodrigo Capella*

Já se passou o tempo em que o cachorro passeava somente no parque ou dentro de carroça, agora o peludo pode circular em padaria, restaurante, shopping e até mesmo em áreas verdes construídas para atender aos desejos dos cães. Dá pra acreditar?

O dócil golden retriver Argos, por exemplo, gosta de passar o fim-de-semana num sítio, uma espécie de hotel fazenda para cachorros que oferece estrutura de hotel cinco estrelas, com moradias individuais e alimentação balanceada. "Lá, ele se diverte o tempo todo, aprende brincadeiras diferentes e faz novos amigos. Sinto saudades, mas sei que Argos é bem tratado e gosta de ir ao sítio", justifica Marcos Nogueira, que convive com o peludo há mais de seis anos.

Esse mercado está super aquecido! Cada vez mais, os donos vem procurando os hotéis fazendas para o cão se distrair e relaxar. Apostando na segmentação desse nicho, o veterinário Aldo Macellaro Junior fez inovações no seu Clube de Cãompo, implantando atendimento diferenciado para cães de pequeno porte, que contam com veterinários e podem circular livremente pelos 60.000 metros quadrados do hotel. "Além do carinho do dono, o cão precisa de atividades físicas, uma boa ração, água fresca e cuidados veterinários, incluindo vacinas e vermífugos", esclarece Aldo, que inaugurou o Clube de Cãompo em 1996.

Rafael Pattoli já pensou em levar o yorkshire Brutus a um hotel fazenda, mas mudou rapidamente de idéia. "Eu quero ficar sempre ao lado dele, dando amor e carinho. Mas, sei que meu companheiro gosta de conhecer lugares inusitados e, ás vezes, levo-o para almoçar num lugar diferente e aconchegante", diz Rafael, referindo-se ao Via Café, um restaurante que está sempre cheio de cães, das mais variadas raças, tamanhos e cores. "Uma vez, Brutus fugiu da coleira e foi em direção à mesa do lado, onde havia um chow-chow aparentemente feroz. Os dois, um cão pequeno e o outro grande, latiram durante alguns minutos. Foi engraçado. O Brutus estava muito á vontade, agia como se estivesse em casa. Acho que ele está preparado para freqüentar qualquer tipo de lugar".

Pode ser, Rafael, mas a veterinária Fernanda Cioffetti, da Pet Society, alerta que alguns cães estranham os locais desconhecidos. "Podemos evitar tais transtornos condicionando e treinando estes animais desde pequenos a freqüentarem ambientes diferentes e também a conviverem como outras pessoas e animais", explica Fernanda, lembrando que os cachorros devem usar sempre a placa de identificação com o número do registro animal. "Se o cão for bravo ou apresentar um comportamento hostil, recomendo ainda a instalação da focinheira. Este procedimento deve ser considerado ato de amor, pois preserva a saúde e segurança dos nossos melhores amigos".

Se não quiser levar o cão a restaurante e clube de campo, o dono tem a opção de passear com ele em shoppings, tais como o Frei Caneca, localizado na cidade de São Paulo. Pode-se passear por todas as dependências, exceto a praça de alimentação e áreas fechadas, como cinema e teatro.

Mas, tantas novidades assim não parecem empolgar alguns donos de cães. O professor de dança David Gomes, por exemplo, mostra-se perdido e ainda pensa na possibilidade de levar o peludo a um lugar diferente. "Quando vamos ao pet shop comprar ração e um brinquedo novo, a Thita vai junto. Mas, ela não freqüenta restaurantes e shopping. Se algum dia ela pedir, nós vamos conversar e tomar uma decisão em família, como sempre fizemos".
David, é bom você se apressar. Os empresários do segmento canino não param de ousar. Recentemente, eles inauguraram um motel especializado para cães, o Pet Love Motel, que surpreendeu conceituados veterinários e agradou os cachorros que sonhavam com uma noite de núpcias mais confortável.

Agora, é só esperar. Logo, logo teremos um planeta canino, uma piscina especialmente construída para os peludo e, é claro, uma casa na árvore para eles brincarem nas horas vagas. Quer apostar?

