Este é o blog oficial do jornalista, assessor de imprensa, palestrante e escritor Rodrigo Capella

sexta-feira

Música - Lançamento do livro Poesia não vende



Para encerrar, quem foi ao lançamento de "Poesia não vende", na Livraria da Vila, acompanhou a uma apresentação musical de meu amigo Homero Baroni, que participou do programa Fama, da TV Globo. Homero deu um show cantando sucessos da MPB e empolgou a todos os presentes. Recapitulando: durante o lançamento de "Poesia não vende" tivemos também recital de poesias, apresentação teatral, pintura e teatro. Acompanhe abaixo como foi a apresentação musical do grande Homero Baroni, a nova voz da MPB:





Na próxima postagem você vai conferir: a presença de João Batista de Andrade, cineasta e ex-Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, no lançamento do livro "Poesia não vende". Aguarde!!

quarta-feira

Teatro - Lançamento de "Poesia não vende"



Amigos, depois de postar as fotos da pintura e da leitura de poesias durante o lançamento do livro "Poesia não vende", agora é a vez de postar as fotos da apresentação teatral que ocorreu durante o lançamento do livro. Acompanhem abaixo outras fotos da bela apresentação das atrizes e amigas Vanessa Morelli, Débora Aoni e Fernanda Sophia. Até os vendedores da Livraria da Vila pararam para assistir a ótima peça "Virgens á deriva":

sábado

Poesia - Lançamento Poesia Não Vende



Depois de ver Paulo Marcondes Neto confeccionar um quadro ao vivo, quem foi ao lançamento de "Poesia não vende" pôde assistir a uma bela apresentação da amiga e poetisa italiana Lunna Guedes (foto acima, ao centro). Ela leu dez poemas do meu livro "Poesia não vende" e depois contagiou o público, que leu mais alguns.

Na próxima postagem, você vai conferir a apresentação de teatro, ao vivo, na Livraria da Vila. Até mais!!

quarta-feira

Pintura - Lançamento Poesia Não Vende



Dando sequência ás fotos do lançamento do livro "Poesia não vende", publico nessa semana os registros da atuação do pintor Paulo Marcondes Netto, que já expôs na Assemblélia Legislativa de São Paulo. Na foto acima eu (a esquerda), apareço ao lado do Paulo. As fotos abaixo, tiradas pelo amigo Anselmo Gomes, mostram Paulo Marcondes Neto em ação, pintando ao vivo durante o lançamento, na Livraria da Vila. Acompanhem:



Obs: na próxima semana, publicarei as fotos da peça de teatro, apresentada ao vivo, na Livraria da Vila, durante o lançamento de "Poesia não vende".

sexta-feira

Sobre o lançamento de "Poesia não vende"

Lançamento de "Poesia não vende", em foto do amigo Anselmo Gomes


Amigos, o lançamento de meu novo livro "Poesia não vende" foi sensacional. Oba!! A Livraria da Vila, em São Paulo, esteve lotada no dia 03 de abril, dia do lançamento. Demorei a escrever aqui porque ainda estou chocado com a quantidade de gente que esteve presente... Ualllll!!!! Muito bom mesmo. Tivemos uma série de atividades: além dos autógrafos, quem esteve presente viu o pintor e meu amigo Paulo Marcondes Neto construindo um quadro ao vivo, a poetisa italiana e amiga Lunna Guedes recitando alguns versos, a apresentação da peça Virgens á deriva, cujo elenco é formado pelas amigas Vanessa Morelli, Débora Aoni e Fernanda Sophia, e uma apresentação ao vivo do cantor e amigo Homero Baroni, nova voz da MPB, que participou do programa Fama, da TV Globo. Além disso, o público leu poesias do meu livro "Poesia não vende", o que me emocionou bastante.

No lançamento, também estiveram presentes os amigos: João Batista de Andrade, ex-Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Carlos Reichenbach, diretor de "Dois Córregos" e do recente "Falsa Loira", Ênio Gonçalves, ator de grande sucesso da TV Tupi, Karina Barum, atriz global de "A Padroeira" e "Malhação", Paulo Morelli, diretor de "Viva Voz" e "O Preço da Paz", Kiko Goifman, diretor de "33" e do recente "Handerson e As Horas", e do ator Lisandro Lauretti, que atualmente está em cartaz com a peça "Lolitas".

Agradeço a todos que compareceram e que mostraram a sua arte ao vivo. A foto no íncio desse texto foi do evento!! Vou postando aos poucos e toda semana colocarei fotos novas. Abraços a todos e viva a poesia!!!! Viva!! Rodrigo Capella.

LANÇAMENTO DE LIVRO

No dia 03 de abril de 2007, terça-feira, vou lançar o livro “Poesia não vende”, na Livraria da Vila, das 18h30 ás 21h30. Anote o endereço: Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena. Abraços e conto com sua presença, Rodrigo Capella.

domingo

Sexo, todos querem sexo (ou pelo menos deveriam rs...)

CONTO
A sensualidade de Amanda
Por Rodrigo Capella*
Já tinha passado dos 30 anos e ainda sonhava em me casar com o homem perfeito. Desejava um príncipe encantado montado em um lindo cavalo branco. Mas, queria também um rapaz sincero e com todos os dentes bem escovados e brilhantes, se possível, é claro. Iniciei a busca pela Internet, estabelecendo conversas virtuais com possíveis candidatos, dos mais variados tipos e tamanhos.
No total, foram cinqüenta encontros cibernéticos ou, se você preferir, duzentas e dez horas dedicadas à procura da minha cara metade. Resultado: três idas ao cinema, assistindo péssimos filmes em má companhia. Fui agarrada por um caipira, beijei o rosto de um flanelinha e um cozinheiro chamado Zé teve uma crise de asma no meio do filme e me largou sentada na cadeira.
Insatisfeita, recorri aos jornais e publiquei um anúncio enorme, com a seguinte mensagem: "loira, alta e gostosa procura homem sincero para relacionamento duradouro. Envie o currículo e foto para o seguinte endereço....".
Tá, tudo bem, eu confesso que exagerei um pouco. Faz cinco anos que não freqüento uma academia e nem ando no calçadão da praia. Tenho dez quilos acima do peso ideal.
Mas, isso os homens não reparam ou, pelo menos, não deveriam. Resultado: recebi vinte e nove cartas, todas com foto 3x4, escondendo o corpo e a barriga dos candidatos. Olhei todo o material, arremessei longe e fiz uma bela cesta de três pontos, acertando o lixo da cozinha.
Novamente, o meu plano tinha falhado, o que me desestimulava bastante. Recorria, diariamente, ao meu sexto sentido, fazendo perguntas variadas e, em um lindo dia, tive uma idéia brilhante: Alex, meu amigo, era consultor amoroso. Pronto! Quem sabe ele não tinha a solução para o meu problema. Sem hesitar, disquei alguns números do telefone e:
- Oi, Amanda, em que posso ajudá-la?
- Preciso encontrar um homem para me casar com urgência. Estou com mais de trinta anos, sem filhos e muito menos um grande amor.O que eu faço? Tem solução?
- Hum... Amiga, o seu caso é muito grave. Mas, eu posso ajudá-la. De relacionamentos, eu entendo. Já tive vários, dos mais diversos. Vamos lá. Você quer um conselho? Aqui vai: cotidiano, cotidiano é a palavra-chave. Repare nos homens que estão ao seu redor. Às vezes, as oportunidades passam voando, os cavalos somem e os príncipes, simplesmente, desaparecem.
(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Em breve, vai lançar "Poesia não vende", livro que conta com depoimentos de Ivan Lins, Bárbara Paz, Frank Aguiar e Carlos Reichenbach, entre outros.

