Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

quinta-feira

Quer uma flor?

quarta-feira

Feliz Natal!

Conferida
Fogo no corredor,
morte,ardente e cruel
,não sei se vou viver,
pra ver o que é seu.
A vida traz lembranças,
ás vezes cansa,
cabeça,
adoeceu?
liberdade plebeu.
Identidade conferida,
mudança de ares.
troco sons e mares.
Ignoro a idade,
vida em vão,
sem paternidade,
dor no coração.

domingo

Olha só.....

Retoque

Poema em branco,

garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos

,vozes você, calado,e os gestos?

quinta-feira

Lançamento................oba!!!!!!!

terça-feira

Vamos latir?

O CACHORRO É MENOS EGOÍSTA DO QUE O HOMEM

POR RODRIGO CAPELLA

Au, au! Brutus sempre abana o rabinho quando eu chego em casa. Ele quer brincar e rapidamente busca a bolinha vermelha, mordendo-a em seus pequenos dentes. Meu amigo é incansável e rimos durante minutos, horas. Depois, conversamos sobre assuntos diversos, política, economia e lançamentos caninos, é claro.

Essas qualidades transformaram Brutus em um grande amigo meu. Estamos sempre juntos, passeando no parque, viajando, correndo atrás dos carros e compartilhando experiências. Hoje, confesso que sou um homem mais maduro e tranqüilo. Minha vida mudou radicalmente. Brutus é um cão mais sociável, tem várias namoradinhas e amigos para passear.

Por todas essas mudanças, é que eu eu não hesitei em adotar um novo companheiro. Wisky chegou com apenas um mês e logo se tornou amigo de Brutus. A dupla, apesar de viver em casas separadas, sempre brinca junta e, a cada passeio, reforça a tese de que os animais são menos egoístas e mais companheiros do que os seres humanos. Au, au!

sexta-feira

Grandes e eternos momentos

Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*

Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,

Fantasias e Mágicos Sonhos.
És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,
Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.
Desejos como esse,
jamais terei.

Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quinta-feira

Meu cachorro Zé fuma charuto....

Por Rodrigo Capella*
Brutus, o meu yorkshire, abandonou-me definitivamente. Pediu férias de um mês e foi viajar para Cuba. Não sei se ele volta. Antes de partir, o quadrúpede fez uma exigência. Pediu que eu abrigasse o seu velho pai, o cachorro Zé, que atualmente desfruta de seus 16 anos bem latidos. Auauauau....Não agüento mais! É Zé pra tudo que é lado. Zé na política, Zé na portaria, Zé na banca de jornal, Zé que late. Caramba, o nome do meu pai também é Zé. O velho apareceu com uma pedra no rim e morreu de tanto urinar sangue. Acho que foi pra pagar todos os pecados. Agora, um novo Zé está na minha casa. Pelo menos, esse não ronca.
Os primeiros dias de convivência foram até que foram harmoniosos. Cachorro Zé se queixou de algumas dores, mas logo se aquietou. Cismou que queria uma roupa nova e lá fomos nós até o shooping mais próximo de casa. Detalhe: gastei quase um tanque de gasolina e o orelhudo nem se ofereceu para dividir os custos.Ao longo dos dias, descobri que meu novo companheiro tinha uns hábitos pra lá de estranhos. Ele nem parecia um cachorro! Zé fumava charuto da melhor qualidade, cubanos, é claro. Bebia vinho francês e ainda passava horas na frente do espelho, testando os lançamentos do ramo de cosmético francês. Deitava na varanda e ficava tomando sol, observando as nuvens, torcendo pela chuva.
O cão gostava de andar no parque, conhecer novas cachorrinhas e correr um pouco para chamar a atenção das orelhudas. Comeu cachorro-quente, bebeu refrigerante e se lambuzou com o sorvete de morango, coberto por cerejas. Demos mais algumas voltas em torno do lado, acompanhando o trajeto feito pelos patos. Zé se mostrou cansado e com sono. Não perdeu tempo, atirou-se no meu colo e dormiu feito uma criança, sem latir e sem fazer a oração. Tive que levá-lo pra casa, como se carregasse um saco de feijão.O cachorro Zé amanheceu com algumas dores, pelo corpo inteiro. Achei que fossem resultado do grande desgaste físico de ontem. Mas, me enganei feio. Fomos ao hospital e o médico recomendou um remédio, caro pra caramba, acho que dava pra comprar toda a nova coleção do Playmobil. Zé estava com pedra no rim e não parava de urinar sangue.Durante os dias seguintes, as dores eram cada vez mais fortes e Zé mal conseguia se mexer.
Voltamos ao hospital e o médico sugeriu que Zé parasse de fumar charutos cubanos. O cachorro não gostou da orientação e fomos pra casa. Lá, o orelhudo acendeu dois charutos e colocou ambos na boca. Ligou a televisão e se divertiu com as aventuras do Scooby Doo. Monstros, fantasmas, sustos e alegrias no final do desenho. Zé abriu um sorriso e aplaudiu.Não se conteve, abrindo uma garrafa de vinho, acho que pra comemorar a boa performance do detetive Scooby. Encheu uma taça, sem que o líquido transbordasse. Soltava fumaça e tomava um gole. Fez isso durante a noite inteira, durante vários dias, durante anos, sem remorso, sem culpa, sem pensar no futuro e sem lembrar do passado.
Fez isso até que fechasse os olhos definitivamente.Brutus nunca mais voltou. Decidiu ficar em Cuba, namorando alguma cachorrinha de lá. De vez em quando, recebo umas cartinhas, com fotos e tudo mais. Nunca me dei ao trabalho de respondê-las. Brutus deve estar fumando charuto cubano, bebendo vinho francês, andando pelos parques, seguindo os patos, observando as nuvens, torcendo pela chuva.
(*) Escritor, poeta e jornalista. Informações: www.rodrigocapella.com.br

