Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

sábado

Mais uma polêmica......

O Brasil precisa de leitores

Por Rodrigo Capella (*)

Muito se tem falado que o déficit de leituras no Brasil só pode ser solucionado com um maciço investimento em alfabetização, vindo de iniciativas privadas ou públicas. Puro engano. Ensinar as pessoas a escrever os respectivos nomes não contribui para o aumento dos livros lidos.


Precisamos, sim, de um programa baseado no conceito de letramento. Justificando: a pessoa toma gosto pela leitura somente quando entende o que está lendo e constrói mentalmente os cenários descritos, envolvendo-se com cada uma das páginas, letra a letra.

Esse contexto, embora óbvio e essencial, está presente em menos de 10% das escolas e universidades brasileiras, segundo dados que obtive junto a profissionais dessa área. A explicação: na maioria das instituições, crianças e adolescentes são submetidos a tarefas desgastantes, principalmente a de ler livros difíceis e, posteriormente, realizar uma prova sobre a história, conflitos e personagens apresentados.

Atividades como essa contribuem e muito para que, infelizmente, leitores traumatizados e angustiados se afastem definitivamente dos livros, por melhor que esses sejam. Fica claro, então, que a leitura, seja ela em âmbito escolar ou familiar, não deve ser obrigatória, e sim estimulada a todo instante.

Uma alternativa é deixarmos de lado as normas existente e desenvolvermos atividades associadas ao letramento, apresentado anteriormente. O método: professores e pais criam tarefas educacionais, como por exemplo, a encenação de um trecho do livro, e mostram, para as crianças e adolescentes, que a leitura é importante para despertar a criatividade, enriquecer o vocabulário, se escrever corretamente e até mesmo construir novas amizades.

Com essa postura, formamos leitores interessados em ultrapassar as fronteiras do conhecimento, em traçar metas ousadas e em devorar Machado de Assis, Sir. Athur Conan Doyle e as mais complicadas obras de Gabriel García Márquez. E o melhor: quem se apega aos livros, dificilmente consegue viver sem eles.


(*) Escritor e poeta.
Por que lemos pouco?

por Rodrigo Capella*

O brasileiro lê, em média, um livro por mês. Não se trata de uma
estatística precisa, mas sim de um número calculado após muita observação.
Justificando: o tempo para lazer é relativamente curto e as pessoas têm poucos
minutos para se dedicar á leitura e absorver os conhecimentos escritos, que
podem ir desde a uma palavra nova até curiosidades sobre a vida de personagem
históricos.
Pode-se também viajar ao Japão em poucos segundos e conhecer uma
cultura totalmente diferente; pode-se reviver a época de ouro dos Beatles;
pode-se sonhar com momentos maravilhosos num mundo cada vez mais agitado.

Nessa pressa de mundo globalizado, não é raro, portanto, encontramos
homens e mulheres olhando fixamente para o livro enquanto se penduram num ônibus
lotado ou devorarem páginas e páginas na sala de espera do dentista ou ainda
sentarem no banco da praça e dedicarem algum tempo do almoço para virar duas
páginas e interpretar algumas figuras.

O esforço é louvável, embora insuficiente. Na Europa, lê-se três livros
por mês, totalizando trinta e seis ao ano, um número bem expressivo perto da
marca brasileira que, quando muito, chega aos doze anuais. Eis a pergunta que,
infelizmente, precisa ser feita:

Por que o brasileiro lê pouco? A preguiça é o principal fator e,
normalmente, vem associada ao desinteresse pela leitura. Como desculpa, dizem
que o tempo para lazer é curto. A população e os críticos literários assimilaram
essa informação com tal força e sustentam como se ela fosse verdadeira,
enganando a todos e estagnando um processo vicioso. Dessa forma...

Está na hora de uma verdadeira revolução no mundo das letras, com
propostas, metas e ações bem definidas. O livro deve estar sempre ao lado do
abajur, na mesa da sala, do lado do computador, debaixo do braço. Ele, em poucas
palavras, deve ser incorporado ao cotidiano dos brasileiros.

Motivo: a leitura estimula a imaginação, auxilia o homem a buscar
soluções para os problemas do mundo e, de quebra, constrói um país de leitores,
característica que, infelizmente, anda muito em falta por aqui e dificilmente
será mudada. Por que?

A preguiça, conforme dito anteriormente, está enraizada no povo
brasileiro, que sonha em ser primeiro mundo, mas esquece que uma boa educação
começa na leitura do primeiro parágrafo de um livro, nas primeiras palavras de
um texto e na atitude de dedicar poucos minutos á leitura de livros
enriquecedores.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre
eles Como mimar seu cão e Transroca, o navio proibido, que será adaptado para os
cinemas.

terça-feira

Poema para beber!!!!!!!



Obrigada

Dizem que falo "obrigada",
Tô nem aí me dou risada,
A vida continua,
Toda nua.

Da barriga, o homem vem,
E depois debocha,
Queria ver,
Se todas as mães fossem brochas.
Fortes, palavras femininas,
Colorido, não falta,
Areia, luz e flauta.

Porra!
Amplo, conceito,
Falar das mas masculinas?
Foda-se o preconceito!
Tênis, carro, vídeo,
Que graça tem?

Prefiro cachaça,
Que minha vizinha serve como ninguém.

quinta-feira

Chuva, Chuva, Fuja!

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada,
entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.
Ternura, agonia, fuja,
enquanto é carnaval.

segunda-feira

Fernanda Montenegro



Fernanda Montenegro pode filmar "Transroca, o navio proibido"

O site O Fuxico revelou que a atriz Fernanda Montenegro pode fazer parte do elenco do filme "Transroca, o navio proibido", que será dirigido pelo cineasta Ricardo Zimmer, diretor de "Catarina" e "O Exército de Um Homem Só".

De acordo com o site, a trama do livro "Transroca, o navio proibido", de Rodrigo Capella, se passa a bordo de um navio que faz um cruzeiro por um lugar fictício, Perúsia Grande, e tem como destino a cidade de Parja. A bordo estão Kall, o detetive, e sua mulher Amanda, em lua-de-mel. Durante a viagem, um assassinato deixa os passageiros estarrecidos e coloca o detetive em ação.

quarta-feira

Poema Inédito





Na gaveta

Por Rodrigo Capella*

De perolas verdes, meu amor é você,
Do passar a língua nos lábios,
O caminhar bem perto,
De mãos quentes e úmidas


até

minha timidez florescer.

Desde a infância, declarações trazem
Sentimentos que tenho por ti,
Brincadeiras e linhas escritas,


Você é a luz
Nesse movimento de vai e vem.
De amigos a amantes, o movimento do
Som,


a conversa rotineira
dos passeios livres
nos campos a primavera
não saem da minha mente,


por qualquer distração.
Dos vídeos registrados, vejo presença de
Sorriso,
A alegria de seus abraços,
O jorrar de idéias,


Guardadas na primeira gaveta.
Do toque na foto da revista,
essas imagens são criadas


para tristeza do poeta,
que imagina tudo,
mas nunca concretiza.


(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

domingo

Antologia Poética


Amigos, no dia 15 de julho (sábado) foi o lançamento do livro "Caleidoscópio", que reune poemas escritos por autores de várias partes do Brasil. A obra traz o meu poema "Maramar", que eu reproduzo abaixo:
Maramar
Por Rodrigo Capella*
Mar,
a vida é mar,
amar a vida,
sem ter pressa de encontrar.
O seu destino,
meu amor,
se faz menino.
Reflete o dom,
de encontrar,
alguém,
no mar.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Como mimar seu cão" e "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

sexta-feira

Flap, eu vou!