sexta-feira

Um grande talento

Amigos, gostaria de apresentar mais um grande talento brasileiro: o pintor Paulo Marcondes Netto, que mantém o site www.artegraphicus.com, no qual expõe quadros e curiosidades sobre a sua carreira. Leia abaixo um depoimento do Paulo exclusivo para esse blog:
"Tomei gosto pela pintura bem depois do gosto pelodesenho. Desenhar ,para mim, foi uma extenção do meuestudo. Gostava mais de desenhar coisas como: carros,barcos, aviões do que gente propriamente dito.Mas ogosto da imagem figurada cresceu muito nos últimosanos. Passei a me inspirar em mestres como Vermeer, DaVinci,El Greco e muitos outros mais.Quando era criança, tinha uns 10-12 anos, gostava depintar os caixotes de feira que minha mãe trazia. Masera só brincadeira. Hj a coisa é tinta a óleo na tela.Uma técnica muito mais difícil. Já o desenho, é a base de tudo.Foi graças a um bomdesenho e técnicas de pintura com lápis de cor, queentrei na faculdade. Foram anos muito proveitosos pararefletir sobre o panorama e perspectivas que merodeavam. Aprendi a gostar de arte. Não como elementoativo, mas sim como crítica e contemplação.
O verbo pintar tornou-se presente em mim quandocheguei da Alemanha em 2002.Meu primeiro quadro era umconjunto de quadrados dispostos em dez por dezcentímetros em uma tela de 50 x 70 cm. Quis pensar em algo como um calendário ( eta cabeçaracionalista!!!), mas aprendi no ateliér do Prof.Carlos Zibel a me desvenciliar do lado matemático dohomem. Era hora de livrar-se da caisa-de-força que é aFAU. Junto a galeria Mali Villas Bôas, aprendi algunsdos macetes do jogo político que é a arte. Hoje, estudo arte e web-design, e adoro os dois, pormais incrível que isto possa parecer, eles se complementam.".

terça-feira

Entrou na área é literatura, fala, bicho??

Quando a literatura se aproxima do futebol
Por Rodrigo Capella*
Muito se tem discutido, nos grupos acadêmicos e literários, sobre a utilização do ensino à distância como forma de se incentivar e, até certo ponto, propagar o gosto pela literatura brasileira. Os defensores desse tipo de ferramenta argumentam que, ao utilizar a Internet e participar de cursos via web, os alunos seriam motivados a pesquisar sobre as diversas tendências da escrita e, com isso, passariam a consumir mais livros.
Na outra frente, os opositores acreditam que a busca por novas obras só ocorre quando o estudante recebe estímulo dos professores, muitas vezes especializados em determinados assuntos de nossa literatura. Eu acrescentaria mais alguns argumentos: assistir um curso de literatura pela Internet é como acompanhar uma partida de futebol pela televisão. Não tem a menor graça. Diminui-se a emoção de ver o time entrar em campo, deixa-se de comer hot dog com queijo e mais: o gol perde grande parte de sua característica, sentido e cor. A literatura, assim como o esporte mais popular do Brasil, é feita de momentos.
O lance é único, o gesto merece ser contemplado por minutos e o drible precisa ser eternizado com uma fotografia marcante. Todos esses sentimentos, infelizmente, não podem ser captados em uma aula pela Internet. Vamos a um exemplo: quando meu professor de literatura do ginásio recitava Drumond de Andrade, eu percebia emoção em seus olhos. Se esse mesmo profissional lesse o mesmo poema em uma aula virtual, eu, rapidamente, sentiria uma perda de credibilidade e sustância. O ao vivo é sempre melhor!
Nesse debate presencial versus virtual, outros argumentos também precisam ser destacados. Em uma aula cara-a-cara, os alunos podem, por exemplo, tirar dúvidas, apontar questionamento e, até mesmo, apresentar composições próprias, dos mais diversos estilos literários. Além disso, o professor direciona as explanações de acordo com as necessidades dos estudantes.
Esses motivos tornam, portanto, o ensino á distância, até o presente momento, uma ferramenta desnecessária para a nossa literatura. Precisamos, então, valorizar as aulas presenciais, ensinando os alunos a respeitarem os professores, investindo no conhecimento intelectual desses profissionais e, principalmente, possibilitando o surgimento de centros de pesquisa literários.
Difundir a literatura é investir em educação, conhecimento e cultura.
* Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor do livro "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

domingo

Escrever, escrever, ver..


Como escrever um livro?


Por Rodrigo Capella*


Inúmeros leitores entraram em contato comigo pedindo dicas para se escrever um livro. Em todas as ocasiões, respondi que os textos não seguem regras ou leis , mas que podem ficar melhor se algumas dicas forem colocadas em prática. Vamos a elas!


Antes de pegar o lápis e uma folha de papel, determine o público que você pretende atingir. Ele é normalmente dividido, pelas editoras, em infantil, juvenil e adulto. Reflita e não tenha pressa para fazer a escolha adequada. Uma decisão mal tomada no início do processo pode comprometer todo o resto do trabalho. Os grandes autores de nossa literatura sempre tiveram a preocupação de direcionar as suas obras. Monteiro Lobato, por exemplo, escreveu inúmeros textos para crianças.


Depois de definir o público, a próxima etapa é encontrar uma idéia diferente, algo que ainda não exista em nossa literatura. Pode ser um personagem ousado, como fez Machado de Assis ao nos apresentar um narrador-morto em Memórias Póstumas de Brás Cubas, ou um tema surpreendente, seguindo a linha do escritor Rubens Paiva, que narrou experiências pessoais em Feliz Ano Velho.


Como ter uma boa idéia? Olhe ao seu redor, observe os pássaros e perca alguns minutos estudando o jardim. Ela pode estar mais próxima do que você imagina. Que tal escrever sobre o Dia Mundial do Livro, comemorado no dia 23 de abril? Essa pode ser uma grande idéia.


Depois, defina a linguagem adequada a ser utilizada na obra. Isso é fundamental para uma boa leitura do livro e também para garantir um volume de vendas considerável. O Código Da Vinci, por exemplo, só fez sucesso porque utilizou essa estratégia.


Quando finalizar o livro, leia-o novamente, com imparcialidade. Veja se o conteúdo interessa ao leitor, questione mais uma vez se o público vai realmente entender o que está escrito. Se a resposta for positiva, selecione algumas editoras e envie o seu material. Em poucos meses, você terá uma resposta.


(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer.

sexta-feira

Moments now!

Momentos como esse


Por Rodrigo Capella*


Luzes de Lindos Lábios,

Raios Tênues e Cristais,

Momentos de Desejada Dor,

Fantasias e Mágicos Sonhos.
És tão bela e insensata,

Carícias sem abraços,

Dores de belas canções,

Beijo, sensações.
Venero-a como uma flor,

Puras luzes obscuras,

Tua rara beleza.
Desejos como esse,jamais terei.

Pensar em você,não morro por quê?


(*) Rodrigo Capella é escritor, poeta e jornalista. Autor de diversos livros, entre eles "Enigmas e Passaportes", "Transroca, o navio proibido" e "Como mimar seu cão". E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

domingo

Fuma, fuma, fuma....

Um escritor acima de qualquer suspeita

Rodrigo Capella*
Entre um cigarro de menta e outro, Jonas escrevia pequenos poemas em seu caderno úmido e manchado por patas de cachorro vira-lata. Desiludido com o mundo da literatura e segurando fixamente a caneta azul, o autor, que chegou a estar na lista dos mais vendidos, procurava se ocupar com pequenas narrativas poéticas, umas mais absurdas do que as outras. Simplesmente, faltava-lhe imaginação.
Largava o caderno, caminhava pelo pequeno corredor, voltava a apanhar o diário e largava-o poucos minutos depois. Jonas realmente estava deprimido e, em um ato fora do comum, abriu a porta e ganhou a rua, talvez em busca de curiosidades, talvez atrás de sonhos antigos ou simplesmente para sentir-se aliviado da "pedra", que insistia em bloquear o seu momento criativo. Já era tarde. O relógio, apertando o pulso esquerdo do escritor e deixando marcas, sinalizava onze e meia da noite.
Mas, Jonas caminhava freneticamente e passeava por parques, ruas pequenas e campos de futebol vazios e mal iluminados. O autor ia certamente em direção á ponte, só podia estar indo naquela direção. O vento forte e o chuvisco atrapalhavam a caminhada do escritor-esportista, mas Jonas enfrentava os obstáculos e os superava com firmeza. Cansado e tremulo, chegou ao destino, debruçando-se na ponte e ganhando força extra para correr até a outra extremidade da construção antiga. Fez isso durante alguns minutos, circulando por quase toda a pequena e singular cidade. Voltou pra casa, tomou um suco de acerola com menta, deitou-se na poltrona rasgada e lá dormiu desconfortavelmente durante horas.
Chegou até a sonhar com os tempos de sucesso literário, época em que fez fortuna e distribuía autógrafo em cada esquina. Acordou com uma pomba debatendo-se na janela, como se quisesse entrar na casa do autor. Jonas pensou, reclamou, mas acabou cedendo aos desejos do animal. A pomba branca e extremamente agitada sentiu-se á vontade na moradia e iniciou um belo passeio pelos corredores.
Jonas, em mais um ato fora do comum, abriu uma gaveta, pegou sua 38 preta e disparou um tiro contra a pobre pomba. Paredes manchadas, animal morto pelo chão e cheiro azedo impregnando cada canto da casa. Jonas observou a tudo isso e refletiu por alguns segundos. Pegou novamente a arma e a segurou com uma firmeza singular, cheirando a pólvora que insistia em sair do cano. Segundos depois, sentou-se numa cadeira posicionada na varanda, respirou fundo e apontou o objeto em direção a sua cabeça. Dormiu durante horas, dias e anos.
(*) Rodrigo Capella é poeta, escritor e jornalista. Autor de vários livros, entre eles "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

terça-feira

Snif! Snif!

Angústia do escritor

Por Rodrigo Capella*

Uma das maiores angústias do escritor é a de esperar pelo livro pronto. Depois de meses e meses, dedicando-se a escrever a obra, dando vida aos personagens e guiando-os mundo a fora, o autor depare-se com esse momento, muitas vezes caótico. Nessa etapa, tudo depende da editora. A revisão ortográfica, a disposição dos capítulos, a criação de um nome para o livro e a confecção das capas, em alguns casos muito simples e amadoras.

A nós, escritores, cabe apenas contar os minutos e fazer inúmeras ligações para a editora com o intuito de apressar o término da obra. Na maioria das vezes, o esforço é louvável, mas em nada adianta. A perda de tempo é imensa.

Vivo atualmente essa experiência com o meu quarto livro, a ser lançado em breve, no primeiro semestre desse ano. Vivi com o primeiro, segundo e terceiro. Certamente, viverei com o quinto. Não importa o gênero, a quantidade de páginas ou o tamanho da editora. Essa sensação é sempre a mesma e perdurará por um longo período.

O tempo passa, perco alguns fios de cabelos brancos e a data de lançamento do livro se aproxima. Leitores e amigos perguntam sobre o andamento da obra e dão sugestões. Eles querem participar! Mas, infelizmente, nada posso fazer. Tudo depende da editora. Acendo velas, faço orações, escrevo artigos e outros textos. Fumo cachimbo, sem mesmo gostar.
O humor piora, o período de insônia aumenta. Nervosismo! É como ter um filho: o coração dispara, a mão treme, o sorriso é alegre. Tal momento exige relaxamento profundo e convida-me para uma breve meditação.

Respiro fundo, reflito e relaxo. Em nada adianta, não consigo me desligar desse livro. Quando recebê-lo pronto, vou ler cada uma das páginas minuciosamente, ficarei emocionado com as ilustrações e, certamente, acharei tudo muito bonito e interessante. Respirarei aliviado. É sempre assim, exatamente desse jeito. Temos os mesmos sentimentos de angústia e quando conquistamos algo, ele se vai como se nunca tivesse existido.


(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor do livro “Transroca, o navio proibido”, que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

sábado

História Inédita


Como conquistar as mulheres?

Por Rodrigo Capella*

Corria pelas estreitas calçadas de São Paulo rumo ao Parque do Ibirapuera. O calor era intenso e a camiseta vermelha fazia-me transpirar mais ainda, como se eu estivesse dentro de um caldeirão. Opa! Bem que podiam cozinhar uma loira junto comigo, de preferência sorridente, gostosa e acompanhada por uma latinha de cerveja.

Exibia o meu corpo atlético, conquistado após quinze anos de terapia ocupacional e seis meses assistindo diversos tipos de filmes, nacionais e estrangeiros. Pela primeira vez, sentia-me confiante, um verdadeiro Deus Grego. Mulheres de vários tipos olhavam pra mim, porém só as feias, que pareciam ter saído do Largo da Batata, é que mexiam comigo. Que maldição! Não devia ter malhado tanto.

- Nossa, que lindo - dizia uma delas.
- Queria um desse lá em casa - disparava a outra.

Ajeitava o cabelo, tirava o suor da testa e dava um sorriso. Que raiva, eu estava gostando daquele chamego. Mas, um solteiro como eu precisava de um bom partido. Continuei correndo! Pensava em muitas coisas: o pneu do carro furado, minha mãe rolando pelas escadas de incêndio, meu irmão passando mal após comer uma coxinha de calabresa.... Pensava em tudo, queria distância daquelas feiosas. "Saiam, saiam, antes que eu chame a carrocinha", disse alto, como se tivesse um megafone nas mãos.

Por falar em cachorro, não poderia esquecer de Brutus. Orelhudo e pulguento, o miserável miava em vez de latir. Miauuu-AU!! Ele chegou em casa com dois meses. Não, Brutus não veio sozinho, tive que buscá-lo no pet shop. Aos poucos, o pequeno animal foi adquirindo outras formas. Pica-pau roedor de móveis, rato comedor de queijo, lesma preguiçosa....

Um cão com crise de identidade? Era só o que faltava. Já bastava o dono. Tomei uma decisão drástica, uma das mais difíceis de minha vida. Por que não mimar o meu cachorro? Minha mãe fez isso comigo, por que não ia funcionar com o Brutus?

A primeira ação foi a de criar um site para ele. Optei pelo www.cachorrorebelde.au Afinal, ele precisava se acalmar um pouco e eu tinha que me ocupar. Qual o solteiro que não gosta de passar horas e horas na frente de um computador?

Aos poucos, Brutus se transformou. Os pêlos ficaram mais brilhantes, parecendo a peruca da Elke Maravilha. Seu rabo ganhou vida própria, achando que era um helicóptero.Brutus mostrou-se mais calmo, sorria várias vezes ao dia e até dava cambalhotas. Nossa, eu estava conseguindo mimar o cachorro.

Ainda rumo ao Parque Ibirapuera, eu corria, corria e as vozes das feiosas continuavam a me perseguir, aterroziando os meus pensamentos:

- Nossa, que lindo - dizia uma delas.
- Queria um desse lá em casa - disparava a outra.

Fingia que não era comigo e continuava correndo, sonhando, lembrando de quando mimava o Brutus. Depois de criar o site, comecei a assistir televisão com ele, mas Brutus não gostava de novelas brasileiras. Mudamos de canal, ele detestou as mexicanas e preferimos alugar alguns filmes . Depois de ver Os 101 Dálmatas, Brutus latia sem parar, levantava as patinhas e se mexia de um lado para o outro, mostrando-se um verdadeiro ator . Ele queria estar em Hollywood.

Mas, o danado continuava a comer o meu chinelo e achei que ele precisava de um pouco de música, talvez clássica. Optei pela quinta sinfonia de Beethoven. O cachorro se acalmava por alguns minutos, mas logo começava a roer tudo novamente. Eu devia ter dado a maçã da Branca de Neve pra ele.

- Nossa, que lindo - dizia uma das feiosas.
- Queria um desse lá em casa - disparava a outra.

Olhei para o lado e as mulheres estavam me seguindo. Nossa, que coisa maluca! Olhei para o chão e vi o Brutus. As feiosas estavam apontando para ele. Ufa! Fiquei bastante contente. Aqueles elogios eram para o Brutus e não pra mim. Deus, obrigado por ter criado os cachorros.

(*) Rodrigo Capella é escritor, jornalista e poeta. Autor de vários livros, entre eles "Como Mimar Seu Cão" e "Transroca, o navio proibido". Pretende se livrar do Brutus, mas está indeciso. Afinal, nada melhor do que o "melhor amigo do homem" para salvar o escritor dos apuros. E-mail: contato@rodrigocapella.com.br

terça-feira

Voltamos...2007...aeeee...

Como conquistar leitores?

Por Rodrigo Capella*

Esse será, com certeza, o grande desafio do mercado editorial no ano de 2007. Para superá-lo, inúmeras propostas têm sido debatidas nos diversos ambientes literários, mas uma em especial merece comentários, por ser a mais plausível.

Trata-se da imediata inclusão de atitividades editoriais no ambito escolar e universitário, tais como visitas frequentes ás editoras para acompanhamento da diagramação e para a observação da rotina de trabalho dos profissionais que fazem os escritos virarem obras, algumas até clássicas. Tal proposta, muito comum em país de primeiro mundo, aguçaria a curiosidade dos pretendentes a leitores e seria um trampolim para que eles mergulhassem nas histórias, dos mais diversos gêneros. O mecanismo é simples, mas, infelizmente, esbarra-se em questões burocráticas, conservadoras e governamentais. Por isso, precisamos nos inspirar em Policarpo Quaresma, que incansavelmente buscou um Brasil melhor e mais humano. O momento é esse!

Justificando: o mercado editorial só estará contribuindo para um avanço na educação brasileira se o número de leitores aumentar. Caso contrário, ele perderá uma de suas principais funções. O livro precisa, portanto, ser um companheiro do abajur, da mesa do computador e da pia do banheiro. Ele, em poucas palavras, deve, o quanto antes, ser incorporado ao cotidiano brasileiro.O resultado dessa ação será, facilmente, medido por meio de pesquisas junto aos novos leitores, que abordariam a quantidade de livros lidos antes e depois da implantação das atividades editoriais no currículo escolar e universitário. Mas, também com base na análise das vendas das livrarias.

Quem gostar de um livro, vai certamente comprar outro, seja de um mesmo autor ou de um mesmo gênero. Provaremos, com isso, que o deficit de leitura existia porque faltavam incentivos aos leitores. Vamos mudar esse quadro. O ano de 2007 está apenas apenas começando e tem tudo para ser um período de otimismo para nossa literatura.

(*) Rodrigo Capella é escritor e poeta. Autor do livro "Transroca, o navio proibido", que vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella.com.br

quinta-feira

Quer uma flor?

quarta-feira

Feliz Natal!

Conferida
Fogo no corredor,
morte,ardente e cruel
,não sei se vou viver,
pra ver o que é seu.
A vida traz lembranças,
ás vezes cansa,
cabeça,
adoeceu?
liberdade plebeu.
Identidade conferida,
mudança de ares.
troco sons e mares.
Ignoro a idade,
vida em vão,
sem paternidade,
dor no coração.

domingo

Olha só.....

Retoque

Poema em branco,

garrancho,ai,

que me perdoar.

Sonhos, repletos

,vozes você, calado,e os gestos?

quinta-feira

Lançamento................oba!!!!!!!

terça-feira

Vamos latir?

O CACHORRO É MENOS EGOÍSTA DO QUE O HOMEM

POR RODRIGO CAPELLA

Au, au! Brutus sempre abana o rabinho quando eu chego em casa. Ele quer brincar e rapidamente busca a bolinha vermelha, mordendo-a em seus pequenos dentes. Meu amigo é incansável e rimos durante minutos, horas. Depois, conversamos sobre assuntos diversos, política, economia e lançamentos caninos, é claro.

Essas qualidades transformaram Brutus em um grande amigo meu. Estamos sempre juntos, passeando no parque, viajando, correndo atrás dos carros e compartilhando experiências. Hoje, confesso que sou um homem mais maduro e tranqüilo. Minha vida mudou radicalmente. Brutus é um cão mais sociável, tem várias namoradinhas e amigos para passear.

Por todas essas mudanças, é que eu eu não hesitei em adotar um novo companheiro. Wisky chegou com apenas um mês e logo se tornou amigo de Brutus. A dupla, apesar de viver em casas separadas, sempre brinca junta e, a cada passeio, reforça a tese de que os animais são menos egoístas e mais companheiros do que os seres humanos. Au, au!