sexta-feira

O cavalo de Agatha Christie

Por Rodrigo Capella*

A morte de um sacerdote poderia ser um crime comum, mas nas mãos de Agatha Christie esse episódio se transforma no alicerce necessário para fazer de “O cavalo amarelo” um ótimo suspense. Atualmente, leio esse livro sempre acompanhado de um bloco de anotações para não perder os detalhes e as muitas referências feitas a Shakespeare.

Três mulheres estranhas, que se julgam a reencarnação das bruxas de Macbeth, um papel escondido no sapato do morto e pessoas que desaparecem por telepatia. Esses são alguns dos elementos oferecidos pela Rainha do Crime ao longo desse saboroso romance.

Para tristeza dos fãs de Hercule Poirot, Agatha Christie recorre ao inspetor Lejeune para solucionar tal mistério. E acerta na escolha. Lejeune é o personagem ideal para procurar pistas em um cenário composto por métodos particulares, magia negra e tortura psicológica. Tudo isso é bem distribuído pela autora, sem deixar com que a obra tenha um caráter sobrenatural.(*)

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer

terça-feira

Temporal, tempo........z.............zzz......

Chuva, Chuva, Fuja!

Por Rodrigo Capella*

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada,
entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.
Ternura, agonia, fuja,
enquanto é carnaval.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido" que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Sem Nexo

Retoque

Por Rodrigo Capella

Poema em branco

,garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos,

vozes você, calado,e

os gestos?

domingo

A minha caricatura

terça-feira

Boas risadas.......

sábado

Loucuras de um escriba

Loucuras de um escritor

Por Rodrigo Capella*

Entre um cachimbo e outro, Jonas escrevia pequenas frases em seu diário úmido e manchado por patas de cachorro. Desiludido com o mundo da literatura e com as mãos fixas na caneta, o autor, que chegou a estar na lista dos mais vendidos, procurava se ocupar com pequenas histórias, umas mais absurdas do que as outras. Faltava-lhe imaginação, faltava-lhe elementos para se construir uma boa narração.

Largava o diário, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar o caderno, largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimido e, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca de curiosidades, talvez atrás se sonhos antigos ou simplesmente para respirar um pouco.

Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo e deixando marcas, sinalizava onze e meia da noite. Jonas caminhava freneticamente. Passava por parques, ruas pequenas, campos de futebol. O autor ia em direção á ponte, só podia estar indo naquela direção. O vento forte e o chuvisco atrapalhavam a caminhada, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava.

Cansado e tremulo, Jonas chegou ao destino, debruçou-se na ponte iluminada e antiga, ganhou força extra e saiu correndo até a outra extremidade da construção. Fez isso durante alguns minutos e horas, circulando por quase toda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerola com menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmente durante horas, chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar na casa do autor.

Jonas pensou e acabou cedendo. A pomba branca e extremamente agitada sentiu-se á vontade, como se tivesse a companhia de outras. Pegava o diário do autor, percorrida os corredores e rapidamente largava o caderno. Jonas, em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 e disparou um tiro contra a pobre pomba.

Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro impregnando a casa. Jonas observou tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou a arma e a segurou com uma firmeza singular. Mirou em direção a sua cabeça e sentou na cadeira. Lá, dormiu durante horas, dias e anos.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

segunda-feira

Eu leio, tu les, ele...

