quinta-feira
quarta-feira
Feliz Natal!
domingo
Olha só.....
Retoque
Poema em branco,
garrancho,ai,
que me perdoar.
Sonhos, repletos
,vozes você, calado,e os gestos?
quinta-feira
terça-feira
Vamos latir?
O CACHORRO É MENOS EGOÍSTA DO QUE O HOMEM
POR RODRIGO CAPELLA
Au, au! Brutus sempre abana o rabinho quando eu chego em casa. Ele quer brincar e rapidamente busca a bolinha vermelha, mordendo-a em seus pequenos dentes. Meu amigo é incansável e rimos durante minutos, horas. Depois, conversamos sobre assuntos diversos, política, economia e lançamentos caninos, é claro.
Essas qualidades transformaram Brutus em um grande amigo meu. Estamos sempre juntos, passeando no parque, viajando, correndo atrás dos carros e compartilhando experiências. Hoje, confesso que sou um homem mais maduro e tranqüilo. Minha vida mudou radicalmente. Brutus é um cão mais sociável, tem várias namoradinhas e amigos para passear.
Por todas essas mudanças, é que eu eu não hesitei em adotar um novo companheiro. Wisky chegou com apenas um mês e logo se tornou amigo de Brutus. A dupla, apesar de viver em casas separadas, sempre brinca junta e, a cada passeio, reforça a tese de que os animais são menos egoístas e mais companheiros do que os seres humanos. Au, au!
sexta-feira
Grandes e eternos momentos
Por Rodrigo Capella*
Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,
Fantasias e Mágicos Sonhos.
És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,
Beijo, sensações.
Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.
Desejos como esse,
jamais terei.
Pensar em você,
não morro por quê?
(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Informações: www.rodrigocapella.com.br
quinta-feira
Meu cachorro Zé fuma charuto....
sexta-feira
O cavalo de Agatha Christie
A morte de um sacerdote poderia ser um crime comum, mas nas mãos de Agatha Christie esse episódio se transforma no alicerce necessário para fazer de “O cavalo amarelo” um ótimo suspense. Atualmente, leio esse livro sempre acompanhado de um bloco de anotações para não perder os detalhes e as muitas referências feitas a Shakespeare.
Três mulheres estranhas, que se julgam a reencarnação das bruxas de Macbeth, um papel escondido no sapato do morto e pessoas que desaparecem por telepatia. Esses são alguns dos elementos oferecidos pela Rainha do Crime ao longo desse saboroso romance.
Para tristeza dos fãs de Hercule Poirot, Agatha Christie recorre ao inspetor Lejeune para solucionar tal mistério. E acerta na escolha. Lejeune é o personagem ideal para procurar pistas em um cenário composto por métodos particulares, magia negra e tortura psicológica. Tudo isso é bem distribuído pela autora, sem deixar com que a obra tenha um caráter sobrenatural.(*)
(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer
terça-feira
Temporal, tempo........z.............zzz......
Por Rodrigo Capella*
Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada,
entre ofícios e ócios,
vida apagada.
Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.
Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.
Ternura, agonia, fuja,
enquanto é carnaval.
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido" que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.
sexta-feira
Sem Nexo
Retoque
Por Rodrigo Capella
Poema em branco
,garrancho,ai,
que me perdoar.
Sonhos, repletos,
vozes você, calado,e
os gestos?
domingo
terça-feira
sábado
Loucuras de um escriba
Por Rodrigo Capella*
Entre um cachimbo e outro, Jonas escrevia pequenas frases em seu diário úmido e manchado por patas de cachorro. Desiludido com o mundo da literatura e com as mãos fixas na caneta, o autor, que chegou a estar na lista dos mais vendidos, procurava se ocupar com pequenas histórias, umas mais absurdas do que as outras. Faltava-lhe imaginação, faltava-lhe elementos para se construir uma boa narração.
Largava o diário, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar o caderno, largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimido e, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca de curiosidades, talvez atrás se sonhos antigos ou simplesmente para respirar um pouco.
Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo e deixando marcas, sinalizava onze e meia da noite. Jonas caminhava freneticamente. Passava por parques, ruas pequenas, campos de futebol. O autor ia em direção á ponte, só podia estar indo naquela direção. O vento forte e o chuvisco atrapalhavam a caminhada, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava.
Cansado e tremulo, Jonas chegou ao destino, debruçou-se na ponte iluminada e antiga, ganhou força extra e saiu correndo até a outra extremidade da construção. Fez isso durante alguns minutos e horas, circulando por quase toda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerola com menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmente durante horas, chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar na casa do autor.
Jonas pensou e acabou cedendo. A pomba branca e extremamente agitada sentiu-se á vontade, como se tivesse a companhia de outras. Pegava o diário do autor, percorrida os corredores e rapidamente largava o caderno. Jonas, em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 e disparou um tiro contra a pobre pomba.
Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro impregnando a casa. Jonas observou tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou a arma e a segurou com uma firmeza singular. Mirou em direção a sua cabeça e sentou na cadeira. Lá, dormiu durante horas, dias e anos.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br
segunda-feira
Eu leio, tu les, ele...
Por Rodrigo Capella *
A inclusão digital é uma boa ferramenta, embora devesse ser rapidamente ampliada. Possibilitar aos jovens estudantes o acesso a cenários virtuais não é e provavelmente nunca será a solução ideal para suprirmos o deficit de educação, que, infelizmente, vem se consolidando pelo Brasil, de Norte a Sul, Leste a Oeste.
A esse acesso devemos agregar aulas sobre a Internet e suas aplicabilidade, dinâmicas educativas com o objetivo de despertar no jovem a busca por informações e conteúdos diversos, e também pesquisas amplas que oferecerão embasamentos antes dos jovens acessarem desenfreadamente a Internet.Justificando: o livre contato com esse mundo virtual pode, na maioria das vezes, transformar os adolescentes em dependentes de jogos com muita luta e sangue, e pouco raciocínio e criatividade, estagnando, desta forma, um processo educativo que se inicia na maternidade e se estende por toda a vida.
Os alunos precisam, então, desde cedo ser incentivados a ler via Internet. Tudo é uma questão de hábito. Se for bem cultivado, os resultados serão muito positivos e veremos, por exemplo, adolescentes colando os olhos na tela para ler obras de autores nacionais, como Machado de Assis e Lima Barreto, mas também de internacionais, tais como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.
Justificando: o contato contínuo com esses romances vai, certamente, enriquecer o vocabulário e a argumentação dos jovens, ampliar sensivelmente o conhecimento literário e histórico, oferecer momentos de puro prazer e, principalmente, mostrar que ler no computador pode ser tão divertido quanto jogar futebol na rua.Vale a pena tentar e buscar um Brasil melhor.
Com esses procedimentos em prática e com muita dedicação dos professores, monitores e alunos, a inclusão digital pode ganhar em importância e, dessa maneira, passar a ser um importante mecanismo de incentivo á leitura, de amadurecimentos psicológicos dos jovens e do conseqüente combate ao deficit de educação.
(*) Rodrigo Capella (contato@rodrigocapella.com.br) é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.
sexta-feira
Agora vai, vai?
quinta-feira
Cata, isca.....

Escapada
Cerca idealizada,
na casa que escolherei,
amada sob o monte,
escondida ao longe.
Ventos gelados e úmidos,
toque de vidas alegres,
sem pedir perdão,
ardendo coração.
Decisão oportuna,
vejo fortuna,
largo tudo,
beijo, abraço.
Risco de memória vazia,
bem de casos alados,
arrepios, imensidões,
cor, amor, pavor!
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre
quarta-feira
Cadê a sua perna?

Ser um poeta?
Sem ritmo,
Regresso, o tom,
ser poeta é
preciso algum Dom?
terça-feira
Macabro, maca, abra
Descalabro
No descalabro contínuo,
eis os traços perversos,
a aliança constrói pudores,
eu,
em busca de meus amores.
Metafísica explica,
injustiças, latidões e atitudes
bloqueiam anseios e vontades,
lutam contra projetos e verdades.
Homens egoístas observam
o passar do tempo,
o futuro adversário,
a matança cruel,
no descalabro contínuo.
segunda-feira
Contagem regressiva para o Natal. 1.000, 999, 998....

A árvore piscava com tal fervura,
Bolas brancas e vermelhas davam o realce,
Enfeites de laços e cavalos carregavam ternura,
No olhar da criança.
Piscava num ritmo prolixo,
Fixamente olhava o enfeite mais alto,
Era um papai noel no topo da árvore,
Despertando nuança no olhar meigo.
A criança, enfeitiçada estava
A admirar o falso real,
A crer que papai noel iria,
Descer da árvore e dá-lhe
Um beijo no rosto.
Observava a árvore diariamente,
Como se buscasse um algo mais,
Percorria ao redor dos galhos,
Sentia o perfume vago.
Fixava os olhos atrás da árvore,
Abria e fechava a porta do armário,
Passava a mão num furo,
Feito por cupim.
Observava a árvore,
Canto por canto,
Estava quase aos prantos,
Queria ver se o furo,
Ia contaminar os enfeites,
Derrubar os galhos,
Estragar papai noel
E paralisar os cavalos.
domingo
CALE A BOCA, AGORA!!!

Calado
Por Rodrigo Capella*
Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!
Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de uma gralha.
Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista.




