Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

domingo

Os bastidores da Bienal do Livro: erros e acertos

Nome do Moacyr Scliar escrito errado em painel
Foto tirada por Juliana Salles

O painel do Espaço Sesc, na Bienal do Livro de São Paulo, anunciava: “Revisitando Machado de Assis, por Moacir Scliar”. Aparecentente, tudo certo. Mas, observe, meu caro leitor, que a mensagem tem um erro: moacyr se escreve assim com “y” e não com ‘i”. Aparentemente um equívoco banal, mas será que não seria estranho escrevermos lynguiça, salcycha ou byenal?

O Moacyr em questão é membro da Academia Brasileira de Letras e estava na Bienal para participar de um bate-papo com o público e fazer suas observações sobre a obra de Machado de Assis. Fã da literatura de Kafka, o escritor gaúcho impôs sua tradicional fala mansa aos olhos atentos dos personagens secundários.

Barbaridade chê! Rodeado por fãs, atendeu um a um e fez uma pose especial para essa página. Meio de lado, como se brotasse a sabedoria de seus ombros, e com olhar amistoso, mostrando-se adaptado às intempéries de uma feira de livro. Em alguns lugares, pode ter dez estandes; em outros, como São Paulo, há uma enormidade deles. É um diversidade tamanha!

Deixei Moacyr em paz e caminhei rumo a outras celebridades literárias. Mais adiante, sem andar muito, encontrei o autor de “1808”, Laurentino Gomes, que fez uma pose clássica, como se vendesse seu peixe. Cick! Sorridente e receptivo, foi a Bienal para lançar uma versão juvenil de “1808” e participar de debates.

Debate eu participei quando avistei Maurício de Souza, autografando suas HQs. Conversei com quatro pessoas para liberar a entrada da fotógrafa na redoma de vidro que separava o artista do público. Barbaridade chê! Se eu soubesse que ia ser asssim, nunca teria lido Mônica, Cebolinha, Cascão e amigos.

Também distante, mas mais acessível, está Ziraldo, o mentor do “Menino Maluquinho”. A conversa com apenas uma pessoa foi o suficiente para a fotógrafa furar o cerco armado e disparar três fotos na cara do Ziraldo, quase cegando-o. Enquanto ele autografava, a multidão berrava, como se estivesse em um show de rock. Se cantasse, Ziraldo poderia fazer parte do grupo do Mick Jagger.

Barbaridade chê! Por enquanto é só. Vou atrás de mais celebridades, mas não garanto fotos. Algumas são tão estrelas que já compraram um céu até antes de morrer.

sábado

Rodrigo Capella no You Tube

Amigos, estou com três vídeos no You Tube. Em um eu recito poesia para o meu cachorro; em outro eu recito poesia para o além; e no terceiro eu falo sobre os meus "dotes" para participar do BBB 9. Opa! Confiram abaixo:





quinta-feira

Bastidores da Bienal do Livro: eu estive lá

Eu estive na Bienal do Livro e vou revelar o que a mídia não conta. Clique aqui e lei reportagem exclusiva. Descubra detalhes curiosos. Abraços!!!!

domingo

Bienal do Livro de São Paulo (SP): muitos autógrafos e encontro com escritores

Ufa! Ufa!! Cheguei ontem de Criciúma e minha tour literária continua. Hoje á tarde, passei na Bienal do Livro de São Paulo, onde distribui alguns autógrafos e encontrei alguns escritores/artistas. Confira abaixo fotos de Juliana Salles, tiradas para o Diário de Cuiabá:

Público comparece em peso a Bienal do Livro em SP

Rodrigo Capella

Ziraldo


Maurício de Souza


Laurentino Gomes


Moacyr Scliar

Lançamento e Debate na Feira do Livro de Criciuma (SC)

Rarara! Você acessou o meu blog para ver as fotos da Catarata do Iguaçu - promessa da minha última postagem? Pois é, essas fotos ainda estão revelando. Por hora, então, vamos falar de Criciúma. Ontem, eu estive na Feira do Livro de Criciúma, onde participei de um debate sobre cinema e lancei o meu livro "Rir ou chorar", que desvenda os bastidores do cinema brasileiro e traz histórias curiosas de atores e atriz. Confira abaixo algumas fotos:











Paissagem que inspira e encanta. Árvore do século XVIII:





Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu (PR)

Amigos, acabei de voltar da Feira Internacional do Livrode Foz do Iguaçu, no Paraná, onde ministrei a paletra "A Literatura e outras mídias" e lancei o meu livro "Poesia não vende". Confira abaixo algumas fotos":















É lógico, of course, que, no dia seguinte a minha participação na Feira, eu fui visitar.... (não, não fui ao Paraguai, isso vai ficar pra depois). Fui visitar Foz do Iguaçu mesmo. Conheci as Cataratas do Iguaçu. Veja as imagens:





Ah! Acho que ia ver as imagens das Cataratas... Isso fica para a próxima postagem. Agora respire esse ar puro e relaxe...Hum....

quinta-feira

Penetre: momento do sexo gostoso



pe-ne-Trando

Seria preciso, apenas uma folha pra me

Exitar, naqueles dias de fogo, em que nem uma

Xícara de chá me faz acalmar e esquercer o

O que existe em você.

quarta-feira

Debate em São Paulo (SP): eu e Guilherme de Almeida Prado

Eu participei, ontem, de um debate com o cineasta Guilherme de Almeida Prado, na Mega Cultural Films, sobre o Futuro do Cinema Brasileiro. A Mega bombou!!! Veja fotos:







PQN de Ouro (Belo Horizonte - MG): prêmio da imprensa mineira

Apresentei a categoria de cultura do tradicional Prêmio PQN de Ouro, considerado o Oscar da imprensa mineira. O prêmio é idealizado pelo amigo Robson Abreu (segunda foto, ao centro) e contou com a presença do colunista da PQN Luis Vinicius (segunda foto, a direita)


quinta-feira

Agenda e Big Brother Brasil 9



Opa!! Minhas novidades estão a mil. Estou me candidatando ao BBB9. Para ver o vídeo que enviei e votar em mim, clique aqui

Bom, no dia 05 de agosto, terça-feira, estarei paricipando de um debate com o cineasta Guilherme de Almeida Prado sobre cinema nacional.

Já no dia 09 de agosto, estarei em Foz do Iguaçu, fazendo uma palestra e lançando o meu livro "Rir ou chorar", que desvenda os bastidores do cinema brasileiro.

E no dia 16 de agosto, vou a Criciuma, participar de uma mesa de debates sobre cinema.

Lançamento em Sorocaba (SP)

Amigos, lancei o meu livro "Rir ou Chorar", que desvenda os bastidores do cinema, em Sorocaba, interior de São Paulo, durante a Semana do Escritor. Confira abaixo as fotos do lançamento:











segunda-feira

Onde deve ser filmado?


Onde deve ser filmado "Transroca, o navio proibido", baseado em livro homônimo do escritor e poeta Rodrigo Capella?

Torres

Imbé

Porto Alegre

Tramandaí










Tomando todas em Paris

Por Rodrigo Capella*


Minha ida a Paris sempre foi planejada e em grande estilo: Torre Eiffel, Louvre e Galeria Lafayete. Estava ansioso, mas me continha. Afinal, tinha deixada a melhor parte da viagem para o final. O motivo: lá, eu poderia gastar todos os euros que haviam sobrado e poderia também conhecer a noite parisiense.

É, e eu estava precisando. Depois de uma viagem totalmente cultural pela Europa, vendo castelos, igrejas e museus, estava na hora de beber até cair. E fui rumo a essa missão, andando por ruas famosas e passando pelo Arco do Triunfo. Parei em um restaurante e solicitei uma cerveja, a minha primeira em Paris. Tomei rapidamente, saboreando cada gole e recusando os petiscos oferecidos. Eu queria encher a cara e nada me fazia mudar de idéia.

Solicitei mais uma cerveja e fui ao banheiro. Pronto: eu estava preparado para ir a uma balada parisiense. Mas pra onde? Andando sem destino e quase cansado, encostei em um ponto de ônibus. Observei que um rapaz, mais jovem do que eu, estava cambaleando, com um bafo de vodka. Rapidamente, pensei: “esse é o cara. Ele vai me ajudar. Os bêbados conhecem as melhores baladas”.