Ler pode ser bem divertido

Por Rodrigo Capella *

A inclusão digital é uma boa ferramenta, embora devesse ser rapidamente ampliada. Possibilitar aos jovens estudantes o acesso a cenários virtuais não é e provavelmente nunca será a solução ideal para suprirmos o deficit de educação, que, infelizmente, vem se consolidando pelo Brasil, de Norte a Sul, Leste a Oeste.

A esse acesso devemos agregar aulas sobre a Internet e suas aplicabilidade, dinâmicas educativas com o objetivo de despertar no jovem a busca por informações e conteúdos diversos, e também pesquisas amplas que oferecerão embasamentos antes dos jovens acessarem desenfreadamente a Internet.Justificando: o livre contato com esse mundo virtual pode, na maioria das vezes, transformar os adolescentes em dependentes de jogos com muita luta e sangue, e pouco raciocínio e criatividade, estagnando, desta forma, um processo educativo que se inicia na maternidade e se estende por toda a vida.

Os alunos precisam, então, desde cedo ser incentivados a ler via Internet. Tudo é uma questão de hábito. Se for bem cultivado, os resultados serão muito positivos e veremos, por exemplo, adolescentes colando os olhos na tela para ler obras de autores nacionais, como Machado de Assis e Lima Barreto, mas também de internacionais, tais como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.

Justificando: o contato contínuo com esses romances vai, certamente, enriquecer o vocabulário e a argumentação dos jovens, ampliar sensivelmente o conhecimento literário e histórico, oferecer momentos de puro prazer e, principalmente, mostrar que ler no computador pode ser tão divertido quanto jogar futebol na rua.Vale a pena tentar e buscar um Brasil melhor.

Com esses procedimentos em prática e com muita dedicação dos professores, monitores e alunos, a inclusão digital pode ganhar em importância e, dessa maneira, passar a ser um importante mecanismo de incentivo á leitura, de amadurecimentos psicológicos dos jovens e do conseqüente combate ao deficit de educação.

(*) Rodrigo Capella (contato@rodrigocapella.com.br) é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Agora vai, vai?


Beijo na boca
Por Rodrigo Capella*

Ardente, água, amálgama,
sem nexo.
Pretexto,
agora,

sem texto....

Cadê, o resto do poema?
sem tema.
??

quinta-feira

Cata, isca.....



Escapada
Por Rodrigo Capella*

Cerca idealizada,
na casa que escolherei,
amada sob o monte,
escondida ao longe.

Ventos gelados e úmidos,
toque de vidas alegres,
sem pedir perdão,
ardendo coração.
Decisão oportuna,
vejo fortuna,
largo tudo,
beijo, abraço.

Risco de memória vazia,
bem de casos alados,
arrepios, imensidões,
cor, amor, pavor!

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre
eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor
Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Cadê a sua perna?




Capeta
Por Rodrigo Capella*

Ser um poeta?
capeta, perneta,
despertao mundo de letras,
abafa.

Sem ritmo,
curvas, sem som,além,
exala,

Regresso, o tom,
quem disse que para
ser poeta é
preciso algum Dom?
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de
"Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para
o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

terça-feira

Macabro, maca, abra


Descalabro
Por Rodrigo Capella*

No descalabro contínuo,
eis os traços perversos,
a aliança constrói pudores,

eu,
em busca de meus amores.
Metafísica explica,
injustiças, latidões e atitudes
bloqueiam anseios e vontades,
lutam contra projetos e verdades.
Homens egoístas observam

o passar do tempo,
o futuro adversário,
a matança cruel,
no descalabro contínuo.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista,
autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser
adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

segunda-feira

Contagem regressiva para o Natal. 1.000, 999, 998....



Cupim de Natal
Por Rodrigo Capella*

A árvore piscava com tal fervura,
Bolas brancas e vermelhas davam o realce,
Enfeites de laços e cavalos carregavam ternura,
No olhar da criança.

Piscava num ritmo prolixo,
Fixamente olhava o enfeite mais alto,
Era um papai noel no topo da árvore,
Despertando nuança no olhar meigo.

A criança, enfeitiçada estava
A admirar o falso real,
A crer que papai noel iria,
Descer da árvore e dá-lhe
Um beijo no rosto.

Observava a árvore diariamente,
Como se buscasse um algo mais,
Percorria ao redor dos galhos,
Sentia o perfume vago.

Fixava os olhos atrás da árvore,
Abria e fechava a porta do armário,
Passava a mão num furo,
Feito por cupim.

Observava a árvore,
Canto por canto,
Estava quase aos prantos,
Queria ver se o furo,
Ia contaminar os enfeites,
Derrubar os galhos,
Estragar papai noel
E paralisar os cavalos.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca,
o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor
Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

CALE A BOCA, AGORA!!!



Calado

Por Rodrigo Capella*

Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!

Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de uma gralha.

Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista.