Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

terça-feira

Como foi 2007?



2o07: Esse ano foi muito bom! Participei de várias feiras literárias, em debates e mesas redondas, e fiz seis lançamentos, em vários Estados brasileiros. Acompanhe:



São Paulo (SP): lancei o livro "Poesia não vende", na Livraria da Vila.





Florianópolis (SC): lancei o livro "Poesia não vende",

na Livraria Siciliano, do Beiramar Shopping.



Curitiba (PR): mais um lançamento do livro "Poesia não

vende", dessa vez na Feira do Livro de Curitiba.



Porto Alegre (RS): quarto lançamento do livro

"Poesia não vende", na Feira do Livro de Porto Alegre.




Cuiabá (MT): quinto lançamento do livro "Poesia não vende",

na Livraria Adeptus, do Shopping 3 Américas.




São Paulo (SP): em São Paulo, também lancei

"Rir ou chorar", meu mais novo livro.



2008 PROMETE, PORQUE UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS, LIVROS E PALAVRAS

domingo

Virei personagem de história em quadrinhos

Amigos, recebi a notícia de que virei personagem de história em quadrinhos. A história se passa em Cuiabá e se chama quarto das letras. Nela, eu deixo uma seringa cair no chão e meu amigo Lorenzo Falcão não pode mais assinar sua obra com sangue. Confiram abaixo uma cena da história; eu estou do lado esquerdo:

sábado

Debate em Floripa - Dia 15 de dezembro


Amigos, no dia 15 de dezembro, ás 15 horas, em Floripa, vou participar do debate "Internet e Poesia: isso combina?", juntamente com os poetas catarinenses Marco Vasques, Maura Soares e Ricardo Rayol. O debate faz parte da Feira do Livro, a ser realizada no Largo da Alfândega.

O evento vai discutir sobre a qualidade das poesias publicadas em blogs, os critérios que o segmento editorial utiliza para publicar livros de poesias, a relação entre poesia e Internet e também quais os métodos que podem ser utilizados para se escrever uma boa poesia. Mais informações no blog oficial do debate: http://internetepoesia.blogspot.com

terça-feira

Nova homepage - Imperdível


Amigos, tem mudanças na minha homepage, feitas pelo ótimo webdesigner Leonardo Sobral, confiram aqui

sábado

Caderno Poético

Apresento abaixo o meu caderno poético, feito com a ajuda da minha namorada Juliana (professora), que será leiloado em benefício da ONG Vira-lata é 10. A iniciativa do leião é de minha amiga poetisa Lunna Guedes. Opa! Au Au Au....



sexta-feira

Bate-papo com estudantes, em Cuiabá - MT

Em Cuiabá, no dia 13 de novembro, participei de uma conversa com 200 estudantes do Colégio Maxi, na Livraria Janina, do Pantanal Shopping. Na palestra, participaram também o agitador cultural Lorenzo Falcão, o performer poético Neneto e o professor do Maxi, Leão. Confira abaixo as fotos, tiradas por Vicente Souza:

Da esq para a dir: Neneto, Lorenzo Falcão, Rodrigo Capella e Leão


Alunos do colégio Maxi, durante a palestra, na Livraria Janina

quarta-feira

Lançamento do Livro "Poesia não vende" em Cuiabá - MT

Toda florida e com uma alta temperatura (quase 40 graus). Assim estava Cuiabá no dia 13 de novembro, quando lancei o meu livro "Poesia não vende", na Livraria Adeptus, do Shopping 3 Américas. O evento foi organizado por Lorenzo Falcão. Acompanhe abaixo algumas fotos, tiradas por Thiago Caramuru:






















Lançamento do livro "Poesia não vende" na Feira do Livro de Curitiba - PR

Quando cheguei a Curitiba para lançar "Poesia não vende", na Feira do Livro, encontrei uma cidade já decorada para o Natal. O clima quente e bem atrativo proporcionou um lançamento bem descontraido, no dia 10 de novembro. Encontrei com o amigo e escritor Moacyr Scliar, que disparou: "Rodrigo, você é um defensor da poesia e um grande talento literário". Acompanhe abaixo algumas fotos, tiradas por Regianne Mota:







domingo

Lançamento do livro "Poesia não vende", na Feira do Livro de Porto Alegre - RS

Amigos, no dia 03 de novembro, eu lancei o meu livro "Poesia não vende", na Feira do Livro de Porto Alegre. Foi muito bacana!!! Abaixo seguem algumas fotos, tiradas por André Silva:

















sexta-feira

Fotos do Lançamento do meu quinto livro, chamado "Rir ou chorar"


O lançamento do meu quinto livro, chamado "Rir ou chorar", realmente me surpreendeu. O evento ocorreu dia 30 de outubro, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e estava lotado!! "Rir ou chorar" foi lançado pela Imprensa Oficial e faz parte da Coleção Aplauso, comandada por Rubens Ewald Filho. O livo é uma biografia do cineasta Ricardo Pinto e Silva e é também um livro sobre bastidores do cinema, contando histórias curiosas e engraçadas sobre importantes atores. Agradeço a Imprensa Oficial por ter organizado mais uma bela festa e agradeço também quem apareceu por lá!!! Acompanhe abaixo algumas fotos, tiradas por Anselmo Gomes:



Rubens Ewald Filho e Rodrigo Capella





Autografando o livro "Rir ou chorar" para Bibi Ferreira




O cineasta João Bastista de Andrade, o ator John Herbert e Rodrigo Capella

Jandira Martini, Rodrigo Capella, Ricardo Pinto e Silva e Marcos Caruso



Rodrigo Capella e Osmar Santos


Leon Cakoff, criador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e Rodrigo Capella

quarta-feira

Lançamentos - São Paulo e Porto Alegre

1)
Em São Paulo, no dia 30 de outubro (próxima terça-feira), vou lançar o meu quinto livro, chamado "Rir ou chorar: o cinema de sentimentos", durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O lançamento vai ser ás 19 horas, no quinto andar do Shopping Frei Caneca.


2)
Depois de lançar o meu livro "Poesia não vende" em São Paulo e Florianópolis, chegou a vez de lançá-lo em Porto Alegre. O lançamento vai ser no dia 03 de novembro(sábado), ás 14h30, na Praça de Autógrafos, durante a Feira do Livro de Porto Alegre.







terça-feira

Capa do meu quinto livro, que será lançado dia 30 de outubro, ás 19 horas, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo


Lançamento do quinto livro

Lançamento do livro "Rir ou chorar: o cinema dos sentimentos"
Autor: Rodrigo Capella
Data: TERÇA, 30 de outubro - 19h

Local: Shopping Frei Caneca - 5º piso
Endereço: R. Frei Caneca, 569 - Consolação - São Paulo /SP

domingo

Nessa semana, estarei...


Dia 08, segunda-feira, farei uma apresentação no Masp, em São Paulo, ás 19h30. Vou ler poemas da enigmática Cecília Meireles.

Dia 13, sábado, eu retorno para Floripa, onde faço mais uma apresentação na Feira do Livro de São José. Farei uma apresentação especial, das 14h ás 16h, chamada "Brincando com desenho e poesia: para adultos e crianças".

Espero por vocês!

sexta-feira

Brincando com Desenho e Poesia

Dia 04 de outubro, quinta-feira, vou participar de um sarau organizado pelo Grupo Bastidores, em São Paulo.

E no dia 06, sábado, vou fazer uma apresentação na “Feira do Livro de São José”, em Santa Catarina, das 14h às 16h. O nome da apresentação é “Brincando com Desenho e Poesia: Para Adultos e Crianças”.

segunda-feira

Literatura: o que há de novo?

Por Rodrigo Capella*


Atualmente, o cenário literário convive com duas tendências. A primeira configura-se em apresentações poéticas antes do início de um show musical ou de uma peça de teatro. Funciona assim: o poeta sobe no palco, lê alguns versos e ainda tem a oportunidade de dialogar com o público.

Recentemente, tive novamente uma experiência desse tipo. Dessa vez no Museu de Arte de São Paulo (Masp), antes que se iniciasse a apresentação da peça “O Amante”, de Harold Pinter. Tive ótimos momentos: a platéia repeteiu alguns versos, comentou a minha apresentação e ainda deu sugestões para as próximas.

Tendo esse tipo de experiência, o poeta aprende a se expressar melhor, aumenta a sua base argumentativa e ainda conquista novos leitores. Afinal, o que seria do poeta se ele não tivesse leitor? Nada. Por isso, eu recomendo: saiam já do armário e começem a declamar as suas poesias.

Uma outra tendência que eu observo no cenário literário é a realização, cada vez maior, de debates interativos, nos quais o público tem uma participação maior e pode interromper a qualquer momento para perguntar ou até mesmo tecer comentários. Em várias vezes, a platéia “esquenta” o debate, propondo temas polêmicos ou redirecionando os assuntos abordados.

Após participar de um debate interativo, é comum o poeta se auto-questionar e se avaliar: “afinal, a poesia que eu faço tem qualidade?”, “eles entendem o que eu escrevo?”. Isso ocorre porque as pessoas da pláteia têm, obviamente, opiniões diferentes, que chegam a confundir o próprio poeta. Mas, essa diversidade é positiva.

Uma das funções do poeta é escrever para o público. Então, o que é preciso fazer para agradar a todos? Escrever versos românticos? Eróticos? Sádicos? Não, não existe uma fórmula exata, nem regras. Mas, muitas dúvidas podem ser sanadas em apresentações poéticas e debates interativos. Então, prepare-se para participar dessas novas tendências. Vou dar algumas dicas.

Na véspera de sua participação, faça uma boa alimentação, com frutas e legumes. Beba bastante água e relaxe, durma durante longos minutos. Quando subir ao palco, faça isso confiante, sem demonstrar medo, por mais que você tenha. Passar credibilidade para o público nessas horas é muito importante e pode determinar o seu fracasso ou sucesso.

Mostre simpatia e alegria. Responda as perguntas com entusiasmo e lembre-se: o leitor de poesia questiona, argumenta e quer uma resposta bem completa. Seja objetivo, mas ofereça elementos curiosos.

Agora que você já conhece essas dicas. Vá em frente e não perca tempo. Converse com amigos, organize debates, faça apresentações nas escolas e frequente todo e qualquer evento literário. Não perca as oportunidades, elas passam mais rápido do que um relógio e não usam dispertador. Saiba o momento certo de agir e suba no palco com alegria e com harmonia. Descubra você as próximas tendências da literatura brasileira. Só não esqueça de me contar!

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de “Poesia não vende” e “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quinta-feira

Frases poéticas e belas

“Não faço esculturas, na verdade, elas sempre estiveram lá. Eu apenas retiro os excessos”. Leonardo da Vinci

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas”.
Mário Quintana

“Um país se faz com homens e livros”
Monteiro Lobato

segunda-feira

O verdadeiro amor – Segunda Parte

Por Rodrigo Capella*

Coloquei o telefone no gancho e disquei os oito números de Alex.

- Amigo, entreguei um bilhete pra um homem, ele me ligou, vamos sair daqui a pouco.
- Ele é bonito? Como ele é?
- Moreno, olhos azuis, mãos fortes e tem bom hálito.
- Ótimo, o bom hálito é muito importante. Ele tem mão firmes, mãos de super-homem? E as unhas, são bem cuidadas?
- As mãos parecem um tanque de guerra, são muito fortes. Já as unhas, eu não reparei.
- É que eu adoro mãos.
- Sim, que bom, mas o que eu faço?
- Beija ele, uai. O que você quer mais?
- Eu não sei, não sei se ele é o homem perfeito pra mim. Eu queria fazer um teste.
- Teste. Ótima idéia. Eu fiz isso uma vez. Foi esplendoroso!
- E deu certo?
- Sim, fiz com um entregador. Cada vez que ele entregava a pizza, eu fazia uma pergunta diferente. E bingo!
- Quantas perguntas são?
- Apenas duas, minha querida, duas perguntinhas e você vai chegar a uma decisão.
- E qual é a primeira?
- Vamos lá. É o seguinte: você vai simular um desmaio e vai pedir a ajuda dele. Se ele fizer respiração boca a boca é porque você está diante de um safado, agora se ele chamar a ambulância é porque você escolheu o homem certo. Faz esse teste hoje a noite e depois me conta. Agora vou dormir. Beijos e boa sorte, minha linda.
- Obrigada, Alex, boa noite.

Fomos jantar, eu e o homem das batatas. O restaurante era muito simples, mas a comida estava bem temperada. Conversamos sobre futebol, vôlei e a destruição das torres gêmeas. A conversa fluía agradavelmente e já estava na hora de seguir os conselhos de meu amigo. Minutos depois, eu contaria tudo a ele. Disquei os oito números de Alex e:

- Amigo, você está acordado?
- Sim, quer dizer, mais ou menos. Meus olhos estavam fechados, na verdade piscando. Eu estava contando as estrelinhas coladas no teto de meu quarto. Uma mais linda que a outra.
- Acabei de voltar do jantar e queria te contar como foram as coisas.
- Conte, estou curioso. Vamos! Ele te beijou?
- Tentei desmaiar, mas não consegui, coloquei tudo a perder, que droga. Que droga, o que eu faço?
- Calma linda, calma. Vocês se beijaram?
- Ele me deu um selinho em frente ao meu prédio, nossa, que selinho, ele beija muito bem. Parece um pássaro bebendo água.
- Ótimo, isso é muito bom, eu adoro pássaros. E rolou alguma coisa mais?- Mais nada, o que eu faço agora?
- Vai dormir, descansa e marca um outro encontro com esse homem. Aproveite a vida.
- Mas, e o teste? Como fica?
- Você quer continuar?
- Claro, lógico que sim. Qual é a última pergunta?
- Dê um beijo na boca dele, agarre o homem por trás e pergunte: ”você quer casar comigo?”. Preste atenção na reação dele e, depois, me conte tudo, ok? Tim tim por tim tim.
- Claro, nós combinamos de ir ao parque amanhã pela tarde. Vou fazer isso e depois te conto os detalhes.

Fui dormir e acordei com a campainha tocando. Era o homem das batatas segurando um vaso de flores vermelhas e brancas. Agradeci e coloquei no centro da mesa de jantar. Tomei um banho rápido e fomos caminhando até o parque, onde tomamos um delicioso sorvete e alimentamos uns pássaros, espalhados pela grama. Segui as orientações de meu amigo Alex e tentei fazer o que ele pediu, mas novamente coloquei tudo a perder. Disquei os oito números de Alex e:

- Amigo, não consegui de novo. Foi um horror. Eu não sei o que fazer, estou perdida, triste, sem rumo.
- Vocês vão sair outra vez?
- Sim, vamos ao cinema hoje à noite. Por que? Você tem um outro teste?
- Não, não tenho.
- E o que eu faço?
- Curta a vida, beije o seu homem, seja feliz.
- Alex, mas e o teste?
- Minha linda, preste atenção: esse teste nunca existiu.
- Como assim?- Eu inventei tudo pra testar você, meu amor. Na última vez que nós nos vimos, há cerca de um mês lá na floricultura, meu coração disparou, senti algo estranho. Pela primeira vez, depois de quinze anos e dois meses, eu estava gostando de uma mulher.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles “Enigmas e Passaportes” e “Poesia não vende”. Informações: www.rodrigocapella.com.br