Amigos, a Flap é um evento único, que busca unir os escritores e discutir experiências interessantes para o bom rumo da literatura. Não deixem de ir. Abaixo seguem informações detalhadas sobre o evento, que, nesse ano, ocorre em SP e Rio. Em SP, eu irei. No Rio, vai ficar pra próxima. Infelizmente, terei de fazer uns exames urgentes. Não, não vou morrer. Fiquem tranquilos (risos). Abaixo seguem as informações desse grandioso evento:

Seguindo o tema Embates, com a proposta de debater
visões distintas sobre literatura e manter vivo um terreno fértil de
questionamentos, a FLAP! 2006 recebe diversos debates com a presença de
escritores, professores, editores, cineastas e muito outros participantes.


Como sempre, o evento é gratuito e aberto ao
público em geral. A programação inclui debates sobre políticas culturais,
periferias e ainda arenas para uma reflexão sobre o presente e o futuro da
literatura (“onde estamos?” e “para onde vamos?”).


No Blog e no Site do Projeto Identidade consta a programação
confirmada.

BLOG:
http://flap2006.blogspot.com
Mais informações:
www.ProjetoIdentidade.org
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13462545

Pré-Inscrições: basta enviar e-mail ao
inscricao@projetoidentidade.org

Rio de Janeiro: dias 22 e 23 de julho
UniverCidade (Unidade
Ipanema)
Av. Epitácio Pessoa, 1664.

São Paulo: dias 29 e 30 de
julho
Espaço dos Satyros I
Pça. Roosevelt, 214, Centro.

segunda-feira

Comentário surpreendente


Amigos, recentemente eu fiquei bastante surpreso. O motivo: Guilherme Vaz, conceituado maestro e músico, fez uma análise muito positiva sobre o meu poema Arado. Confira o que disse Guilherme Vaz.

O COMENTÁRIO:

"Confesso com clareza que esta mudança de semântica proposta pelo poema de Rodrigo Capella, do ícone "bem amado" para o super ícone "bem arado" ou " o bem-arado" é um achado filosófico de altíssima relevância porque o conceito liga-se "arar" bela palavra primitiva portuguesa que significa cultivar a terra e a troca do conceito de bem-amado para o "bem cultivado" é extraordinária e tem amplas ligações com a filosofia a mitologia e uma "arqueofilosofia". O bem arado neste mundo "rústico" luso-galaico seria similar de "o bem cultivado" o que alpem de ser verdadeiro inclui um conceito mais amplo e menos passivo e mais ativo "ao casal da dupla mística" o espírito e o corpo ou a alma onde ela seria "vem cultivada" pelo espírito num conceito não presente nem em San Juan de La Cruz la noche mística que fala dos "pares místicos" do espírito que "cultiva" a alma e nem no seu similar e fonte original: o "cântico dos cânticos" atribuído a Salomão. Lindo!

GUILHEME VAZ:

Artista conceitual, visual e sonoro, Guilheme Vaz nasceu em Araguari, em 1948, e tem forte atuação no mundo da escrita e do cinema, sendo constantemente chamado para compor trilha sonoras de longa-metragem. Ganhou vários prêmios, entre eles o de melhor trilha sonora para "Filme de Amor", no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2003. Para mais informações, clique aqui.

O POEMA:
ARADO
por Rodrigo Capella

Em constante harmonia,
o sol se encontra com a lua,
o mar se derrete na areia,
você me desdenha.

O triunfo a toda vista,
perpétua a solidão,
ao retorno da dor,
risco, seu traço incolor.

Corres, a vida breve,
cultuas, o sonho encantado,
contes, detalhes avessos,
pedra, um bem Arado.

sábado

Uma conversa com o mestre

Rodrigo Capella entrevista Moacyr Scliar

Rodrigo Capella: O que um livro precisa ter para ser bom?


Moacyr Scliar: A resposta está no tripé: prazer - emoção - idéias. A leitura deve ser prazerosa, deve mobilizar emoções (inclusive a emoção estética do texto bem escrito) e assim transmitir idéias

Rodrigo Capella: A literatura brasileira está melhorando?

Moacyr Scliar: Muito. Novos valores estão surgindo, novos temas estão sendo abordados. Não há razão para pessimismo em relação a nossa literatura.

Rodrigo Capella: Como você avalia o fato de muitos escritores serem jornalistas?

Moacyr Scliar: É basicamente a atração pela palavra escrita, partilhada tanto por escritores como por jornalistas.

SOBRE MOACYR SCLIAR

Hobby: Ler.

Cor: Azul.

Livro: "Metamorfose", de Franz Kafka.

Cidade: Praga.Ator: Paulo Cesar Pereio.


Atriz: Fernanda Torres.

Frase: Não te expliques, não te queixes.

Currículo: Jornalista e escritor, Moacyr Scliar é membro da Academia Brasileira de Letras e já publicou vários livros.

Na telona

O exército de um homem só: em breve, nos cinemas
Por Rodrigo Capella*

A adaptação de uma obra literária para o cinema requer muitos e especiais cuidados. O cineasta Ricardo Zimmer sabe muito bem disso. Seu próximo filme, "O exército de um homem só", será baseado em livro homônimo do escritor e jornalista Moacyr Scliar, que narra a saga do russo Mayer Guinzberg. Ele chegou em Porto Alegre quando criança, na década de 20, e ao longo dos anos transformou-se numa figura marcante da sociedade gaúcha, ocupando cargos expressivos como o de líder de uma comunidade utópica, a Nova Birobidjan.

Depois de concluir a fase de captação de recursos e conseguir aproximadamente R$ 10 milhões para o projeto, Zimmer finaliza uma nova versão do roteiro motivado pela difícil tarefa de simplificar uma linguagem rica em elementos do corpo humano, decorrente, é claro, da formação médica do escritor: "Um filete de sangue corria pela testa. O Capitão tocou-a com a ponta dos dedos; estava quente. Vivia, estava machucada, mas vivia".
Embora seja complicado, deixar a história de Scliar redonda para o cinema é apenas um dos desafios de Zimmer. Até porque ele escolheu uma obra que não mostra com clareza vários elementos. Talvez aí esteja o seu charme. Livros atuais como "Rota 66", de Caco Barcellos, e o "Xangô de Baker Street", de Jô Soares, entregam tudo de bandeja, limitando a criatividade dos cineastas. A riqueza de detalhes dessas obras minimiza o processo criativo.

Zimmer precisou, então, ler e reler o livro para só depois escolher os atores e os cenários vividos por Mayer Guinzburg, um judeu comunista, que, pelas aventuras e loucuras descritas, pode ser comparado ao Dom Quixote. Em alguns momentos de solidão, por exemplo, ele encontra homenzinhos de quinze centímetros apresentados como o subconsciente de Mayer: "Os homenzinhos aplaudiram. Mayer tirou o casado, arregaçou as mangas. Ia começar a limpeza no local, quando bateram à porta. A princípio ele fingiu não ouvir; mas as batidas se repetiam de maneira tão frenética que ele acabou abrindo a porta", conta o autor no livro.
Homens de quinze centímetros? Acertadamente, Zimmer fugiu à proposta do livro e não vai utilizar homenzinhos no longa. Eles serão substituídos por anões vestindo roupas medievais, tocando instrumentos musicais e conduzindo marchas revolucionarias. Tudo isso para dar um tom mágico à obra.

Durante alguns ensaios, a idéia, inspirada no longa "Willow, na Terra da Magia", de Ron Howard, mostrou-se muito eficaz e algumas cenas do encontro do personagem com os anões ganharam em importância. Se seguisse a história à risca, o diretor transformaria "O exército de um homem só" em uma animação da Disney. Rompendo-a ele agregou um diferencial ao filme.

Outra preocupação que incomodou a cabeça de Ricardo Zimmer durante muito tempo foi a escolha dos atores principais da película. Pelo que tudo indica o elenco será de peso e contará, inclusive, com a participação especial da atriz e cantora norte-americana Barbra Streisand, que atuou brilhantemente em "Funny Girl", de 1968, e arrematou o prêmio máximo do cinema – o Oscar. Além de Barbra, o longa terá no elenco Luciano Szafir (Xuxa e os Duendes 2), José Vitor Castiel (da novela Laços de Família) e a musa Cristiana Oliveira (O gatão de meia idade).

"O Exército de Um Homem Só" ainda não foi rodado, mas tudo indica que será um grande filme. A história é boa e ousada; o diretor teve felling para propor mudanças. Quem ganha com isso é o público que certamente terá uma diversão recheada de ingredientes hollywoodianos: atores famosos, roteiro dinâmico, luz e som adequados. E o melhor de tudo - um final comovente: "Vacila, apóia-se no sofá. As luzes se acendem. É para frente que o Capitão cai. Mergulha no mar escuro". Vamos aguardar!
(*) escritor, poeta e jornalista.

Au, au, au......

Tire o seu cão de casa e leve
o peludo para um lugar diferente

Por Rodrigo Capella*

Já se passou o tempo em que o cachorro passeava somente no parque ou dentro de carroça, agora o peludo pode circular em padaria, restaurante, shopping e até mesmo em áreas verdes construídas para atender aos desejos dos cães. Dá pra acreditar?

O dócil golden retriver Argos, por exemplo, gosta de passar o fim-de-semana num sítio, uma espécie de hotel fazenda para cachorros que oferece estrutura de hotel cinco estrelas, com moradias individuais e alimentação balanceada. "Lá, ele se diverte o tempo todo, aprende brincadeiras diferentes e faz novos amigos. Sinto saudades, mas sei que Argos é bem tratado e gosta de ir ao sítio", justifica Marcos Nogueira, que convive com o peludo há mais de seis anos.

Esse mercado está super aquecido! Cada vez mais, os donos vem procurando os hotéis fazendas para o cão se distrair e relaxar. Apostando na segmentação desse nicho, o veterinário Aldo Macellaro Junior fez inovações no seu Clube de Cãompo, implantando atendimento diferenciado para cães de pequeno porte, que contam com veterinários e podem circular livremente pelos 60.000 metros quadrados do hotel. "Além do carinho do dono, o cão precisa de atividades físicas, uma boa ração, água fresca e cuidados veterinários, incluindo vacinas e vermífugos", esclarece Aldo, que inaugurou o Clube de Cãompo em 1996.

Rafael Pattoli já pensou em levar o yorkshire Brutus a um hotel fazenda, mas mudou rapidamente de idéia. "Eu quero ficar sempre ao lado dele, dando amor e carinho. Mas, sei que meu companheiro gosta de conhecer lugares inusitados e, ás vezes, levo-o para almoçar num lugar diferente e aconchegante", diz Rafael, referindo-se ao Via Café, um restaurante que está sempre cheio de cães, das mais variadas raças, tamanhos e cores. "Uma vez, Brutus fugiu da coleira e foi em direção à mesa do lado, onde havia um chow-chow aparentemente feroz. Os dois, um cão pequeno e o outro grande, latiram durante alguns minutos. Foi engraçado. O Brutus estava muito á vontade, agia como se estivesse em casa. Acho que ele está preparado para freqüentar qualquer tipo de lugar".

Pode ser, Rafael, mas a veterinária Fernanda Cioffetti, da Pet Society, alerta que alguns cães estranham os locais desconhecidos. "Podemos evitar tais transtornos condicionando e treinando estes animais desde pequenos a freqüentarem ambientes diferentes e também a conviverem como outras pessoas e animais", explica Fernanda, lembrando que os cachorros devem usar sempre a placa de identificação com o número do registro animal. "Se o cão for bravo ou apresentar um comportamento hostil, recomendo ainda a instalação da focinheira. Este procedimento deve ser considerado ato de amor, pois preserva a saúde e segurança dos nossos melhores amigos".

Se não quiser levar o cão a restaurante e clube de campo, o dono tem a opção de passear com ele em shoppings, tais como o Frei Caneca, localizado na cidade de São Paulo. Pode-se passear por todas as dependências, exceto a praça de alimentação e áreas fechadas, como cinema e teatro.

Mas, tantas novidades assim não parecem empolgar alguns donos de cães. O professor de dança David Gomes, por exemplo, mostra-se perdido e ainda pensa na possibilidade de levar o peludo a um lugar diferente. "Quando vamos ao pet shop comprar ração e um brinquedo novo, a Thita vai junto. Mas, ela não freqüenta restaurantes e shopping. Se algum dia ela pedir, nós vamos conversar e tomar uma decisão em família, como sempre fizemos".
David, é bom você se apressar. Os empresários do segmento canino não param de ousar. Recentemente, eles inauguraram um motel especializado para cães, o Pet Love Motel, que surpreendeu conceituados veterinários e agradou os cachorros que sonhavam com uma noite de núpcias mais confortável.

Agora, é só esperar. Logo, logo teremos um planeta canino, uma piscina especialmente construída para os peludo e, é claro, uma casa na árvore para eles brincarem nas horas vagas. Quer apostar?

Clube de Cãompo: Rodovia Marechal Rondo, KM 94,5. Tel: (11) 9989-0518.
Pet Love Motel: Av. Ordem e Progresso. Tel: (11) 3618-3000
Shopping Frei Caneca: Rua Frei Caneca, 569. Tel: 3472-2000
Via Café: Rua Jacutinga, 365. Tel: (11) 5051-7551.


(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de diversos livros, entre eles "Como mimar seu cão" e "Transroca, o navio proibido", que vai se adaptado para os cinemas. E-mail:
contato@rodrigocapella.com.br

Já existe....

uma rádio online que conversa com o público canino.
Anote o endereço:
www.dogcatradio.com.br;

aparelho dentário para os peludos terem um sorriso
perfeito e uma mordida pronta para devorar os ossinhos;
uma profissional,
especializada em tomar conta dos cães. O nome dela? Baby Dog. Não deixe de
consultar os anúncios;


táxi adaptado para transportar os orelhudos. Preço:
aproximadamente R$ 1,50 por quilometro rodado;


mais pet shop do que farmácias, na cidade de São
Paulo. Agora, você vai encontrar um veterinário perto de sua casa.

Lançamento

O escritor e poeta Rodrigo Capella foi convidado para publicar o poema "Marama" no livro "Caleidoscópio", com lançamento para o dia 15 de julho, ás 18 horas, no Espaço WN. Confira alguns trechos do poema "Maramar":
Mar
A vida é mar
Amar a vida
Sem ter pressa
De encontrar
O seu destino
Meu amor....

terça-feira

Mais uma polêmica!!!


O Brasil precisa de leitores

Por Rodrigo Capella (*)
Muito se tem falado que o déficit de leituras no Brasil só pode ser solucionado com um maciço investimento em alfabetização, vindo de iniciativas privadas ou públicas. Puro engano. Ensinar as pessoas a escrever os respectivos nomes não contribui para o aumento dos livros lidos. Precisamos, sim, de um programa baseado no conceito de letramento.
Justificando: a pessoa toma gosto pela leitura somente quando entende o que está lendo e constrói mentalmente os cenários descritos, envolvendo-se com cada uma das páginas, letra a letra.Esse contexto, embora óbvio e essencial, está presente em menos de 10% das escolas e universidades brasileiras, segundo dados que obtive junto a profissionais dessa área.
A explicação: na maioria das instituições, crianças e adolescentes são submetidos a tarefas desgastantes, principalmente a de ler livros difíceis e, posteriormente, realizar uma prova sobre a história, conflitos e personagens apresentados.Atividades como essa contribuem e muito para que, infelizmente, leitores traumatizados e angustiados se afastem definitivamente dos livros, por melhor que esses sejam.
Fica claro, então, que a leitura, seja ela em âmbito escolar ou familiar, não deve ser obrigatória, e sim estimulada a todo instante. Uma alternativa é deixarmos de lado as normas existente e desenvolvermos atividades associadas ao letramento, apresentado anteriormente.
O método: professores e pais criam tarefas educacionais, como por exemplo, a encenação de um trecho do livro, e mostram, para as crianças e adolescentes, que a leitura é importante para despertar a criatividade, enriquecer o vocabulário, se escrever corretamente e até mesmo construir novas amizades.
Com essa postura, formamos leitores interessados em ultrapassar as fronteiras do conhecimento, em traçar metas ousadas e em devorar Machado de Assis, Sir. Athur Conan Doyle e as mais complicadas obras de Gabriel García Márquez. E o melhor: quem se apega aos livros, dificilmente consegue viver sem eles.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema.

sábado

Artigo


Quando a Copa vai acabar?

Por Rodrigo Capella*

Não agüento mais. É Ronaldo pra cá, bolha pra lá e o Galvão falando "bem amigos da Rede Globo". Como se não bastasse ainda tem: trânsito nas avenidas, ambulantes chatos vendendo camisetas "meia boca" e vinte e dois homens pisando em cima de uma grama até então bem conservada.

O circo da Copa do Mundo é entediante e me incomoda mais do que três elefantes gordos e barulhentos. A única coisa que presta, nessa época de bola na rede, são os livros que tocam, levemente ou profundamente, em alguma linha futebolística.

Não que esse tipo de assunto me agrade, mas irrita menos do que assistir a um jogo de futebol, por melhor que ele seja.

Acho que peguei o virus anti-futebol, anti-Copa, anti-gol. Gostaria que esse maldito torneio tivesse um fim imediato. Justificando: o circo Copa do Mundo não vai mudar o país, não vai melhorar a nossa qualidade de vida.

Ah! Que vida. Que tédio. Vou fechar as janelas, desligar a TV, ler um livro. Página a página, descubro-me um E.T, isolado num mundo que poucos conhecem: o da leitura.
Boa Copa a todos.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema.

domingo

Obrigada

Obrigada

Por Rodrigo Capella (*)

Dizem que falo "obrigada",
Tô nem aí me dou risada,
A vida continua,
Toda nua.

Da barriga, o homem vem,
E depois debocha,
Queria ver,
Se todas as mães fossem brochas.

Fortes, palavras femininas,
Colorido, não falta,
Areia, luz e flauta.

Porra!

Amplo, conceito,
Falar das mas masculinas?

Foda-se o preconceito!

Tênis, carro, vídeo,
Que graça tem?
Prefiro cachaça,
Que minha vizinha serve como ninguém.(*)

Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas.

terça-feira

Entrevista au au au


Amigos, em maio eu fui entrevistado pelo conceituado jornalista e escritor Rivaldo Chinem, que comanda o programa "Biblioteca Virtual", na Rádio Mega Brasil. Conversamos sobre o meu livro "Como mimar seu Cão", que traz cinquenta dicas para os donos de cães cuidarem melhor de seu animal de estimação.
A Rádio Mega Brasil é a primeira rádio online do Brasil e vem alcançando ótimos índices de audiência. Acesse: http://www.megabrasil.com.br ou clique no logo da Rádio.

sábado

Do papel para o cinema...




O mais novo livro do jornalista e escritor Rodrigo Capella, "Transroca: o navio proibido" (Zouk, 2005), será adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer, diretor de "Catarina" e "O Exército de Um Homem Só". A trama de "Transroca: o navio proibido" se passa a bordo de um navio que faz um cruzeiro por um lugar fictício, Perúsia Grande, e tem como destino a cidade de Parja. A bordo estão Kall, o detetive, e sua mulher Amanda, em lua-de-mel. Durante a viagem, um assassinato deixa os passageiros estarrecidos e coloca o detetive em ação.

O cineasta Ricardo Zimmer justifica porque escolheu o livro para adaptar para o cinema: "o clima de mistério, de intrigas e de suspeitos multifacetados é contagiante até as últimas frases quando então surpreendentemente Kall, revela o criminoso", argumenta o diretor, destacando que "a resposta tão bem construída pelo autor, revela-nos o mundo de homens que matam por interesses, amor, futilidades, ciúmes e medos".

Além de "Transroca: o navio proibido", Capella lançou "Como mimar seu cão" (Zouk, 2005) e "Enigmas e Passaportes" (Forever, 1997). Contato com o autor: www.rodrigocapella.com.br ou contato@rodrigocapella.com.br





quinta-feira


Calado

pOR rOdriGO CapEllA*



Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!


Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de pássaros.

Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.
(*) poeta, escritor e jornalista. Autor de
vários livros, entre eles "Como mimar seu cão"
e "Transroca, o navio proibido", que será adapatado para os cinemas.

domingo

Prefácio do livro "Como mimar seu cão"


Amigos, atendendo a pedidos, eu publico abaixo o prefácio do meu livro "Como mimar seu cão". O prefácio foi escrito pelo premiado cineasta Carlos Reichenbach:


Foi por causa de uma fotografia da Brida, a adorável "Bichon Bolonhês" que divide a cama comigo e a minha mulher, dormindo sempre em baixo dos meus pés, que o autor do livro sugeriu meu nome para esta orelha.
Minha cumplicidade canina começou logo cedo, dos três aos nove anos de idade, compartilhando uma amizade mais que fraterna com Taro, um velho boxer adorável e babão, dissimuladamente carrancudo.

Taro não só me defendia das agressões habituais dos "amiguinhos" mais afoitos e valentes como ainda tomava as minhas dores e culpas pelas travessuras cotidianas. Quando eu não queria comer o bife de fígado ou o creme de espinafre que minha mãe insistia em incluir no meu cardápio semanal, era Taro quem "limpava o prato" às escondidas. Flatulências naturais, advindas da ingestão de batata doce e repolho azedo, também eram assumidas pelo gentil Taro, já que o glutão e obeso boxer era, por seu lado, perito em tal prática.

Até as minhas cuecas sujas eram "culpa" de Taro. Que amigo fabuloso este! Quando ele morreu, descobri que eu poderia morrer também e tenho certeza que neste dia o mundo perdeu a inocência.De lá até os meus atuais 59 anos são mais de 40 ou 50 "irmãos de universo" acolhidos no erário da memória.

Entre eles, Charuto, o boxer bastardo de cor preta, que quebrou a mandíbula no traseiro de um ladrão que invadiu a casa do meu pai, no final dos anos 50; Pinga e Conhaque, um majestoso e brincalhão casal de "dinamarqueses"; Toy, o cocker spaniel inglês, de sobrenome suntuoso e pedigree refinado, meu parceiro e confidente do curso ginasial; de Bambina, uma pequinês temperamental, que tinha o péssimo hábito de avançar nas minhas futuras namoradas; de Julie, a poodle-toy, que morreu de enfisema na época em que eu fumava três maços de cigarro por dia....


É engraçado, só agora me dou conta de que posso falar cobras e lagartos de certas ex-namoradas e amigos ressentidos, mas não consigo ter sequer uma lembrança ruim de qualquer amigo canino.


Acho que apliquei com eles todas as lições sugeridas neste livro, embora eu continue tendo a impressão de que não é bem (ou só) de cachorros que Rodrigo Capella esteja falando.

Carlos Reichenbach