Clube de Cãompo: Rodovia Marechal Rondo, KM 94,5. Tel: (11) 9989-0518.
Pet Love Motel: Av. Ordem e Progresso. Tel: (11) 3618-3000
Shopping Frei Caneca: Rua Frei Caneca, 569. Tel: 3472-2000
Via Café: Rua Jacutinga, 365. Tel: (11) 5051-7551.


(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de diversos livros, entre eles "Como mimar seu cão" e "Transroca, o navio proibido", que vai se adaptado para os cinemas. E-mail:
contato@rodrigocapella.com.br

Já existe....

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Paulo. Agora, você vai encontrar um veterinário perto de sua casa.

Lançamento

O escritor e poeta Rodrigo Capella foi convidado para publicar o poema "Marama" no livro "Caleidoscópio", com lançamento para o dia 15 de julho, ás 18 horas, no Espaço WN. Confira alguns trechos do poema "Maramar":
Mar
A vida é mar
Amar a vida
Sem ter pressa
De encontrar
O seu destino
Meu amor....

terça-feira

Mais uma polêmica!!!


O Brasil precisa de leitores

Por Rodrigo Capella (*)
Muito se tem falado que o déficit de leituras no Brasil só pode ser solucionado com um maciço investimento em alfabetização, vindo de iniciativas privadas ou públicas. Puro engano. Ensinar as pessoas a escrever os respectivos nomes não contribui para o aumento dos livros lidos. Precisamos, sim, de um programa baseado no conceito de letramento.
Justificando: a pessoa toma gosto pela leitura somente quando entende o que está lendo e constrói mentalmente os cenários descritos, envolvendo-se com cada uma das páginas, letra a letra.Esse contexto, embora óbvio e essencial, está presente em menos de 10% das escolas e universidades brasileiras, segundo dados que obtive junto a profissionais dessa área.
A explicação: na maioria das instituições, crianças e adolescentes são submetidos a tarefas desgastantes, principalmente a de ler livros difíceis e, posteriormente, realizar uma prova sobre a história, conflitos e personagens apresentados.Atividades como essa contribuem e muito para que, infelizmente, leitores traumatizados e angustiados se afastem definitivamente dos livros, por melhor que esses sejam.
Fica claro, então, que a leitura, seja ela em âmbito escolar ou familiar, não deve ser obrigatória, e sim estimulada a todo instante. Uma alternativa é deixarmos de lado as normas existente e desenvolvermos atividades associadas ao letramento, apresentado anteriormente.
O método: professores e pais criam tarefas educacionais, como por exemplo, a encenação de um trecho do livro, e mostram, para as crianças e adolescentes, que a leitura é importante para despertar a criatividade, enriquecer o vocabulário, se escrever corretamente e até mesmo construir novas amizades.
Com essa postura, formamos leitores interessados em ultrapassar as fronteiras do conhecimento, em traçar metas ousadas e em devorar Machado de Assis, Sir. Athur Conan Doyle e as mais complicadas obras de Gabriel García Márquez. E o melhor: quem se apega aos livros, dificilmente consegue viver sem eles.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema.

sábado

Artigo


Quando a Copa vai acabar?

Por Rodrigo Capella*

Não agüento mais. É Ronaldo pra cá, bolha pra lá e o Galvão falando "bem amigos da Rede Globo". Como se não bastasse ainda tem: trânsito nas avenidas, ambulantes chatos vendendo camisetas "meia boca" e vinte e dois homens pisando em cima de uma grama até então bem conservada.

O circo da Copa do Mundo é entediante e me incomoda mais do que três elefantes gordos e barulhentos. A única coisa que presta, nessa época de bola na rede, são os livros que tocam, levemente ou profundamente, em alguma linha futebolística.

Não que esse tipo de assunto me agrade, mas irrita menos do que assistir a um jogo de futebol, por melhor que ele seja.

Acho que peguei o virus anti-futebol, anti-Copa, anti-gol. Gostaria que esse maldito torneio tivesse um fim imediato. Justificando: o circo Copa do Mundo não vai mudar o país, não vai melhorar a nossa qualidade de vida.

Ah! Que vida. Que tédio. Vou fechar as janelas, desligar a TV, ler um livro. Página a página, descubro-me um E.T, isolado num mundo que poucos conhecem: o da leitura.
Boa Copa a todos.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema.