Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

quinta-feira

Entrevista e palestras: fotos e fotos

Em entrevista, nessa semana, para a ALL TV, em São Paulo, falando sobre o meu livro "Rir ou chorar" e sobre os bastidores da literatura e do cinema:




Em palestra, que ministrei, junto com o cineasta Ricardo Zimmer. Falei sobre literatura, cinema e artes em geral:





Em palestra, falando sobre algo, não me lembro o quê:



segunda-feira

Lançamento em Floripa (SC)



O escritor e poeta Rodrigo Capella vai lançar o seu quinto livro, chamado “Rir ou Chorar”, no dia 03 de maio, ás 15 horas, durante a Feira do Livro de Florianópolis, no Largo da Alfândega. A obra, que faz parte da Coleção Aplauso, comandada por Rubens Ewald Filho, desvenda os bastidores do cinema brasileiro e apresenta a biografia do premiado cineasta Ricardo Pinto e Silva, que já trabalhou em mais de vinte filmes ao lado de importantes atores e cineastas brasileiros.

O livro “Rir ou Chorar”, lançado pela Imprensa Oficial (R$ 15,00 e 256 páginas), traz, ao longo de suas páginas, histórias dos bastidores do cinema e situações hilárias com Paulo Betti, Vera Fischer, Ronnie Von, Ana Paula Arósio, entre muitos outros.

Palestra em São Paulo (SP)


Eu e o cineasta gaúcho Ricardo Zimmer, diretor de “Catarina”, vamos ministrar a palestra “Adaptações Cinematográficas”, no dia 28 de abril (segunda-feira), das 18h às 22h, na Mega Cultural Films, que fica na Rua Dr. Ernani Pereira, 98, Vila Nova Conceição. Site: http://www.megaculturalfilms.com/ Compareça: é gratuito!!!!

sexta-feira

Quem foi?




Eu sei quem matou Isabella

Por Rodrigo Capella*

O caso da Isabella é mais um exemplo claro de como a literatura e a vida real se misturam. Morta, em São Paulo, há poucos dias, a menina foi asfixiada ou estrangulada? Morta pelo pai, madrasta ou por outra pessoa? Quem teria cortado a rede da janela? São respostas que a perícia ainda terá que responder, mas que, provavelmente, Sherlock Holmes já teria descoberto há muito tempo.

Estaria, então, a literatura mais avançada do que a vida real? Sem dúvida, ou vai me dizer que você esqueceu do submarino, inventado por Julio Verne em suas histórias, e das criações de Da Vinci, que mais tarde viraram realidade? Se a literatura está mais avançada, então, de que forma ela poderia ajudar no caso da Isabella?

De muitas formas. Casos como esse são muitos comuns em nossa literatura, nacional e estrangeira, sem tirar, nem pôr. Eu, por exemplo, já li muitas histórias desse gênero e posso afirmar que o assassino age da mesma forma, esconde as armas no mesmo local e sabe como alterar a cena do crime. Se me pedissem um palpite, eu diria, baseado nos livros e em conversas que tive com peritos, que eu sei quem matou Isabella. E mais: sei como tudo ocorreu.

Trata-se de um típico caso de morte acidental, na qual uma pessoa perde o equilíbrio entre razão e emoção. Na literatura, assim como na vida real, não faltam casos: Jack, um banqueiro famoso, chega em casa cansado e observa o pequeno Philip chorando e gritando. Jack, então, tenta acalmar Philip, mas não consegue. Desesperado, pega no pescoço dele, aperta com força e Philip morre. Mas, repare que, em nenhum momento, Jack teve a intenção de matar o pequeno Philip. Jack, então, se livra do corpo, sem pensar nas consequências.

Mas, e a rede da janela do quarto, quem poderia ter cortado? Holmes teria dito logo de início que o corte foi feito por um adulto. Afinal, uma criança cortaria perto do rodapé da janela e não no centro. E mais: quem tentou fazer o corte usou primeiro uma faca. Como não deu certo, optou por pegar uma tessoura. Teria uma criança pensado em utilizar tais instrumentos? Teria ela elaborado um plano tão munucioso? Holmes, certamente, diria que não.

