Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

sexta-feira

Sobre o lançamento de "Poesia não vende"

Lançamento de "Poesia não vende", em foto do amigo Anselmo Gomes


Amigos, o lançamento de meu novo livro "Poesia não vende" foi sensacional. Oba!! A Livraria da Vila, em São Paulo, esteve lotada no dia 03 de abril, dia do lançamento. Demorei a escrever aqui porque ainda estou chocado com a quantidade de gente que esteve presente... Ualllll!!!! Muito bom mesmo. Tivemos uma série de atividades: além dos autógrafos, quem esteve presente viu o pintor e meu amigo Paulo Marcondes Neto construindo um quadro ao vivo, a poetisa italiana e amiga Lunna Guedes recitando alguns versos, a apresentação da peça Virgens á deriva, cujo elenco é formado pelas amigas Vanessa Morelli, Débora Aoni e Fernanda Sophia, e uma apresentação ao vivo do cantor e amigo Homero Baroni, nova voz da MPB, que participou do programa Fama, da TV Globo. Além disso, o público leu poesias do meu livro "Poesia não vende", o que me emocionou bastante.

No lançamento, também estiveram presentes os amigos: João Batista de Andrade, ex-Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Carlos Reichenbach, diretor de "Dois Córregos" e do recente "Falsa Loira", Ênio Gonçalves, ator de grande sucesso da TV Tupi, Karina Barum, atriz global de "A Padroeira" e "Malhação", Paulo Morelli, diretor de "Viva Voz" e "O Preço da Paz", Kiko Goifman, diretor de "33" e do recente "Handerson e As Horas", e do ator Lisandro Lauretti, que atualmente está em cartaz com a peça "Lolitas".

Agradeço a todos que compareceram e que mostraram a sua arte ao vivo. A foto no íncio desse texto foi do evento!! Vou postando aos poucos e toda semana colocarei fotos novas. Abraços a todos e viva a poesia!!!! Viva!! Rodrigo Capella.

LANÇAMENTO DE LIVRO

No dia 03 de abril de 2007, terça-feira, vou lançar o livro “Poesia não vende”, na Livraria da Vila, das 18h30 ás 21h30. Anote o endereço: Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena. Abraços e conto com sua presença, Rodrigo Capella.

domingo

Sexo, todos querem sexo (ou pelo menos deveriam rs...)

CONTO
A sensualidade de Amanda
Por Rodrigo Capella*
Já tinha passado dos 30 anos e ainda sonhava em me casar com o homem perfeito. Desejava um príncipe encantado montado em um lindo cavalo branco. Mas, queria também um rapaz sincero e com todos os dentes bem escovados e brilhantes, se possível, é claro. Iniciei a busca pela Internet, estabelecendo conversas virtuais com possíveis candidatos, dos mais variados tipos e tamanhos.
No total, foram cinqüenta encontros cibernéticos ou, se você preferir, duzentas e dez horas dedicadas à procura da minha cara metade. Resultado: três idas ao cinema, assistindo péssimos filmes em má companhia. Fui agarrada por um caipira, beijei o rosto de um flanelinha e um cozinheiro chamado Zé teve uma crise de asma no meio do filme e me largou sentada na cadeira.
Insatisfeita, recorri aos jornais e publiquei um anúncio enorme, com a seguinte mensagem: "loira, alta e gostosa procura homem sincero para relacionamento duradouro. Envie o currículo e foto para o seguinte endereço....".
Tá, tudo bem, eu confesso que exagerei um pouco. Faz cinco anos que não freqüento uma academia e nem ando no calçadão da praia. Tenho dez quilos acima do peso ideal.
Mas, isso os homens não reparam ou, pelo menos, não deveriam. Resultado: recebi vinte e nove cartas, todas com foto 3x4, escondendo o corpo e a barriga dos candidatos. Olhei todo o material, arremessei longe e fiz uma bela cesta de três pontos, acertando o lixo da cozinha.
Novamente, o meu plano tinha falhado, o que me desestimulava bastante. Recorria, diariamente, ao meu sexto sentido, fazendo perguntas variadas e, em um lindo dia, tive uma idéia brilhante: Alex, meu amigo, era consultor amoroso. Pronto! Quem sabe ele não tinha a solução para o meu problema. Sem hesitar, disquei alguns números do telefone e:
- Oi, Amanda, em que posso ajudá-la?
- Preciso encontrar um homem para me casar com urgência. Estou com mais de trinta anos, sem filhos e muito menos um grande amor.O que eu faço? Tem solução?
- Hum... Amiga, o seu caso é muito grave. Mas, eu posso ajudá-la. De relacionamentos, eu entendo. Já tive vários, dos mais diversos. Vamos lá. Você quer um conselho? Aqui vai: cotidiano, cotidiano é a palavra-chave. Repare nos homens que estão ao seu redor. Às vezes, as oportunidades passam voando, os cavalos somem e os príncipes, simplesmente, desaparecem.
(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Em breve, vai lançar "Poesia não vende", livro que conta com depoimentos de Ivan Lins, Bárbara Paz, Frank Aguiar e Carlos Reichenbach, entre outros.

sexta-feira

Um grande talento

Amigos, gostaria de apresentar mais um grande talento brasileiro: o pintor Paulo Marcondes Netto, que mantém o site www.artegraphicus.com, no qual expõe quadros e curiosidades sobre a sua carreira. Leia abaixo um depoimento do Paulo exclusivo para esse blog:
"Tomei gosto pela pintura bem depois do gosto pelodesenho. Desenhar ,para mim, foi uma extenção do meuestudo. Gostava mais de desenhar coisas como: carros,barcos, aviões do que gente propriamente dito.Mas ogosto da imagem figurada cresceu muito nos últimosanos. Passei a me inspirar em mestres como Vermeer, DaVinci,El Greco e muitos outros mais.Quando era criança, tinha uns 10-12 anos, gostava depintar os caixotes de feira que minha mãe trazia. Masera só brincadeira. Hj a coisa é tinta a óleo na tela.Uma técnica muito mais difícil. Já o desenho, é a base de tudo.Foi graças a um bomdesenho e técnicas de pintura com lápis de cor, queentrei na faculdade. Foram anos muito proveitosos pararefletir sobre o panorama e perspectivas que merodeavam. Aprendi a gostar de arte. Não como elementoativo, mas sim como crítica e contemplação.
O verbo pintar tornou-se presente em mim quandocheguei da Alemanha em 2002.Meu primeiro quadro era umconjunto de quadrados dispostos em dez por dezcentímetros em uma tela de 50 x 70 cm. Quis pensar em algo como um calendário ( eta cabeçaracionalista!!!), mas aprendi no ateliér do Prof.Carlos Zibel a me desvenciliar do lado matemático dohomem. Era hora de livrar-se da caisa-de-força que é aFAU. Junto a galeria Mali Villas Bôas, aprendi algunsdos macetes do jogo político que é a arte. Hoje, estudo arte e web-design, e adoro os dois, pormais incrível que isto possa parecer, eles se complementam.".

terça-feira

Entrou na área é literatura, fala, bicho??

Quando a literatura se aproxima do futebol
Por Rodrigo Capella*
Muito se tem discutido, nos grupos acadêmicos e literários, sobre a utilização do ensino à distância como forma de se incentivar e, até certo ponto, propagar o gosto pela literatura brasileira. Os defensores desse tipo de ferramenta argumentam que, ao utilizar a Internet e participar de cursos via web, os alunos seriam motivados a pesquisar sobre as diversas tendências da escrita e, com isso, passariam a consumir mais livros.
Na outra frente, os opositores acreditam que a busca por novas obras só ocorre quando o estudante recebe estímulo dos professores, muitas vezes especializados em determinados assuntos de nossa literatura. Eu acrescentaria mais alguns argumentos: assistir um curso de literatura pela Internet é como acompanhar uma partida de futebol pela televisão. Não tem a menor graça. Diminui-se a emoção de ver o time entrar em campo, deixa-se de comer hot dog com queijo e mais: o gol perde grande parte de sua característica, sentido e cor. A literatura, assim como o esporte mais popular do Brasil, é feita de momentos.
O lance é único, o gesto merece ser contemplado por minutos e o drible precisa ser eternizado com uma fotografia marcante. Todos esses sentimentos, infelizmente, não podem ser captados em uma aula pela Internet. Vamos a um exemplo: quando meu professor de literatura do ginásio recitava Drumond de Andrade, eu percebia emoção em seus olhos. Se esse mesmo profissional lesse o mesmo poema em uma aula virtual, eu, rapidamente, sentiria uma perda de credibilidade e sustância. O ao vivo é sempre melhor!
Nesse debate presencial versus virtual, outros argumentos também precisam ser destacados. Em uma aula cara-a-cara, os alunos podem, por exemplo, tirar dúvidas, apontar questionamento e, até mesmo, apresentar composições próprias, dos mais diversos estilos literários. Além disso, o professor direciona as explanações de acordo com as necessidades dos estudantes.
Esses motivos tornam, portanto, o ensino á distância, até o presente momento, uma ferramenta desnecessária para a nossa literatura. Precisamos, então, valorizar as aulas presenciais, ensinando os alunos a respeitarem os professores, investindo no conhecimento intelectual desses profissionais e, principalmente, possibilitando o surgimento de centros de pesquisa literários.
Difundir a literatura é investir em educação, conhecimento e cultura.
* Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor do livro "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

Escrever, escrever, ver..


Como escrever um livro?


Por Rodrigo Capella*


Inúmeros leitores entraram em contato comigo pedindo dicas para se escrever um livro. Em todas as ocasiões, respondi que os textos não seguem regras ou leis , mas que podem ficar melhor se algumas dicas forem colocadas em prática. Vamos a elas!


Antes de pegar o lápis e uma folha de papel, determine o público que você pretende atingir. Ele é normalmente dividido, pelas editoras, em infantil, juvenil e adulto. Reflita e não tenha pressa para fazer a escolha adequada. Uma decisão mal tomada no início do processo pode comprometer todo o resto do trabalho. Os grandes autores de nossa literatura sempre tiveram a preocupação de direcionar as suas obras. Monteiro Lobato, por exemplo, escreveu inúmeros textos para crianças.


Depois de definir o público, a próxima etapa é encontrar uma idéia diferente, algo que ainda não exista em nossa literatura. Pode ser um personagem ousado, como fez Machado de Assis ao nos apresentar um narrador-morto em Memórias Póstumas de Brás Cubas, ou um tema surpreendente, seguindo a linha do escritor Rubens Paiva, que narrou experiências pessoais em Feliz Ano Velho.


Como ter uma boa idéia? Olhe ao seu redor, observe os pássaros e perca alguns minutos estudando o jardim. Ela pode estar mais próxima do que você imagina. Que tal escrever sobre o Dia Mundial do Livro, comemorado no dia 23 de abril? Essa pode ser uma grande idéia.


Depois, defina a linguagem adequada a ser utilizada na obra. Isso é fundamental para uma boa leitura do livro e também para garantir um volume de vendas considerável. O Código Da Vinci, por exemplo, só fez sucesso porque utilizou essa estratégia.


Quando finalizar o livro, leia-o novamente, com imparcialidade. Veja se o conteúdo interessa ao leitor, questione mais uma vez se o público vai realmente entender o que está escrito. Se a resposta for positiva, selecione algumas editoras e envie o seu material. Em poucos meses, você terá uma resposta.


(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Moments now!

Momentos como esse


Por Rodrigo Capella*


Luzes de Lindos Lábios,

Raios Tênues e Cristais,

Momentos de Desejada Dor,

Fantasias e Mágicos Sonhos.
És tão bela e insensata,

Carícias sem abraços,

Dores de belas canções,

Beijo, sensações.
Venero-a como uma flor,

Puras luzes obscuras,

Tua rara beleza.
Desejos como esse,jamais terei.

Pensar em você,não morro por quê?


(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de diversos livros, entre eles "Enigmas e Passaportes", "Transroca, o navio proibido" e "Como mimar seu cão". E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

domingo

Fuma, fuma, fuma....

Um escritor acima de qualquer suspeita

Rodrigo Capella*
Entre um cigarro de menta e outro, Jonas escrevia pequenos poemas em seu caderno úmido e manchado por patas de cachorro vira-lata. Desiludido com o mundo da literatura e segurando fixamente a caneta azul, o autor, que chegou a estar na lista dos mais vendidos, procurava se ocupar com pequenas narrativas poéticas, umas mais absurdas do que as outras. Simplesmente, faltava-lhe imaginação.
Largava o caderno, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar o diário e largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimido e, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca de curiosidades, talvez atrás de sonhos antigos ou simplesmente para sentir-se aliviado da "pedra", que insistia em bloquear o seu momento criativo. Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo do escritor e deixando marcas, sinalizava onze e meia da noite.
Mas, Jonas caminhava freneticamente e passeava por parques, ruas pequenas e campos de futebol vazios e mal iluminados. O autor ia certamente em direção á ponte, só podia estar indo naquela direção. O vento forte e o chuvisco atrapalhavam a caminhada do escritor-esportista, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava com firmeza. Cansado e tremulo, chegou ao destino, debruçando-se na ponte e ganhando força extra para correr até a outra extremidade da construção antiga. Fez isso durante alguns minutos, circulando por quase toda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerola com menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmente durante horas.
Chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário, época em que fez fortuna e distribuía autógrafo em cada esquina. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar na casa do autor. Jonas pensou, reclamou, mas acabou cedendo aos desejos do animal. A pomba branca e extremamente agitada sentiu-se á vontade na moradia e iniciou um belo passeio pelos corredores.
Jonas, em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 preta e disparou um tiro contra a pobre pomba. Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro azedo impregnando cada canto da casa. Jonas observou a tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou novamente a arma e a segurou com uma firmeza singular, cheirando a pólvora que insistia em sair do cano. Segundos depois, sentou-se numa cadeira posicionada na varanda, respirou fundo e apontou o objeto em direção a sua cabeça. Dormiu durante horas, dias e anos.
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

terça-feira

Snif! Snif!

Angústia do escritor

Por Rodrigo Capella*

Uma das maiores angústias do escritor é a de esperar pelo livro pronto. Depois de meses e meses, dedicando-se a escrever a obra, dando vida aos personagens e guiando-os mundo a fora, o autor depare-se com esse momento, muitas vezes caótico. Nessa etapa, tudo depende da editora. A revisão ortográfica, a disposição dos capítulos, a criação de um nome para o livro e a confecção das capas, em alguns casos muito simples e amadoras.

A nós, escritores, cabe apenas contar os minutos e fazer inúmeras ligações para a editora com o intuito de apressar o término da obra. Na maioria das vezes, o esforço é louvável, mas em nada adianta. A perda de tempo é imensa.

Vivo atualmente essa experiência com o meu quarto livro, a ser lançado em breve, no primeiro semestre desse ano. Vivi com o primeiro, segundo e terceiro. Certamente, viverei com o quinto. Não importa o gênero, a quantidade de páginas ou o tamanho da editora. Essa sensação é sempre a mesma e perdurará por um longo período.

O tempo passa, perco alguns fios de cabelos brancos e a data de lançamento do livro se aproxima. Leitores e amigos perguntam sobre o andamento da obra e dão sugestões. Eles querem participar! Mas, infelizmente, nada posso fazer. Tudo depende da editora. Acendo velas, faço orações, escrevo artigos e outros textos. Fumo cachimbo, sem mesmo gostar.
O humor piora, o período de insônia aumenta. Nervosismo! É como ter um filho: o coração dispara, a mão treme, o sorriso é alegre. Tal momento exige relaxamento profundo e convida-me para uma breve meditação.

Respiro fundo, reflito e relaxo. Em nada adianta, não consigo me desligar desse livro. Quando recebê-lo pronto, vou ler cada uma das páginas minuciosamente, ficarei emocionado com as ilustrações e, certamente, acharei tudo muito bonito e interessante. Respirarei aliviado. É sempre assim, exatamente desse jeito. Temos os mesmos sentimentos de angústia e quando conquistamos algo, ele se vai como se nunca tivesse existido.


(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor do livro “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

sábado

História Inédita


Como conquistar as mulheres?

Por Rodrigo Capella*

Corria pelas estreitas calçadas de São Paulo rumo ao Parque do Ibirapuera. O calor era intenso e a camiseta vermelha fazia-me transpirar mais ainda, como se eu estivesse dentro de um caldeirão. Opa! Bem que podiam cozinhar uma loira junto comigo, de preferência sorridente, gostosa e acompanhada por uma latinha de cerveja.

Exibia o meu corpo atlético, conquistado após quinze anos de terapia ocupacional e seis meses assistindo diversos tipos de filmes, nacionais e estrangeiros. Pela primeira vez, sentia-me confiante, um verdadeiro Deus Grego. Mulheres de vários tipos olhavam pra mim, porém só as feias, que pareciam ter saído do Largo da Batata, é que mexiam comigo. Que maldição! Não devia ter malhado tanto.

- Nossa, que lindo - dizia uma delas.
- Queria um desse lá em casa - disparava a outra.

Ajeitava o cabelo, tirava o suor da testa e dava um sorriso. Que raiva, eu estava gostando daquele chamego. Mas, um solteiro como eu precisava de um bom partido. Continuei correndo! Pensava em muitas coisas: o pneu do carro furado, minha mãe rolando pelas escadas de incêndio, meu irmão passando mal após comer uma coxinha de calabresa.... Pensava em tudo, queria distância daquelas feiosas. "Saiam, saiam, antes que eu chame a carrocinha", disse alto, como se tivesse um megafone nas mãos.

Por falar em cachorro, não poderia esquecer de Brutus. Orelhudo e pulguento, o miserável miava em vez de latir. Miauuu-AU!! Ele chegou em casa com dois meses. Não, Brutus não veio sozinho, tive que buscá-lo no pet shop. Aos poucos, o pequeno animal foi adquirindo outras formas. Pica-pau roedor de móveis, rato comedor de queijo, lesma preguiçosa....

Um cão com crise de identidade? Era só o que faltava. Já bastava o dono. Tomei uma decisão drástica, uma das mais difíceis de minha vida. Por que não mimar o meu cachorro? Minha mãe fez isso comigo, por que não ia funcionar com o Brutus?

A primeira ação foi a de criar um site para ele. Optei pelo www.cachorrorebelde.au Afinal, ele precisava se acalmar um pouco e eu tinha que me ocupar. Qual o solteiro que não gosta de passar horas e horas na frente de um computador?

Aos poucos, Brutus se transformou. Os pêlos ficaram mais brilhantes, parecendo a peruca da Elke Maravilha. Seu rabo ganhou vida própria, achando que era um helicóptero.Brutus mostrou-se mais calmo, sorria várias vezes ao dia e até dava cambalhotas. Nossa, eu estava conseguindo mimar o cachorro.

Ainda rumo ao Parque Ibirapuera, eu corria, corria e as vozes das feiosas continuavam a me perseguir, aterroziando os meus pensamentos:

- Nossa, que lindo - dizia uma delas.
- Queria um desse lá em casa - disparava a outra.

Fingia que não era comigo e continuava correndo, sonhando, lembrando de quando mimava o Brutus. Depois de criar o site, comecei a assistir televisão com ele, mas Brutus não gostava de novelas brasileiras. Mudamos de canal, ele detestou as mexicanas e preferimos alugar alguns filmes . Depois de ver Os 101 Dálmatas, Brutus latia sem parar, levantava as patinhas e se mexia de um lado para o outro, mostrando-se um verdadeiro ator . Ele queria estar em Hollywood.

Mas, o danado continuava a comer o meu chinelo e achei que ele precisava de um pouco de música, talvez clássica. Optei pela quinta sinfonia de Beethoven. O cachorro se acalmava por alguns minutos, mas logo começava a roer tudo novamente. Eu devia ter dado a maçã da Branca de Neve pra ele.

- Nossa, que lindo - dizia uma das feiosas.
- Queria um desse lá em casa - disparava a outra.

Olhei para o lado e as mulheres estavam me seguindo. Nossa, que coisa maluca! Olhei para o chão e vi o Brutus. As feiosas estavam apontando para ele. Ufa! Fiquei bastante contente. Aqueles elogios eram para o Brutus e não pra mim. Deus, obrigado por ter criado os cachorros.

(*) Rodrigo Capella é escritor, jornalista e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Como Mimar Seu Cão" e "Transroca, o navio proibido". Pretende se livrar do Brutus, mas está indeciso. Afinal, nada melhor do que o "melhor amigo do homem" para salvar o escritor dos apuros. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

terça-feira

Voltamos...2007...aeeee...

Como conquistar leitores?

Por Rodrigo Capella*

Esse será, com certeza, o grande desafio do mercado editorial no ano de 2007. Para superá-lo, inúmeras propostas têm sido debatidas nos diversos ambientes literários, mas uma em especial merece comentários, por ser a mais plausível.

Trata-se da imediata inclusão de atitividades editoriais no ambito escolar e universitário, tais como visitas frequentes ás editoras para acompanhamento da diagramação e para a observação da rotina de trabalho dos profissionais que fazem os escritos virarem obras, algumas até clássicas. Tal proposta, muito comum em país de primeiro mundo, aguçaria a curiosidade dos pretendentes a leitores e seria um trampolim para que eles mergulhassem nas histórias, dos mais diversos gêneros. O mecanismo é simples, mas, infelizmente, esbarra-se em questões burocráticas, conservadoras e governamentais. Por isso, precisamos nos inspirar em Policarpo Quaresma, que incansavelmente buscou um Brasil melhor e mais humano. O momento é esse!

Justificando: o mercado editorial só estará contribuindo para um avanço na educação brasileira se o número de leitores aumentar. Caso contrário, ele perderá uma de suas principais funções. O livro precisa, portanto, ser um companheiro do abajur, da mesa do computador e da pia do banheiro. Ele, em poucas palavras, deve, o quanto antes, ser incorporado ao cotidiano brasileiro.O resultado dessa ação será, facilmente, medido por meio de pesquisas junto aos novos leitores, que abordariam a quantidade de livros lidos antes e depois da implantação das atividades editoriais no currículo escolar e universitário. Mas, também com base na análise das vendas das livrarias.

Quem gostar de um livro, vai certamente comprar outro, seja de um mesmo autor ou de um mesmo gênero. Provaremos, com isso, que o deficit de leitura existia porque faltavam incentivos aos leitores. Vamos mudar esse quadro. O ano de 2007 está apenas apenas começando e tem tudo para ser um período de otimismo para nossa literatura.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor do livro "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quinta-feira

Quer uma flor?

quarta-feira

Feliz Natal!

Conferida
Fogo no corredor,
morte,ardente e cruel
,não sei se vou viver,
pra ver o que é seu.
A vida traz lembranças,
ás vezes cansa,
cabeça,
adoeceu?
liberdade plebeu.
Identidade conferida,
mudança de ares.
troco sons e mares.
Ignoro a idade,
vida em vão,
sem paternidade,
dor no coração.

domingo

Olha só.....

Retoque

Poema em branco,

garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos

,vozes você, calado,e os gestos?

quinta-feira

Lançamento................oba!!!!!!!

terça-feira

Vamos latir?

O CACHORRO É MENOS EGOÍSTA DO QUE O HOMEM

POR RODRIGO CAPELLA

Au, au! Brutus sempre abana o rabinho quando eu chego em casa. Ele quer brincar e rapidamente busca a bolinha vermelha, mordendo-a em seus pequenos dentes. Meu amigo é incansável e rimos durante minutos, horas. Depois, conversamos sobre assuntos diversos, política, economia e lançamentos caninos, é claro.

Essas qualidades transformaram Brutus em um grande amigo meu. Estamos sempre juntos, passeando no parque, viajando, correndo atrás dos carros e compartilhando experiências. Hoje, confesso que sou um homem mais maduro e tranqüilo. Minha vida mudou radicalmente. Brutus é um cão mais sociável, tem várias namoradinhas e amigos para passear.

Por todas essas mudanças, é que eu eu não hesitei em adotar um novo companheiro. Wisky chegou com apenas um mês e logo se tornou amigo de Brutus. A dupla, apesar de viver em casas separadas, sempre brinca junta e, a cada passeio, reforça a tese de que os animais são menos egoístas e mais companheiros do que os seres humanos. Au, au!

sexta-feira

Grandes e eternos momentos

Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*

Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,

Fantasias e Mágicos Sonhos.
És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,
Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.
Desejos como esse,
jamais terei.

Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quinta-feira

Meu cachorro Zé fuma charuto....

Por Rodrigo Capella*
Brutus, o meu yorkshire, abandonou-me definitivamente. Pediu férias de um mês e foi viajar para Cuba. Não sei se ele volta. Antes de partir, o quadrúpede fez uma exigência. Pediu que eu abrigasse o seu velho pai, o cachorro Zé, que atualmente desfruta de seus 16 anos bem latidos. Auauauau....Não agüento mais! É Zé pra tudo que é lado. Zé na política, Zé na portaria, Zé na banca de jornal, Zé que late. Caramba, o nome do meu pai também é Zé. O velho apareceu com uma pedra no rim e morreu de tanto urinar sangue. Acho que foi pra pagar todos os pecados. Agora, um novo Zé está na minha casa. Pelo menos, esse não ronca.
Os primeiros dias de convivência foram até que foram harmoniosos. Cachorro Zé se queixou de algumas dores, mas logo se aquietou. Cismou que queria uma roupa nova e lá fomos nós até o shooping mais próximo de casa. Detalhe: gastei quase um tanque de gasolina e o orelhudo nem se ofereceu para dividir os custos.Ao longo dos dias, descobri que meu novo companheiro tinha uns hábitos pra lá de estranhos. Ele nem parecia um cachorro! Zé fumava charuto da melhor qualidade, cubanos, é claro. Bebia vinho francês e ainda passava horas na frente do espelho, testando os lançamentos do ramo de cosmético francês. Deitava na varanda e ficava tomando sol, observando as nuvens, torcendo pela chuva.
O cão gostava de andar no parque, conhecer novas cachorrinhas e correr um pouco para chamar a atenção das orelhudas. Comeu cachorro-quente, bebeu refrigerante e se lambuzou com o sorvete de morango, coberto por cerejas. Demos mais algumas voltas em torno do lado, acompanhando o trajeto feito pelos patos. Zé se mostrou cansado e com sono. Não perdeu tempo, atirou-se no meu colo e dormiu feito uma criança, sem latir e sem fazer a oração. Tive que levá-lo pra casa, como se carregasse um saco de feijão.O cachorro Zé amanheceu com algumas dores, pelo corpo inteiro. Achei que fossem resultado do grande desgaste físico de ontem. Mas, me enganei feio. Fomos ao hospital e o médico recomendou um remédio, caro pra caramba, acho que dava pra comprar toda a nova coleção do Playmobil. Zé estava com pedra no rim e não parava de urinar sangue.Durante os dias seguintes, as dores eram cada vez mais fortes e Zé mal conseguia se mexer.
Voltamos ao hospital e o médico sugeriu que Zé parasse de fumar charutos cubanos. O cachorro não gostou da orientação e fomos pra casa. Lá, o orelhudo acendeu dois charutos e colocou ambos na boca. Ligou a televisão e se divertiu com as aventuras do Scooby Doo. Monstros, fantasmas, sustos e alegrias no final do desenho. Zé abriu um sorriso e aplaudiu.Não se conteve, abrindo uma garrafa de vinho, acho que pra comemorar a boa performance do detetive Scooby. Encheu uma taça, sem que o líquido transbordasse. Soltava fumaça e tomava um gole. Fez isso durante a noite inteira, durante vários dias, durante anos, sem remorso, sem culpa, sem pensar no futuro e sem lembrar do passado.
Fez isso até que fechasse os olhos definitivamente.Brutus nunca mais voltou. Decidiu ficar em Cuba, namorando alguma cachorrinha de lá. De vez em quando, recebo umas cartinhas, com fotos e tudo mais. Nunca me dei ao trabalho de respondê-las. Brutus deve estar fumando charuto cubano, bebendo vinho francês, andando pelos parques, seguindo os patos, observando as nuvens, torcendo pela chuva.
(*) Escritor, poeta e jornalista. Informações: www.rodrigocapella.com.br

sexta-feira

O cavalo de Agatha Christie

Por Rodrigo Capella*

A morte de um sacerdote poderia ser um crime comum, mas nas mãos de Agatha Christie esse episódio se transforma no alicerce necessário para fazer de “O cavalo amarelo” um ótimo suspense. Atualmente, leio esse livro sempre acompanhado de um bloco de anotações para não perder os detalhes e as muitas referências feitas a Shakespeare.

Três mulheres estranhas, que se julgam a reencarnação das bruxas de Macbeth, um papel escondido no sapato do morto e pessoas que desaparecem por telepatia. Esses são alguns dos elementos oferecidos pela Rainha do Crime ao longo desse saboroso romance.

Para tristeza dos fãs de Hercule Poirot, Agatha Christie recorre ao inspetor Lejeune para solucionar tal mistério. E acerta na escolha. Lejeune é o personagem ideal para procurar pistas em um cenário composto por métodos particulares, magia negra e tortura psicológica. Tudo isso é bem distribuído pela autora, sem deixar com que a obra tenha um caráter sobrenatural.(*)

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer

terça-feira

Temporal, tempo........z.............zzz......

Chuva, Chuva, Fuja!

Por Rodrigo Capella*

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada,
entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.
Ternura, agonia, fuja,
enquanto é carnaval.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido" que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Sem Nexo

Retoque

Por Rodrigo Capella

Poema em branco

,garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos,

vozes você, calado,e

os gestos?

domingo

A minha caricatura

terça-feira

Boas risadas.......

sábado

Loucuras de um escriba

Loucuras de um escritor

Por Rodrigo Capella*

Entre um cachimbo e outro, Jonas escrevia pequenas frases em seu diário úmido e manchado por patas de cachorro. Desiludido com o mundo da literatura e com as mãos fixas na caneta, o autor, que chegou a estar na lista dos mais vendidos, procurava se ocupar com pequenas histórias, umas mais absurdas do que as outras. Faltava-lhe imaginação, faltava-lhe elementos para se construir uma boa narração.

Largava o diário, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar o caderno, largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimido e, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca de curiosidades, talvez atrás se sonhos antigos ou simplesmente para respirar um pouco.

Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo e deixando marcas, sinalizava onze e meia da noite. Jonas caminhava freneticamente. Passava por parques, ruas pequenas, campos de futebol. O autor ia em direção á ponte, só podia estar indo naquela direção. O vento forte e o chuvisco atrapalhavam a caminhada, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava.

Cansado e tremulo, Jonas chegou ao destino, debruçou-se na ponte iluminada e antiga, ganhou força extra e saiu correndo até a outra extremidade da construção. Fez isso durante alguns minutos e horas, circulando por quase toda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerola com menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmente durante horas, chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar na casa do autor.

Jonas pensou e acabou cedendo. A pomba branca e extremamente agitada sentiu-se á vontade, como se tivesse a companhia de outras. Pegava o diário do autor, percorrida os corredores e rapidamente largava o caderno. Jonas, em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 e disparou um tiro contra a pobre pomba.

Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro impregnando a casa. Jonas observou tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou a arma e a segurou com uma firmeza singular. Mirou em direção a sua cabeça e sentou na cadeira. Lá, dormiu durante horas, dias e anos.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

segunda-feira

Eu leio, tu les, ele...

Ler pode ser bem divertido

Por Rodrigo Capella *

A inclusão digital é uma boa ferramenta, embora devesse ser rapidamente ampliada. Possibilitar aos jovens estudantes o acesso a cenários virtuais não é e provavelmente nunca será a solução ideal para suprirmos o deficit de educação, que, infelizmente, vem se consolidando pelo Brasil, de Norte a Sul, Leste a Oeste.

A esse acesso devemos agregar aulas sobre a Internet e suas aplicabilidade, dinâmicas educativas com o objetivo de despertar no jovem a busca por informações e conteúdos diversos, e também pesquisas amplas que oferecerão embasamentos antes dos jovens acessarem desenfreadamente a Internet.Justificando: o livre contato com esse mundo virtual pode, na maioria das vezes, transformar os adolescentes em dependentes de jogos com muita luta e sangue, e pouco raciocínio e criatividade, estagnando, desta forma, um processo educativo que se inicia na maternidade e se estende por toda a vida.

Os alunos precisam, então, desde cedo ser incentivados a ler via Internet. Tudo é uma questão de hábito. Se for bem cultivado, os resultados serão muito positivos e veremos, por exemplo, adolescentes colando os olhos na tela para ler obras de autores nacionais, como Machado de Assis e Lima Barreto, mas também de internacionais, tais como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.

Justificando: o contato contínuo com esses romances vai, certamente, enriquecer o vocabulário e a argumentação dos jovens, ampliar sensivelmente o conhecimento literário e histórico, oferecer momentos de puro prazer e, principalmente, mostrar que ler no computador pode ser tão divertido quanto jogar futebol na rua.Vale a pena tentar e buscar um Brasil melhor.

Com esses procedimentos em prática e com muita dedicação dos professores, monitores e alunos, a inclusão digital pode ganhar em importância e, dessa maneira, passar a ser um importante mecanismo de incentivo á leitura, de amadurecimentos psicológicos dos jovens e do conseqüente combate ao deficit de educação.

(*) Rodrigo Capella (contato@rodrigocapella.com.br) é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Agora vai, vai?


Beijo na boca
Por Rodrigo Capella*

Ardente, água, amálgama,
sem nexo.
Pretexto,
agora,

sem texto....

Cadê, o resto do poema?
sem tema.
??

quinta-feira

Cata, isca.....



Escapada
Por Rodrigo Capella*

Cerca idealizada,
na casa que escolherei,
amada sob o monte,
escondida ao longe.

Ventos gelados e úmidos,
toque de vidas alegres,
sem pedir perdão,
ardendo coração.
Decisão oportuna,
vejo fortuna,
largo tudo,
beijo, abraço.

Risco de memória vazia,
bem de casos alados,
arrepios, imensidões,
cor, amor, pavor!

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre
eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor
Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Cadê a sua perna?




Capeta
Por Rodrigo Capella*

Ser um poeta?
capeta, perneta,
despertao mundo de letras,
abafa.

Sem ritmo,
curvas, sem som,além,
exala,

Regresso, o tom,
quem disse que para
ser poeta é
preciso algum Dom?
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de
"Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para
o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

terça-feira

Macabro, maca, abra


Descalabro
Por Rodrigo Capella*

No descalabro contínuo,
eis os traços perversos,
a aliança constrói pudores,

eu,
em busca de meus amores.
Metafísica explica,
injustiças, latidões e atitudes
bloqueiam anseios e vontades,
lutam contra projetos e verdades.
Homens egoístas observam

o passar do tempo,
o futuro adversário,
a matança cruel,
no descalabro contínuo.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista,
autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser
adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

segunda-feira

Contagem regressiva para o Natal. 1.000, 999, 998....



Cupim de Natal
Por Rodrigo Capella*

A árvore piscava com tal fervura,
Bolas brancas e vermelhas davam o realce,
Enfeites de laços e cavalos carregavam ternura,
No olhar da criança.

Piscava num ritmo prolixo,
Fixamente olhava o enfeite mais alto,
Era um papai noel no topo da árvore,
Despertando nuança no olhar meigo.

A criança, enfeitiçada estava
A admirar o falso real,
A crer que papai noel iria,
Descer da árvore e dá-lhe
Um beijo no rosto.

Observava a árvore diariamente,
Como se buscasse um algo mais,
Percorria ao redor dos galhos,
Sentia o perfume vago.

Fixava os olhos atrás da árvore,
Abria e fechava a porta do armário,
Passava a mão num furo,
Feito por cupim.

Observava a árvore,
Canto por canto,
Estava quase aos prantos,
Queria ver se o furo,
Ia contaminar os enfeites,
Derrubar os galhos,
Estragar papai noel
E paralisar os cavalos.
(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca,
o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor
Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

CALE A BOCA, AGORA!!!



Calado

Por Rodrigo Capella*

Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!

Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de uma gralha.

Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista.

sábado

Now, nesse momento

Agora

Por Rodrigo Capella*

Fúnebre momento hilário,
Percorre toques de olhar,
Calafrio, imensidão,
O contrário digo não.

Veias da imaginação,
Suar entre gestos,
ublime a minha volta,
Corda, a toda hora.

Ventos que sopram calados,
Amaldiçoados, coitados,
Tempo, vago atado,
Correr, sangue intenso.

Eu mesmo perdido,
Tardio é meu vão,
Coração triste e oco,
Nem pensar em perdão.

Caramba, senso não há,
Palavras perdidas,
O que cita ação,
Intensa, revolta, agora.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Sangre, vermelho....


Conferida

Por Rodrigo Capella*

Fogo no corredor,
morte,
ardente e cruel,
não sei se vou viver,
pra ver o que é seu.

A vida traz lembranças,
ás vezes cansa,
cabeça, adoeceu?
liberdade plebeu.

Identidade conferida, mudança de ares.
troco sons e mares.
Ignoro a idade,
vida em vão,
sem paternidade,
dor no coração.


(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Reboque, ré, toques.....


Retoque

Por Rodrigo Capella*

Poema em branco,
garrancho,
ai, que me perdoar.

Sonhos, repletos,
vozes você,
calado,
e os gestos?

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de
"Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado
para o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

Tá molhado???






Chuva, Chuva, Fuja!

Por Rodrigo Capella*

Raio de brilho omisso,
terra, de mim desgastada
,entre ofícios e ócios,
vida apagada.

Tempo de ternura e agonia,
vento com chuva carregada,
prefiro momento controlado,
vida, tempo confiscado.

Quadro sem luz,
caminho tortuoso de moral.

Ternura, agonia,
fuja,enquanto é carnaval.

(*) Poeta, escritor e jornalista. Autor de “Transroca,
o navio proibido”, que vai ser adaptado para
o cinema pelo cineasta Ricardo Zimmer.

terça-feira

Rimar, ri ri, rir, dar risadas

Atitude
Por Rodrigo Capella (*)
Rimar faz mal,
coitado do poeta,
que por qualquer razão,
quer ligar, rimar, juntar.
Prefiro versos soltos,
pequenos e grandes,
cheios de gentes,
cantantes, falantes, antes.
Porra! O que eu faço?
versos e rimas,
narro fatos.
Reflito o momento,
comento, assuntos assim,
não vejo essência,
em fazer versos pra mim.
(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca,
o navio proibido", que vai ser adaptado para os
cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

Uma flor...........






Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*

Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,
Fantasias e Mágicos Sonhos.

És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,
Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.

Desejos como esse,
jamais terei.
Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.

Os filmes da minha vida

Por Rodrigo Capella*

O filme só é bom quando me surpreende e acrescenta elementos novos ao meu estilo de vida. Não gosto de assistir películas que são inertes aos acontecimentos socioculturais e priorizam a ficção absurda à la "Missão Impossível". Os gêneros dos filmes listados abaixo variam desde a uma boa comédia ao suspense bem construído. Você já assistiu a algum deles?

"Uma Mente Brilhante" (2001):
Com roteiro de Akiva Goldsman, o diretor Ron Howard traz aos cinemas a história de um matemático, muito bem interpretado por Russell Crowe. A arquitetura se faz dinâmica do início ao ápice da trama, ora apresentando elementos reais, ora sobrepondo-os aos ideais surrealistas de um homem que supera obstáculos, retorna à sociedade e vence o prêmio Nobel de Matemática. Filme vencedor de quatro Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor.Diretor: Ron Howard.
Roteiro: Akiva Goldsman.

"O Colecionador de Ossos" (1999):
O melhor suspense de todos os tempos, deixando para trás clássicos como "Seven - Os Sete Crimes Capitais" e "Efeito Borboleta". Todo cuidado é pouco para a dupla Denzel Washington e Angelina Jolie, que correm contra o tempo para estudar pistas e solucionar uma série de crimes bem executados. Respire fundo e prepare-se. "O Colecionador de Ossos" vai lhe oferecer momentos de fortes batimentos cardíacos.Diretor: Phillip Noyce
Roteiro: Jeremy Iacone.


"Garotas do ABC" (2004):
Película do premiado diretor Carlos Reichenbach, "Garotas do ABC" aborda temas polêmicos e não-digeridos pela sociedade ao narrar com força as aventuras de Aurélia e seu namorado Fábio Tavares. Racismo, drogas e dependência sexual são apresentados por novos ângulos, sem fugir da realidade tal como ela é e, por muito tempo, será.Diretor: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach e Fernando Bonassi.

"Dona Flor e seus dois maridos" (1976):
Divertimento constante, com belas cenas e piadas sem cortar bruscamente as seqüências. Sensual e inovador, ao ressuscitar um morto, o longa de Bruno Barreto mereceu uma grande bilheteria. Até hoje, "Dona Flor e seus dois maridos" é estudado nas academias e lembrado por quem realmente gosta de cinema brasileiro.Diretor: Bruno Barreto.
Roteiro: Bruno Barreto, Eduardo Coutinho e Leopoldo Serran.

"Gabriela" (1983):
Muito sexy, Sonia Braga brilha nesse outro filme de Bruno Barreto. O longa faz uma análise precisa sobre o coronelismo brasileiro, apresentando o luxo da sociedade do início do século XX, composta por intelectuais, mas também por trambiqueiros, prostitutas e outros personagens ofuscados.
Diretor: Bruno Barreto.Roteiro: Bruno Barreto, Flávio R. Tambellini e Leopoldo Serran.

"E.T." (1982):
Não gosto de filmes muito ficcionais e sem realidade, mas a forma como foi trabalhado caracterizou "E.T". como uma película de sentimentos e aventuras inteligentes, levando-me a reservar um espaço na estante para esse surpreendente e genial longametragem, o melhor de Steven Spielberg.
Diretor: Steven Spielberg.
Roteiro: Melissa Mathison.

"Tomates Verdes e Fritos"
Com uma história comovente e reflexiva, "Tomates Verdes e Fritos" é o típico filme de transformação. Mulher deprimida e seguindo a mesma rotina procura um algo mais e, em poucos dias, torna-se uma outra pessoa. Essa película poderia ser um filme comum, mais um em nossa estante, mas o diretor Jon Avnet propõe um novo tom e joga com a câmera proporcionando bons momentos, principalmente nos flash backs.
Diretor: Jon Avnet. Roteiro: Fannie Flagg e Carol Sobieski.

Créditos: Você deve ter estranhado o fato de eu não citar pelo menos um filme de Alfred Hitchcook. Regados a suspense e adrenalina, eles encabeçariam as listas dos principais críticos especializados em cinema. Concordo com esses profissionais, mas o mestre tem, pelo menos, dez obras-primas e não se pode priorizar uma em detrimento da outra.

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor devários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.Informações: www.rodrigocapella.com.br ou contato@rodrigocapella.com.br

domingo

Quem é cachorro?


Por Rodrigo Capella*

O cachorro não late apenas para espantar baratas ou para intimidar um outro companheiro peludo. O som de um animal de quatro patas pode dizer muitas coisas, surpreendendo até mesmo os especialistas no assunto. Calma! Não fique nervoso e deixe a carteira em cima da mesa. O pulguento não está interessado em dinheiro, mas sim em comida, brincadeiras e, é claro, muitos abraços.As irmãs Debby e Diana, muito bem cuidadas por Thomas Büttcher, deitam-se no chão, esticam as patas dianteiras e disparam um forte latido sempre que o guitarrista da banda Bastardz faz alguma apresentação barulhenta em seu quarto. “Olho para elas e tenho a sensação de que não estão gostando do som. É uma pena, pois eu as adoro muito, trato como se fossem minhas filhas”.Calma, Thomas, não é bem assim.
Debby e Diana podem estar pedindo um pouco mais de carinho, esclarece a veterinária Carolina Dias Gimenez, da Pet Center Marginal. "O cão é capaz de chamar a atenção do dono sempre que necessário. Mas somente tendo uma boa convivência com o cachorro, é que o proprietário aprende a linguagem de seu animal de estimação e a comunicação flui naturalmente”.Mas, vamos adiante. Afinal, a comunicação canina não fica apenas nos ruídos, garantem os estudiosos. É bastante comum os quadrúpedes usarem uma parte do corpo, por menor que ela seja, para pedir algo. A bichon bolonhês Brida, por exemplo, encosta o focinho na perna do cineasta Carlos Reichenbach para dizer que está com vontade de passear. “Se eu não atendo aos cutucões de minha pequena e inteligente amiga, ela chora desesperadamente. Meus três filhos já passaram dos vinte e cinco anos e ela com certeza se tornou a criança da casa”, relata o diretor, que se mostra um grande defensor da raça canina.
A prova disso são os números: ele já dividiu o lar com mais de trinta cães, das diversas raças e tamanhos. Já a maltês Preta, de três anos, usa os dentes afiados e lasca uma mordida no ator Marcelo Médici na tentativa de impedir a ida dele ao trabalho. “Ela segura o meu calcanhar com força, mostrando a sua insatisfação. É uma verdadeira guerra que enfrento dia-a-dia. Mas, quando percebe que vai junto, Preta se transforma e abana o rabinho para dizer que está feliz”, dispara o ator, um dos destaques da novela Belíssima, da TV Globo. Marco Antonio Gioso, professor de veterinária da Universidade de São Paulo (USP), observa que há exceções. “Alguns animais abanam o rabo também quando estão estressados ou para revelar uma irritação. Não há uma regra para esse tipo de comportamento canino. É preciso estudar caso a caso”.Tentar identificar o que o pulguento quer dizer ao abanar o rabo é tão difícil para o dono de cachorro quanto acertar a mensagem que o peludo passa ao mexer as orelhas.
Tal complexidade motivou o desenvolvimento de estudos e mais: vem encucando veterinários, que buscam explicar a comunicação canina. “Cães não são gente, por isso se comunicam também com as orelhas, levantando-as para prestar atenção em alguma conversa e abaixando-as para mostrar submissão ao dono ou a outro cachorro”, exemplifica Marco, destacando que os quadruples também se comunicam através dos olhos. O guitarrista Thomas e o ator Marcelo sabem muito bem disso. “Debby e Diana lançam olhar de tristeza quando querem um abraço. Elas são corajosas, pacientes, observadoras, amorosas e mansas, apesar de pertencerem á raça pastor alemão.
Com grande freqüência, eu faço uns agrados para retribuir a dedicação de minhas companheiras”, diz o integrante dos Bastardz. Marcelo também cede aos encantos de Preta. “Quando eu chego das gravações da novela, os olhos de jabuticaba de minha amiga mostram que ela quer brincar. Preta vai até a caixa de brinquedos, escolhe uma bolinha e vem correndo em minha direção. Tiro o objeto da boca dela e arremesso longe. Preta trás a bolinha de volta e a brincadeira recomeça. Ela é um ótimo cão de companhia, mostrando-se, na maioria das vezes, muito dócil e carinhosa”, elogia o ator, que é membro da Suipa, uma entidade que protege os peludos.
Depois de saber que os cães se comunicam pelo latido, mordida, orelha e rabo, você deve estar se perguntado: os cães não dão risadas? Os veterinários consultados pela Romano foram unânimes: não, os peludos não exibem um sorriso, apesar de abrirem a boca e de colocarem a língua para fora. Bom, deixamos os sorrisos de lado e, agora que você aprendeu mais sobre a linguagem canina, não descuide: o seu companheiro pode reservar algumas surpresas não muito agradáveis, alerta o veterinário Marco Antonio Gioso. “Se não forem compreendidos, os cães podem rasgar todo o papel higiênico do banheiro, destruir o portão da casa, fazer as necessidades em local não habitual e quebrar algumas coisas”.

(*) Rodrigo Capella
Escritor, poeta e jornalista. Autor de vários livros, entre eles “Como Mimar Seu Cão”, “Enigmas e Passaportes” e “Transroca, o Navio Proibido”, que vai ser adaptado para os cinemas pelo diretor Ricardo Zimmer.E-mail: contato@rodrigocapella.com.brSite: www.rodrigocapella.com.br

quarta-feira

Mais comentários...


Os comentários sobre o vídeo “Poesia fora do papel”, postado no You Tube, continuam. Acompanhem:



“Olá, Rodrigo,Muito bom o "Morra, morra!" Bom também saber do livro que será lançado em breve. Parabéns pela performance. Um abraço, Angelina Garcia”


“Certo, certo, acabei de ver, gostei. vai assustar a mãe!!!!!!!!! hehehehehe (aquela palmada foi f....) foi bem quando fui ajustar o som!! Hahaha Valeu Rodrigo, não sabia que você era ator também!!Abs, Mauro Boimel”

Para assisitir ao vídeo no You Tube, clique aqui

terça-feira

O vídeo foi um sucesso!!!!


Mal foi ao ar e o vídeo "Poesia fora do papel", no qual eu interpreto a poesia "Mora, mora", gerou vários comentários. Entre eles o de meu amigo escritor Sérgio Grigoletto. Acompanhe abaixo:

"Rodrigo! Ficou fantástico! Mesmo minha conexão sendo discada, valeu a pena carregar. Vou indicar pro pessoal, fazer uma postagem em meu blog. Abraços, meu querido amigo e talentoso poeta! Sérgio Grigoletto".
O escritor Sérgio Grigoletto postou uma notícia em seu blog sobre o vídeo "Poesia fora do papel". Acompanhe:
Para assisitir ao vídeo no You Tube, clique aqui

segunda-feira

Assista a um vídeo do You Tube



Amigos, apresento-lhes um vídeo que fiz para o You Tube.
Para assistir clique no link abaixo.
Abraços e boas risadas a todos.

http://www.youtube.com/watch?v=nKcPrculL9c

domingo

momentos, momentos

Momentos como esse

Por Rodrigo Capella*


Luzes de Lindos Lábios,
Raios Tênues e Cristais,
Momentos de Desejada Dor,
Fantasias e Mágicos Sonhos.

És tão bela e insensata,
Carícias sem abraços,
Dores de belas canções,


Beijo, sensações.

Venero-a como uma flor,
Puras luzes obscuras,
Tua rara beleza.

Desejos como esse,
jamais terei.

Pensar em você,
não morro por quê?

(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sábado

Palhaçadas 2006 - Eu prefiro............


Eu prefiro ficar em casa, cuidando do meu cachorro, a enfrentar fila e votar nessas eleições. Em um país como o Brasil, o voto definitivamente não poderia ser obrigatório. Vivemos numa democracia ou numa escravidão eleitoral? Abraços a todos. Au! Au!

terça-feira

Loucura, loucura........

Loucuras de um escritor
Por Rodrigo Capella*
Entre um cachimbo e outro, Jonas escrevia pequenas frases em seu diárioúmido e manchado por patas de cachorro. Desiludido com o mundo da literaturae com as mãos fixas na caneta, o autor, que chegou a estar na lista dos maisvendidos, procurava se ocupar com pequenas histórias, umas mais absurdas doque as outras. Faltava-lhe imaginação, faltava-lhe elementos para seconstruir uma boa narração.
Largava o diário, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar ocaderno, largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimidoe, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca decuriosidades, talvez atrás se sonhos antigos ou simplesmente para respirarum pouco. Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo e deixando marcas,sinalizava onze e meia da noite. Jonas caminhava freneticamente. Passava porparques, ruas pequenas, campos de futebol. O autor ia em direção á ponte, sópodia estar indo naquela direção.
O vento forte e o chuvisco atrapalhavam acaminhada, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava.Cansado e tremulo, Jonas chegou ao destino, debruçou-se na ponte iluminada eantiga, ganhou força extra e saiu correndo até a outra extremidade daconstrução. Fez isso durante alguns minutos e horas, circulando por quasetoda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerolacom menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmentedurante horas, chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar nacasa do autor.
Jonas pensou e acabou cedendo. A pomba branca e extremamente agitadasentiu-se á vontade, como se tivesse a companhia de outras. Pegava o diáriodo autor, percorrida os corredores e rapidamente largava o caderno. Jonas,em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 e disparou umtiro contra a pobre pomba. Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro impregnando a casa. Jonasobservou tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou a arma e a seguroucom uma firmeza singular. Mirou em direção a sua cabeça e sentou na cadeira.Lá, dormiu durante horas, dias e anos.
(*) Rodrigo Capella, 25 anos, é escritor, poeta e jornalista. Autor devários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que vai seradaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Poema de um amigo


Publico abaixo o poema de um amigo, que, infelizmente, prefere dançar forró a escrever poesia. Digo infelizmente pois seus versos são sensacionais e merecem ser lidos. Com vocês, os versos de David Gomes:


Eu Também...

Se te fiz chorar,

me perdoa,
Cada lágrima sua,
está na minha face também,

Se te fiz tristeza,
não se magoe,
Cada olhar vago seu,
o meu se perde também,

Se te fiz chateada,
me desculpe,
Cada pesar seu,
é meu também,

Se te fiz ferida,
cuida-se,
Cada ferida sua,
me arde também,

Senão te carinhei,
me considere,
Cada carinho ausente,
carente fiquei também,

Senão beijei,
não sinta falta,
Cada sonho,
te tive também,

Se te fiz sorri,
se lembre,
Cada sorriso seu,
meus lábios tem também,

Se te fiz suspirar, se alegre,
Cada suspiro,
provei também,
Se te fiz saudades,
esquece,

Cada instante,
sua falta tive também.

sábado

A pedido de meus amigos, republico o poema Atitude:


Atitude

Rimar faz mal,
coitado do poeta,
que por qualquer razão,
quer ligar, rimar, juntar.

Prefiro versos soltos,
pequenos e grandes,
cheios de gentes,
cantantes, falantes, antes.

Porra! O que eu faço?
versos e rimas,
narro fatos.

Reflito o momento,comento,
assuntos assim,
não vejo essência,
em fazer versos pra mim.

*Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de diversos livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

Meu cachorro é tarado por petisco.................................


Por Rodrigo Capella*

Uísque seria um cãozinho normal, se não fosse o seu incrível desejo de experimentar novos petiscos. Queijo, presunto, salame, mortadela. Não importa o sabor. Uísque é tarado por salgados e fica bravo quando Juliana, sua dona, passa muitos dias sem oferecer esses alimentos deliciosos.

O vício é tanto que o cãozinho não economiza seus truques a la Harry Potter para chamar a atenção de Juliana e ganhar o grande prêmio, um petisco. Ele faz de tudo. Destrói as meias, lambe o sofá e, de quebra, morde a bunda do carteiro, deixando marcas. Juliana fica envergonhada, pede desculpas, mas o carteiro não responde; sabe que isso ainda vai acontecer muitas vezes.

No fim do dia, um pouco antes do jantar, a pequena menina sempre acaba perdoando o cachorro e leva o pulguento para passear numa praça bem arborizada. Lá, observa um rapaz, atlético e sem camisa, que acena com uma das mãos. É Marcelo, um antigo namorado de Juliana. Terminaram há dois meses e a atração entre eles é muito grande.

O motivo da separação é, aparentemente, banal, mas pode ser facilmente compreendido. Após ir ao cinema e assistir o Código Da Vinci, a pequena menina convidou o namoradinho para entrar em casa e, quando abriu a porta, encontrou tudo destruído. Uma onda gigante parecia ter entrado na casa. Juliana olhou para Uísque, que estava escondido atrás da porta, louco por um petisco. Marcelo, que não arruma nem o quarto dele, saiu correndo, sem rumo, sem direção. Depois desse episódio, eles nunca mais se viram.

Juliana e Uísque continuaram a andar pela praça. Mendigos pediam dinheiro, pessoas andavam de bicicleta e um rapaz vendia bolinho de queijo. O cheiro rapidamente entrou nas narinas de Uísque. O cãozinho soltou-se da coleira e correu em direção ao carrinho, como se estivesse no cio atrás de uma cadelinha. O que se viu a partir daí foi um verdadeiro show de horror. Uísque lambeu o vendedor, derrubou o carrinho e comeu quase toda mercadoria. Juliana não tinha dinheiro para pagar o prejuizo e teve que chamar os país. A pequena menina e o cãozinho acabaram trancados num canil e, se não fosse a mãe dela ter remorso, dormiriam a noite lá, ao relento, passando frio e fome.

Mas, essa não foi a situação mais absurda que Juliana viveu. Ela se lembra de outras. Uísque, num belo dia, decretou greve de fome. O motivo dessa travessura: ele não recebeu petiscos durante quase uma semana. Juliana indignou-se e não teve dúvida: ignorou o cãozinho, que acabou triste e doente. A menininha mostrou-se arrependida e abraçou Uísque, como se ele fosse um ursinho de pelúcia bem peludo. No dia seguinte, o cachorrinho ganhou uma grande caixa de petiscos e abanou o rabo durante três horas.

Juliana lembra-se de muitas histórias protagonizadas por Uísques, algumas até estão anotadas no diário da menininha, que dá muitas risadas quando se lembra dos fatos. No último Carnaval, a dupla dinâmica viajou para Florianópolis, onde a tia de Juliana tem uma casa enorme, com piscina, piano e bananeira.

Quando chegou ao jardim, Uísque, não titubeou, e rapidamente comeu as rosas vermelhas, que estavam lindas e cheirosas. A tia de Juliana berrou longamente e Uísque correu para se esconder debaixo da mesa. O motivo dessa travessura: ele não recebeu petiscos durante quase uma semana.

Depois de todas essas esquisitices, Juliana aprendeu a lição: o Uísque deve comer petisco todos os dias, senão ele fica louco e comete maluquices, inexplicáveis até mesmo para a ciência canina. A pequena menina sabe também que todos os cães, assim como os homens, têm defeitos e que esses devem ser respeitados para que a convivência fique cada vez mais harmoniosas e saborosas, assim como os petiscos. Hum...

(*) Rodrigo Capella é escrito, poeta e jornalista, autor de vários livros, entre eles "Como mimar seu cão" e "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinemas. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

segunda-feira

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Calado

Por Rodrigo Capella*

Trovões, mundo aqui
Não quero dizer,
Não vou pensar,
Me deixe, quero calar!


Adormecida estás,
Entorno da ilha,
Querendo gritar,
Ao som de uma gralha.


Fogo cruzado,
Amor desgastado,
Estou aqui,
Por enquanto, calado.


(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

Esqueça, esqueça!!!!!!

Esquecer

Por Rodrigo Capella*

O orgulho perpétuo em linha,
se faz preciso,
chega a ser inexistente,
alcança o patamar da esperança,
mas não evolui.

Ambiente tenso e fechado,
percorre condições inusitadas,
no eterno calafrio minh' alma.

Ambiente torna-se orgulho,
ambos competem por momentos,
ambos querem ser destaque,
Por que temos que aparecer,

se o ser humano tende a nosesquecer?

(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para os cinemas pelo cinesta Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

Imune

Por Rodrigo Capella*

Percorres jeito,
assumes tempestade,
procuras majestade,
quer ser alguém,

mitos!

Imito, ao céu tenso,
no caminho percorre,
ventos,
exala perfume,
me faz imune.

*Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. www.rodrigocapella.com.br

Imune

Por Rodrigo Capella*

Percorres jeito,
assumes tempestade,
procuras majestade,
quer ser alguém,

mitos!

Imito, ao céu tenso,
no caminho percorre,
ventos,
exala perfume,
me faz imune.

*Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. www.rodrigocapella.com.br

sábado

Mais uma polêmica......

O Brasil precisa de leitores

Por Rodrigo Capella (*)

Muito se tem falado que o déficit de leituras no Brasil só pode ser solucionado com um maciço investimento em alfabetização, vindo de iniciativas privadas ou públicas. Puro engano. Ensinar as pessoas a escrever os respectivos nomes não contribui para o aumento dos livros lidos.


Precisamos, sim, de um programa baseado no conceito de letramento. Justificando: a pessoa toma gosto pela leitura somente quando entende o que está lendo e constrói mentalmente os cenários descritos, envolvendo-se com cada uma das páginas, letra a letra.

Esse contexto, embora óbvio e essencial, está presente em menos de 10% das escolas e universidades brasileiras, segundo dados que obtive junto a profissionais dessa área. A explicação: na maioria das instituições, crianças e adolescentes são submetidos a tarefas desgastantes, principalmente a de ler livros difíceis e, posteriormente, realizar uma prova sobre a história, conflitos e personagens apresentados.

Atividades como essa contribuem e muito para que, infelizmente, leitores traumatizados e angustiados se afastem definitivamente dos livros, por melhor que esses sejam. Fica claro, então, que a leitura, seja ela em âmbito escolar ou familiar, não deve ser obrigatória, e sim estimulada a todo instante.

Uma alternativa é deixarmos de lado as normas existente e desenvolvermos atividades associadas ao letramento, apresentado anteriormente. O método: professores e pais criam tarefas educacionais, como por exemplo, a encenação de um trecho do livro, e mostram, para as crianças e adolescentes, que a leitura é importante para despertar a criatividade, enriquecer o vocabulário, se escrever corretamente e até mesmo construir novas amizades.

Com essa postura, formamos leitores interessados em ultrapassar as fronteiras do conhecimento, em traçar metas ousadas e em devorar Machado de Assis, Sir. Athur Conan Doyle e as mais complicadas obras de Gabriel García Márquez. E o melhor: quem se apega aos livros, dificilmente consegue viver sem eles.


(*) Escritor e poeta.
Por que lemos pouco?

por Rodrigo Capella*

O brasileiro lê, em média, um livro por mês. Não se trata de uma
estatística precisa, mas sim de um número calculado após muita observação.
Justificando: o tempo para lazer é relativamente curto e as pessoas têm poucos
minutos para se dedicar á leitura e absorver os conhecimentos escritos, que
podem ir desde a uma palavra nova até curiosidades sobre a vida de personagem
históricos.
Pode-se também viajar ao Japão em poucos segundos e conhecer uma
cultura totalmente diferente; pode-se reviver a época de ouro dos Beatles;
pode-se sonhar com momentos maravilhosos num mundo cada vez mais agitado.

Nessa pressa de mundo globalizado, não é raro, portanto, encontramos
homens e mulheres olhando fixamente para o livro enquanto se penduram num ônibus
lotado ou devorarem páginas e páginas na sala de espera do dentista ou ainda
sentarem no banco da praça e dedicarem algum tempo do almoço para virar duas
páginas e interpretar algumas figuras.

O esforço é louvável, embora insuficiente. Na Europa, lê-se três livros
por mês, totalizando trinta e seis ao ano, um número bem expressivo perto da
marca brasileira que, quando muito, chega aos doze anuais. Eis a pergunta que,
infelizmente, precisa ser feita:

Por que o brasileiro lê pouco? A preguiça é o principal fator e,
normalmente, vem associada ao desinteresse pela leitura. Como desculpa, dizem
que o tempo para lazer é curto. A população e os críticos literários assimilaram
essa informação com tal força e sustentam como se ela fosse verdadeira,
enganando a todos e estagnando um processo vicioso. Dessa forma...

Está na hora de uma verdadeira revolução no mundo das letras, com
propostas, metas e ações bem definidas. O livro deve estar sempre ao lado do
abajur, na mesa da sala, do lado do computador, debaixo do braço. Ele, em poucas
palavras, deve ser incorporado ao cotidiano dos brasileiros.

Motivo: a leitura estimula a imaginação, auxilia o homem a buscar
soluções para os problemas do mundo e, de quebra, constrói um país de leitores,
característica que, infelizmente, anda muito em falta por aqui e dificilmente
será mudada. Por que?

A preguiça, conforme dito anteriormente, está enraizada no povo
brasileiro, que sonha em ser primeiro mundo, mas esquece que uma boa educação
começa na leitura do primeiro parágrafo de um livro, nas primeiras palavras de
um texto e na atitude de dedicar poucos minutos á leitura de livros
enriquecedores.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre
eles Como mimar seu cão e Transroca, o navio proibido, que será adaptado para os
cinemas.

terça-feira

Poema para beber!!!!!!!



Obrigada

Dizem que falo "obrigada",
Tô nem aí me dou risada,
A vida continua,
Toda nua.

Da barriga, o homem vem,
E depois debocha,
Queria ver,
Se todas as mães fossem brochas.
Fortes, palavras femininas,
Colorido, não falta,
Areia, luz e flauta.

Porra!
Amplo, conceito,
Falar das mas masculinas?
Foda-se o preconceito!
Tênis, carro, vídeo,
Que graça tem?

Prefiro cachaça,
Que minha vizinha serve como ninguém.