Logo me aproximei dele e perguntei, em inglês, é claro: “amigo, tem alguma balada boa em Paris?”. Ele respondeu prontamente: “Paris, é uma merda! Mas, as baladas são muito boas. Siga reto, nessa direção. Você não vai se arrepender. Mas, me diga, da onde você é?”. “Brasil, sou brasileiro”. “Ah! Ronaldo, Pelé, Zico, Garrincha... Eu adoro o futebol brasileiro, sempre vejo na TV”.

Nessa hora, ele foi interrompido por um homem que segurava um grande cartaz. Esse homem, sem disser nem boa noite, afastou o rapaz com quem eu estava conversando e substituiu a propaganda de um relógio fixada no ponto de ônibus por uma propaganda de um filme da Jennifer Lopez. O rapaz ficou louco e começou a berrar: “eu amo a Jennifer, eu a amo”. Dei muita risada e quase contei a ele que havia passado a mão na bunda da Jennifer, mas mudei de idéia.

Agradeci a informação do rapaz e quando me virei ele disse: “calma, não vai beijar a Jennifer?”. “Como?”. “Olhe! E aprenda”. Ele rapidamente deu um beijo de língua na propaganda e eu saí correndo. Segui a direção que ele havia apontado e caminhei bastante até avistar uma muvuca de lindas e estranhas francesas, que estavam conversando em frente a uma estação de metrô, onde outras pessoas haviam entrado.

Fiquei curioso e optei por entrar. No Brasil, não há baladas no metrô. Então, eu iria a uma festa totalmente diferente. E, lá fui eu. O ambiente, logo de cara, se mostrou sensacional e fascinante. Duas pistas, tocando som diferente, bebidas caras, mas deliciosas, e francesas, doidas por sexo e orgia.

Nessa balada, não deixei, é claro, de conversar com as garotas francesas, mesmo não falando francês. Tentava manter um diálogo, mas não conseguia. Decidi então me aproximar das mulheres só para olhar os seios, pequenas pêras, perto dos mamões brasileiros. Mas, de belos sorrisos, frente a algumas desdentadas brasileiras. Entre um bebida e outra, observava e fazia comparações: as francesas são frias; as brasileiras quentes.

Bebi sem parar: vodka, cerveja, conhaque e uísque. Misturei tudo e quase tombei. Pra quê? Tentar falar francês e me dar bem. Eta! Que língua difícil. Nem bêbado eu conquistei uma mulher francesa. Mercy Bocu!

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles “Rir ou chorar”, “Enigmas e Passaportes”, “Como mimar seu cão”. “Poesia não vende” e “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adpatado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

Próximos compromissos (ainda em julho)








No dia 24 de julho, vou a Belo Horizonte para apresentar a categoria de cultura do tradicional prêmio PQN de Ouro, entregue para os melhores jornalistas mineiros.


Já no dia 26 de julho, estarei em Sorocaba para lançar o meu livro "Rir ou chorar", que desvenda os bastidores do cinema brasileiro.

sábado

Eu não confio em horóscopo



Por Rodrigo Capella*




Nunca confiei em previsão do tempo. Sempre que ela apontou sol, peguei o guarda-chuva. Sempre que ela apontou chuva, fui a praia. Também nunca confiei em horóscopo. Primeiro porque as mensagens são obscuras demais: “será a partir dos próximos segundos que Sol, Júpiter e Saturno armam um triângulo no céu” ou “Mercúrio e Urano abrem comportas possibilitando momentos”.




O segundo motivo que me leva a desconfiar do horóscopo é o fato da mensagem nunca coincidir com o momento que estou vivendo ou melhor com o dia da semana. Para se ter uma idéia, certa vez li a mensagem em uma segunda-feira, dia de branco, e o texto me surpreendeu: “hoje é dia de divertimento, durante todo o dia, vá ao parque relaxe e faça uma bela caminhada. Reserva momentos para sair com os amigos e ir ao cinema”. Em plena segunda-feira? Vai entender né?É, pois é, a vida é engraçada. De uns tempos pra cá, parei de ler sobre a previsão do tempo, deixei de ler o horóscopo. Para não desacreditar em tudo, recorri aos livros de auto-ajuda, que estão cada vez mais na moda.




Li vários títulos, mas nenhum me ajudou. Prometiam deixar-me mais alegre, prometiam tornar-me milionário, prometiam me mostrar o caminho eterno da felicidade e da tranqüilidade, prometiam...É, muitas promessas, poucos resultados. Alguma semelhança como nosso líder molusco disfarçado de gente? Bom, com certeza, mas é melhor deixar pra lá. Não quero morrer tão cedo. Tenho muito a madrugar, tenho personagens para criar, tenho muito o que sonhar, tenho algumas pedras para ultrapassar.Falando em pedras, cinco dias antes do lançamento do meu livro “Poesia não vende”, minha pedra no rim se manifestou. Tomei soro, fiquei internado e deitei na cama que sobe e desce, apertando apenas um botão.




Maldito líder molusco disfarçado de gente, maldito horóscopo. Um desses dois ou talvez os dois. Quem era o responsável pela minha pedra do rim se manifestar em uma hora tão inoportuna?Deitado, recebi um exemplar do jornal e rapidamente, por destino ou ironia, abri na página do horóscopo: “uma pedra no meio do sapato vai lhe tirar de circulação durante alguns dias. É tempo de reflexão e de aprimoramento.




Aproveite esse tempo para rever ações passadas e traçar planos futuros. Você está em um momento-chave de sua vida”.Pois, é. Pela primeira vez, em toda minha vida, o horóscopo acertou. Infelizmente, justo com algo ruim. Revi meus pensamentos e conceitos. A partir de agora, vou, toda manhã, tomar café e ler o meu horóscopo. Eu, agora, acredito nele.




(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: http://www.rodrigocapella.com.br/

1968: se eu tivesse vivido



Por Rodrigo Capella*


Sempre tive vontade de ter vivido e sentido toda a mágia de 1968. Mulheres de minissaia, sexo livre e psicodelismo. Não preciso de mais nada! Esse, aliás, pode ser descrito como o cenário perfeito para qualquer obra literária, de qualquer característica.


Já imaginei, inúmeras vezes, um detetive, criado por mim, descobrindo o assassino de Martin Luther King ou ainda a líder do movimento feminista sendo assassinada e o meu detetive entrando em ação.Adoro romance policial e já escrevi dois.


Se me perguntassem, qual livro eu gostaria de escrever, eu rapidamente diria: qualquer obra que tenha como cenário o ano de 1968. Livro para mim tem que ter morte, detetive, pistas, muita ação e, principalmente, um bom cenário.


Já imaginei também um homossexual sendo morto em plena passeata ou o líder dos estudantes de Paris baleado em pleno discurso, assistido por milhares de pessoas. Sinceramente, já imaginei de tudo! Meus pensamentos sempre são amplos; até porque pesquisa nunca me faltou e eu semprei gostei de histórica rica. Acho que é por isso que 1968 me fascina tanto.


A Primavera de Praga, a radicalização da luta estudantil e a tropicália. Ah! Quanta coisa! Quanta coragem. Além de história rica, quem viveu em 1968 teve sempre muita atitude e vontade de mudar. A essência de um bom livro está aí. Uma obra precisa sempe ter um carácter transformador e social.


A narrativa precisa ser densa, envolvente e cheia de fatos. Precisa contribuir para o amadurecimento do leitor.Sonho, diariamente, com os protestos contra a Guerra do Vietnã e com o cinema marginal brasileiro. Se tivesse vivido nessa época, certamente teria mais elementos e meus livros seriam mais ricos e fortes.


Resta-me, portanto, contiuar o ritual diário e debruçar-me em obras literárias e ler depoimentos de terceiros. Conversar com quem era adolescente em 1968 também vale a pena, embora os registros sejam mais confiáveis do que a fala.É, lembrar de 1968, sem ter vivido nessa época, foi, aparentemente, muito bom.


Mas, melhor ainda seria estar lá. Sei que máquina do tempo não existe, mas minha determinação de escrever algo ambientado em 1968 é cada vez mais forte. Como, na minha opinião, o escritor só pode escrever sobre aquilo que viveu, resta-me congelar no tempo e torcer para que 2008 tenha a mesma magia. Ah! Se eu tivesse vivido...


(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: http://www.rodrigocapella.com.br/

Calma, calma....


Só disse a verdade


Por Rodrigo Capella*

Meu texto “Pelo fim das Olimpíadas, já”, publicado aqui no meu blog, causou um certo descontrole nos leitores. Até estranhei as críticas, em alguns aspectos, mas, sinceramente, não achou que vou aprender muito com elas Eu tenho a obrigação de alertar os fatos e de propor soluções. Se minhas observações não agradam, peço que, por favor, deixem de ler essa coluna e vão correr no parque.


Podem me chamar de revoltado, louco ou até mesmo “cabra da peste”. Eu falo somente o que eu penso. Disse e repito: um evento como as Olímpiadas estraga um país e ainda contribui para o povo ficar menos culto e mais burro! Tá bom ou quer mais?


O problema é que o brasileiro está ficando, infelizmente, cada vez mais burro e egoísta. Vamos pensar: a Olimpíada existe para desviar o foco do povo. Na época de Olimpíadas, o povo pára de questionar o aumento dos impostos, pára de tecer comentários contra o governo e ainda se sente mais alegre e feliz. Quem ganha com isso? O governo. Perceberam?


É assim que funciona a coisa. O mesmo posso dizer da Copa do Mundo, dos torneios de tênis, dos campeonatos de ginásticas. O esporte foi criado para deixar o povo mais burro, para desviar a atenção do povo e criar uma falsa imagem de que está tudo bem.


Se o Felipe Massa, por exemplo, ganha uma corrida, todo mundo fica contente e esquece que tem que pagar vinte contas na próxima semana. Perceberam? A Olimpíada é um falso-real. Serve para esconder uma realidade e deixá-la mais confortável para os milhares de trabalhadores brasileiros que acordam cedo, ganham pouco e trabalham o dia inteiro sem prespectiva de uma vida melhor.


A Olimpíada serve também para desviar dinheiro, criar caixa dois e favorecer determinadas empresas. Se um evento como esse ocorrer no Brasil, só posso dizer: “estamos perdidos”. O Brasil já está ruim, se sediar uma Olimpíada, eu juro: vou morar no Paraguai.


Pode ser essa uma atitude muito radical, mas não me importo. E digo mais: a pessoa só é inteligente quando lê livros. Se ignora as histórias, é evidente que fica sem argumentos e não pode participar de uma conversa. Então, concluo que a Olímpiada, que afasta as pessoas dos livros, contribui para termos um país de ignorantes.

Por isso, eu lanço aqui, nessa coluna, a campanha “Olimpíada, já virou piada”. Quem for a favor, me escreva e tenho a certeza de que mudaremos esse país e que amanhã seremos realmente um país de leitores.

Boa leitura!


(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: http://www.rodrigocapella.com.br/

sexta-feira

Ajude a fazer o filme


O meu livro “Transroca, o navio proibido”, que narra as aventuras do detetive Kall, está sendo adpatado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer. Em uma iniciativa inédita e pioneira, eu e Ricardo vamos deixar você, caro leitor, escolher quem vai interpretar Kall nos cinemas. Participe, respondendo a pergunta abaixo:



Na sua opinião, quem deve ser o detetive Kall em "Transroca, o navio proibido", filme baseado em livro homônimo do escritor e poeta Rodrigo Capella?

Paulo Betti

Oscar Magrini

Wagner Moura

Dalton Vigh













segunda-feira

Pelo fim das Olimpíadas, já!



Por Rodrigo Capella*


Nem começou direito e eu não agüento mais. É Ronaldo pra cá, Dunga pra lá e o Galvão falando “bem amigos da Rede Globo”. Como se não bastasse ainda tem: trânsito nas avenidas, ambulantes chatos vendendo camisetas “meia boca” da seleção brasileira e vinte e dois homens pisando em cima de uma grama até então bem conservada.


O circo da Olimpíada é entediante e me incomoda mais do que três elefantes gordos e barulhentos. A única coisa que presta, nessa época de jogos, são os livros que tocam, levemente ou profundamente, em alguma linha das Olimpíadas. Conteúdo interessante, bem escrito e até certo ponto envolvente.


Não que esse tipo de assunto me agrade, mas irrita menos do que assistir a um jogo de futebol, basquete etc, por melhor que ele seja.


Acho que peguei o virus anti-futebol, anti-Olimpíada, anti-jogos que escondem as desigualdades sociais. Gostaria que essa maldita competição tivesse um fim imediato. Justificando: a Olimpíada não vai mudar o país, não vai melhorar a nossa qualidade de vida.Ah! Que vida. Que tédio. Vou fechar as janelas, desligar a TV, ler um livro. Página a página, descubro-me um E.T, isolado num mundo que poucos conhecem: o da leitura.

Digo e repito: precisamos mudar essa realidade. E isso só vai ocorrer com um programa baseado no conceito de letramento. Justificando: a pessoa toma gosto pela leitura somente quando entende o que está lendo e constrói mentalmente os cenários descritos, envolvendo-se com cada uma das páginas, letra a letra.

Esse contexto, embora óbvio e essencial, está presente em menos de 10% das escolas e universidades brasileiras, segundo dados que obtive junto a profissionais dessa área. A explicação: na maioria das instituições, crianças e adolescentes são submetidos a tarefas desgastantes, principalmente a de ler livros difíceis e, posteriormente, realizar uma prova sobre a história, conflitos e personagens apresentados.

Atividades como essa contribuem e muito para que, infelizmente, leitores traumatizados e angustiados se afastem definitivamente dos livros, por melhor que esses sejam. Fica claro, então, que a leitura, seja ela em âmbito escolar ou familiar, não deve ser obrigatória, e sim estimulada a todo instante.

Uma alternativa é deixarmos de lado as normas existente e desenvolvermos atividades associadas ao letramento, apresentado anteriormente. O método: professores e pais criam tarefas educacionais, como por exemplo, a encenação de um trecho do livro, e mostram, para as crianças e adolescentes, que a leitura é importante para despertar a criatividade, enriquecer o vocabulário, se escrever corretamente e até mesmo construir novas amizades.

Com essa postura, formamos leitores interessados em ultrapassar as fronteiras do conhecimento, em traçar metas ousadas e em devorar Machado de Assis, Sir. Athur Conan Doyle e as mais complicadas obras de Gabriel García Márquez. E o melhor: quem se apega aos livros, dificilmente consegue viver sem eles.

Boa Olimpíada a todos.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles “Rir ou chorar”, “Poesia não vende”e "Transroca, o navio proibido", que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: http://www.rodrigocapella.com.br/

domingo

Jantar com o cineasta

Jantei com o cineasta Ricardo Zimmer, que está adaptando o meu livro "Transroca, o navio proibido" para o cinema. Ele me contou detalhes e disse que o longa terá alguns aspectos até então inéditos na cinematografia brasileira. O cineasta Marcos Muller, da Mega Cultural Films, também participou do encontro.

sexta-feira

POESIA INÉDITA: APRECIE COM MODERAÇÃO

Cresce e vive mal

Por Rodrigo Capella*

Na jornada do destino,
crucifixo dá a dor
eu preciso encontrar
o sufixo do amor

Oh Oh Oh
Pra vida balançar
o grito vira dois
desejo sobressai
no centro mata-dor

Oh Oh Oh
Mas, a alegria
se condensa.
Na selva de Alllá.
canibal inusitado,
se constrói de arrepio.

E também tem o destino,
mata três,
consome um,
no egoísmo natural,
de quem cresce e vive mal.

Mata três,
consome um,
no egoísmo natural,
de quem cresce e vive mal.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Poesia não vende", "Rir ou chorar" e "Transroca, o navio proibido", que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

quinta-feira

O que rolou no chat do Diário Catarinense?

Amigos, hoje a tarde participei de um chat no site do Diário Catarinense. Conversei com os leitores sobre poesia, Paulo Coelho, blog e como se publicar um livro. Para conferir como foi o chat, clique aqui

terça-feira

Chat ao vivo


Na próxima quinta-feira, dia 19 de junho, ás 17h30, vou participar de um chat no site do Diário Catarinense. Vou dar dicas para quem quiser publicar livros, indicando editoras e orientando sobre como escrever as obras. Não perca! Para participar, clique aqui