E as pegadas encontradas na cama? Elas são fundamentais e revelam muita coisa, até mesmo peso, altura e, principalmete, atitude. A pessoa que cortou a rede estaria com pressa de se livrar do corpo? Seria uma atitude pensada ou essa foi a única forma encontrada para se livrar do corpo?

Asssim como na literatura, a vida tem muitos questionamentos, muitas indagações, e cabe a nós, detetives ou mero espectadores, buscar sempre a verdade, nem que essa verdade esteja nos livros. Um caso como esse mostra, sem dúvida, que a literatura é importante e que, como a perícia utiliza métodos de dedução, ela se torna cada vez mais fundamental. Afinal, quem lê desenvolve a criatividade, amplia os horizontes e é mais sensível para captar elementos, que tericamente estão ocultos.

Mas, afinal quem matou Isabella? Holmes teria, logo de início, dois suspeitos e, só depois de juntar todas as pistas, é que revelaria o nome. A cautela, como se sabe, faz parte de seu método investigativo, asssim como a simplicidade e a persistência. E em casos como o de Isabella, a persistência se faz mais do que necessária. Mas, não a ponto de se visitar sete vezes o local do crime para realizar a perícia. Holmes diria que três vezes são mais do que suficiente.

Na literatura, é comum haver um cúmplice, que por amor, oculta provas e faz de tudo para proteger a sua alma gêmea. Na história da vida real, isso também ocorre e é facilmente descoberto. Afinal, o amor por uma pessoa nunca é maior do que o amor pelo próprio filho, embora muitas vezes pareça.

Mas, e a Isabella? Quem a matou? Não posso contar. Se fizesse isso, certamente teria que depor e enfrentar uma série de perguntas cansativas. Se o depoimento do pai e da madrasta levou mais de seis horas, o meu levaria no mínimo doze. Iam me acusar de ser cúmplice e de ocultar informações. Mas, o fato é que está tudo muito óbvio: Sherlock Holmes descobriria tudo bem rápido.

O fato é que estão todos evitando dizer o óbvio porque não querem cometer mais um engano. Lembra-se do “Caso Escola de Base”? Quando diretores de uma escola foram acusados erroneamente de terem assediado sexualmente algumas crianças? Pois, é, querem evitar que isso ocorra novamente. Mas, fique tranquilo: assim como na literatura, os casos da vida real só são esclarecidos nas últimas páginas, embora, a maioria tenha uma solução óbvia.

(*) Rodrigo Capella é jornalista, escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles “Rir ou chorar” e “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: http://www.rodrigocapella.com.br/

domingo

Joinville (SC): bate-papo e lançamento do livro

Nesse sábado, estive na Feira do Livro de Joinville, em Santa Catarina, lançando o meu livro "Poesia não vende" e participando do bate-papo "Blog e poesia na Europa dá jogo" com os leitores. Veja abaixo algumas fotos tiradas com o meu celular:












No quarto do hotel, recebi a companhia de Jô, uma bela mariposa (veja na foto abaixo). Ela foi batizada assim em homenagem à cidade de Joinville. Na cidade, andei 6 km atrás de aventura. Acompanhe as fotos abaixo:

















quarta-feira

Debate em Joinville - SC


Aiiiii, vou eu!



Amigos, no próximo sábado, dia 12 de abril, vou participar do debate “Poesia e Blog na Europa dá Jogo”, durante a Feira do Livro de Joinville. Vou autografar também o meu livro "Poesia não vende'. Até lá!!!

domingo

Poços de Caldas - MG


Acabo de voltar de Poços de Caldas (MG), onde lancei o meu livro "Poesia não vende", na Feira do Livro de Poços de Caldas. Lá, na Feira, eu dei uma entevista para a TV Poços e autografei o livro. Acompanhem as fotos:













É claro que, depois de lançar o meu livro "Poesia não vende" em Poços de Caldas, eu não resisti e fui conhecer a cidade ao lado de minha namorada Juliana. Acompanhem as fotos:














quinta-feira

Adaptado para o cinema


Hoje, me encontrei com o cineasta gaúcho Ricardo Zimmer (foto acima). Ele vai adaptar o meu livro "Transroca, o navio proibido" para o cinema, com um grande elenco. Em breve, vou postar novidades.
P.S: Nesse sábado, estarei na Feira do Livro de Poços de Caldas para participar do debate "Blog e poesia: isso combina?" e para autografar o meu livro "Poesia não vende".

sábado

Poços de Caldas - MG

Estarei, no próximo sábado, dia 05 de abril, na III Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas, lançando o meu livro "Poesia não vende" e participando do debate "Poesia no blog: isso combina?". A minha participação será ás 15 horas, no Café de Idéias AVOCC. Clique aqui e leia mais sobre a Feira e minha participação

quinta-feira

Participação em eventos

Participei de dois eventos: Sarau Mesa pra Oito e Art Night São Paulo. Confira as fotos:


Eu (segundo da dir. pra esq.) no Sarau Mesa pra Oito, realizado na Livraria da Vila, em São Paulo.


Eu entrevistando o cineasta Carlos Reichenbach, durante o Art Night São Paulo, realizado na Casa das Rosas, em São Paulo

Eu entrevistando o cineasta Guilherme de Almeida Prado, também no Art Night São Paulo

Shirley Franco, o cantor Homero Baroni, eu, a atriz global Karina Barun e o ator Lisandro Lauretti

sexta-feira

Entrevista para o Digestivo Cultural



Em entrevista para o Digestivo Cultural, eu disse:


"No Brasil, se lê menos de dois livros por ano. Poeta: desista enquanto é tempo. Pare de escrever, pare de ter trabalho, vá para a praia, pegue uma onda, vá transar!(...) Os poucos livros de poemas que chegam às livrarias ficam em estantes empoeiradas, lá no fundo — ou seja, o público não encontra e nunca compra. Então a editora, de saída, já não publica livro de poesia.(...) Às vezes, repenso tudo: será que a literatura vale a pena? Será que vale a pena continuar a publicar? Será???".


Quer ler mais? Clique aqui

quinta-feira

Novo Colunista



O escritor e poeta Rodrigo Capella é o mais novo colunista do site Acontecendo Aqui, comandando por Jailson de Sá. Em sua coluna, de atualização semanal, Capella vai discorrer sobre feiras literárias, literatura catarinense, o mundo literário brasileiro e muito mais. No texto de estréia, Capella fala sobre a diferença entre os leitores de poesia e de prosa. E dispara: “os leitores de poesia são mais inteligentes”. Clique aqui e confira a coluna de estréia

sábado

Escritores sem dúvidas


Tirando mais dúvidas dos leitores




Rodrigo Capella*
Especial para o Diário de Cuiabá

É... As dúvidas dos leitores continuam a todo vapor e eu continuo do outro lado do Oceano. Como eu não gosto de decepcionar ninguém, vou responder mais algumas perguntas. Essas são de assuntos diversos: agente literário, editoras e parcerias. Nestes dez anos de carreira literária, vivenciei experiências incríveis, mas nada parecido com o que vou narrar na terceira carta deste texto.

A primeira mensagem me foi enviada por Tiana Souza: “Rodrigo, gostaria de trocar idéias sobre o mundo literário. Lancei um livro em 2003, chamado "O galo que pingava ouro". Escrevo sempre e tenho vários textos infanto-juvenil. Acabei de escrever um romance infanto-juvenil, e um romance para adulto. Estou pensando em contratar um agente literário para vender minhas obras. Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto. E se quiser me dar algum conselho, fique a vontade. Aguardo resposta”.

Tiana, vamos por partes. Fiquei contente em saber que você tem uma intensa produção literária. Uma máxima é verdadeira: quanto mais escrevemos, melhor escrevemos. Isso ocorre com todo e qualquer escritor. Você está no caminho certo. E o melhor: está diversificando o público e conhecendo exatamente o que o seu público espera de vocês.



Agente literário? Boa pergunta. Vale uma explicação para os leitores: o agente literário é o profissional que faz a ponte entre as editoras e os autores, marcando reuniões nas editoras para tentar viabilizar a publicação de uma determinada obra. O serviço desse profissional custa, no mínimo, R$ 200 por mês, segundo pude me informar. Vale a pena contratar? Sinceramente não sei? Mas, vou lhe passar os pontos positivos e negativos.

Positivos: maior chance de ter a sua obra publicada, já que os agentes têm normalmente bons contatos; maior visibilidade no segmento editorial, já que esses profissionais vão até as editoras e expõe toda a proposta dos livros; e uma melhora considerável do texto, já que muitos agentes fazem uma revisão ortográfica do texto.

Pontos negativos: os agentes não se comprometem a publicar a obra, ou seja, você paga e não tem garantia de que o seu livro será publicado; além de pagar uma taxa mensal, você, provavelmente, terá que dar uma porcentagem de capa do livro para o agente, a depender do contrato. Ou seja, o autor já ganha pouco e terá que dividir o pouco que ganha com um agente. Vale a pena? E mais: os agentes cuidam de vários livros ao mesmo tempo, de diferentes autores, e não se dedicará integralmente ao seu livro.

Portanto, trata-se de uma decisão de dois pesos e duas medidas: a decisão é sua! Reflita e tome a melhor decisão: um erro cometido agora, pode afetar toda a sua carreira literária. Não tome uma decisão de imediato, converse com mais alguns escritores e vá em frente.



O segundo e-mail foi-me enviado por Douglas Paiva. Ele disse, sem delongas: “Gostaria de publicar meu livro, como faço qual o endereço da editora de vocês? Grato”. Primeiro, vale a pena esclarecer que eu sou simplesmente um escritor, não trabalho e nunca trabalhei em uma editora, contrariando até uma das características das novas gerações literárias. Os jovens autores têm cada vez mais se associado a editoras, fazendo trabalho de traduções, pesquisa, correções de texto e, mais tarde, publicam o livro pela editora que prestaram serviços. Isso tem ocorrido cada vez mais. Mas, eu sou uma exceção. Não faço parte de nenhuma editora.

Bom, chegamos finalmente à terceira carta, a mais misteriosa de todas, escrita por um tal J.J: “Oi, Prezado Rodrigo Capella, meu nome é J.J, sou autor de um livro e eu estava acertando as últimas negociações com uma editora famosa, mas acabou não ocorrendo. Envio-lhe este e-mail para podermos conversar sobre uma parceria de lançarmos meu livro com o meu e o seu nome, acredito que se o senhor quiser saber mais sobre os detalhes, isso poderá me ajudar muito e também ao senhor! Preciso muito de apoio! Obrigado!”.

J.J, que mensagem estranha? Desculpe decepcioná-lo, mas não faço esse tipo de parceria. Cada autor deve escrever o seu próprio livro. Escrever é sinônimo de liberdade, de atitude, de prosperidade. Cada autor deve buscar seus próprios elementos para dar dinamismo á história e propor algo ousado. A parceria, por melhor que ela seja, bloqueia a capacidade criativa de um dos escritores e impede a continuação do projeto. Cada autor, na minha opinião, deve escrever o próprio livro. Só assim estará conquistando leitores, conhecendo novos mundos e se deliciando com a realidade.



(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles “Rir ou chorar” e “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema. Informações: www.rodrigocapella.com.br

Feiras que vou participar em abril e maio:






o5/04: Feira do livro de Poços de Caldas (MG)
12/04: Feira do livro de Joinville (SC)
03/05: Feira do livro de Florianópolis (SC)
10/05: 2°Salão do Livro Sul Mineiro (SC)